sábado, 15 de outubro de 2011

"É difícil imaginar aonde os governos e as igrejas ocidentais pensam que vão chegar fazendo vista grossa à perseguição de cristãos no mundo islâmico."









Na noite de domingo (9/10/2011), cristãos coptas egípcios organizaram o que era para ser uma vigília pacífica em frente à sede da emissora de TV estatal no Cairo. Os mil manifestantes representavam a antiga comunidade cristã de cerca de 8 milhões de pessoas, cuja presença no Egito precede a dominação islâmica em várias séculos. Eles se reuniram no Cairo para protestar contra os recentes incêndios criminosos de duas igrejas por arruaceiros muçulmanos, e contra a rápida ascensão da violência (com apoio do governo) contra os cristãos por grupos muçulmanos desde a renúncia do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak em fevereiro.

De acordo com fontes coptas, os manifestantes foram cercados por agressores islâmicos, que rapidamente ganharam suporte de forças militares. Entre 19 e 40 cristãos coptas foram mortos por soldados e atacantes muçulmanos. Foram atropelados por veículos militares, espancados, baleados e arrastados pelas ruas do Cairo.

A emissora estatal relatou apenas que três soldados haviam sido mortos. De acordo com a agência Ahram Online, os soldados atacaram os estúdios da emissora de TV al-Hurra na noite de domingo para bloquear a transmissão de informações sobre o ataque militar contra os cristãos coptas.

Ao que parece, a tentativa de controle de informações sobre o que aconteceu funcionou. As notícias na segunda-feira sobre a violência deram poucos sinais da identidade dos mortos ou feridos. É certo que não contaram a história do que realmente aconteceu domingo à noite no Cairo.

Em outro evento, o patriarca católico maronita do Líbano, Bechara Rai, gerou polêmica há duas semanas. Durante uma visita oficial a Paris, Rai alertou o presidente francês Niolas Sarkozy que a queda do regime de Assad na Síria seria um desastre para os cristãos da Síria e de regiões próximas. Hoje a oposição, que tem apoio do Ocidente, é dominada pela Irmandade Islâmica. Rai alertou que a derrubada do presidente Bashar Assad poderia levar a uma guerra civil e ao estabelecimento de um regime islâmico.

Cristãos coptas egípcios exibem pano manchado de sangue após conflito com soldados e a polícia durante protesto no Cairo.

No Iraque, a insurgência patrocinada pelo Irã e pela Síria que se seguiu à derrubada pelos americanos do regime baathista de Saddam Hussein, em 2003, promoveu uma guerra sangrenta contra a população cristã do Iraque. Este mês marca o primeiro aniversário do massacre de 58 fiéis em uma igreja católica em Bagdá. Na década passada havia 800 mil cristãos no Iraque. Hoje, são apenas 150 mil.

Sob o xá do Irã, os cristãos eram mais ou menos livres para praticar sua religião.

Hoje os cristãos iranianos estão sujeitos a caprichos de soberanos muçulmanos, que não conhecem outra lei a não ser a da supremacia islâmica.

O suplício do pastor evangélico Yousef Nadarkhani é um exemplo. Ele foi preso há dois anos, julgado e condenado à morte por apostasia, por se recusar a renegar sua fé cristã. Não existe lei contra a apostasia no Irã, mas isso não importa. O aiatolá Khomeini era contra a apostasia. A lei islâmica também é.

Depois que a história de Nadarkhani foi publicada no Ocidente, os iranianos mudaram de plano.

Agora eles teriam abandonado a acusação de apostasia e sentenciado o pastor à morte por estupro. O fato dele nunca ter sido acusado ou condenado por estupro não tem importância.

Cristãos palestinos, igualmente, têm sofrido sob os líderes eleitos pela população.

Quando a Autoridade Palestina foi estabelecida em 1994, os cristãos eram 80% da população de Belém. Hoje correspondem a menos de 20%.

Desde que o Hamas “libertou” Gaza em 2007, a antiga minoria cristã da região tem sofrido ataques constantes. Com apenas 3 mil membros, a comunidade cristã de Gaza teve igrejas, conventos, livrarias e bibliotecas incendiadas por integrantes do Hamas e seus aliados. Seus membros foram atacados e mortos. Apesar de o Hamas ter prometido a proteção dos cristãos da cidade, ninguém foi preso por violência anticristã.

Da mesma forma que os judeus no mundo islâmico foram expulsos das suas antigas comunidades por governantes árabes com a criação do Estado de Israel em 1948, os cristãos também foram perseguidos e expulsos de suas casas. Regimes populistas islâmicos e árabes usam o supremacismo da religião islâmica e o chauvinismo racial árabe contra cristãos como gritos de guerra para insuflar as multidões para seus propósitos. Esses apelos, por sua vez, levaram à dizimação das populações cristãs no mundo árabe e islâmico.

Bechara Rai, o patriarca católico maronita do Líbano.

Por exemplo, quando o Líbano obteve sua independência da França em 1946, a maioria dos libaneses era cristã. Hoje os cristãos são menos de 30% da população. Na Turquia, a população cristã foi reduzida de 2 milhões no fim da Primeira Guerra Mundial para menos de 100 mil hoje. Na Síria, na época da independência, os cristãos representavam quase metade da população. Hoje 4% dos sírios são cristãos. Na Jordânia, há meio século, 18% da população era cristã. Hoje apenas 2% dos jordanianos são cristãos.

Os cristãos são proibidos de praticar sua religião na Arábia Saudita. No Paquistão, a população cristã está sendo sistematicamente destruída por grupos islâmicos apoiados pelo regime. Incêndios de igrejas, conversões forçadas, estupros, assassinatos, seqüestros e perseguição legal de cristãos paquistaneses se tornaram ocorrências diárias.

Infelizmente, para os cristãos do mundo islâmico, sua causa não está sendo defendida por governos ou igrejas do Ocidente. A França, em vez de impor como condição para seu apoio à oposição síria o compromisso com a liberdade religiosa para todos por parte dos seus líderes, através de seu Ministério das Relações Exteriores reagiu com irritação às advertências de Rai sobre o que provavelmente acontecerá aos cristãos sírios, caso o presidente Bashar Assad e seu regime sejam derrubados. O Ministério das Relações Exteriores da França publicou uma declaração afirmando que estava “surpreso e desapontado” com as declarações de Rai.

O governo de Obama foi menos solidário ainda. Rai está viajando pelos EUA e pela América Latina em uma visita de três semanas a comunidades de imigrantes maronitas. A existência dessas comunidades é conseqüência direta da perseguição árabe e islâmica aos cristãos maronitas do Líbano.

A ida de Rai aos Estados Unidos deveria começar com uma visita a Washington e um encontro com altos funcionários do governo americano, incluindo o presidente Barack Obama. No entanto, após as declarações de Rai em Paris, o governo americano cancelou todas as reuniões marcadas com ele. Ou seja, em vez de considerar os perigos sobre os quais Rai alertou e usar a influência americana para aumentar o poder dos cristãos, curdos e outras minorias em qualquer governo sírio pós-Assad, o governo Obama decidiu boicotá-lo por chamar atenção para o perigo.

Com exceção dos evangélicos, a maioria das igrejas ocidentais está igualmente desinteressada em defender os direitos de co-religiosos no mundo islâmico. A maioria das principais denominações protestantes, da Igreja Anglicana e seus vários ramos dentro e fora dos EUA à Metodista, Batista, Menonita e outras, não fez esforço algum para proteger ou defender os direitos dos cristãos no mundo islâmico.

Em vez disso, na última década, essas igrejas e seus ramos internacionais buscaram repetidas vezes atacar o único país do Oriente Médio em que a população cristã aumentou nos últimos 60 anos: Israel.

Quanto ao Vaticano, nos cinco anos desde que o papa Bento XVI, no seu discurso em Regensburg, lançou um desafio aos muçulmanos para que agissem com bom senso e tolerância ao lidar com outras religiões, abandonou a posição anteriormente adotada. Um diálogo entre iguais se tornou uma súplica ao islã em nome de uma compreensão ecumênica. No ano passado o papa organizou um sínodo sobre os cristãos do Oriente Médio que não mencionou a perseguição anticristã por forças e regimes islâmicos e populistas. Israel, por outro lado, foi o principal alvo de críticas.

A diplomacia do Vaticano se estendeu até o Irã, para onde enviou um representante para participar de uma falsa conferência antiterrorista de Mahmoud Ahmadinejad. Conforme relatou Giulio Meotti para a agência israelense Ynet, enquanto todos os embaixadores da União Européia saíam no meio do discurso de negação do Holocausto de Ahmadinejad na segunda conferência das Nações Unidas em Durban, o embaixador do Vaticano ficou sentado. O Vaticano abraçou líderes da Irmandade Islâmica na Europa e no Oriente Médio.

É difícil imaginar aonde os governos e as igrejas ocidentais pensam que vão chegar fazendo vista grossa à perseguição e dizimação de comunidades cristãs no mundo islâmico. Como mostram os acontecimentos do domingo passado no Egito e os ataques diários de muçulmanos contra cristãos na região, as atitudes do Ocidente não estão aplacando ninguém. Mas fica bastante claro que ele irá colher o que plantou.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

No Hinduísmo, nas demais religiões orientais, no Espiritismo propagado por Chico Xavier, existe “ida e volta” depois da morte. No Cristianismo NÃO!!!









No Hinduísmo, nas demais religiões orientais, no Espiritismo propagado por Chico Xavier, existe “ida e volta” depois da morte. No Cristianismo bíblico, não.

No livro “90 Minutos no Céu”, o autor, Don Piper morreu. E quem morre não volta, jamais, para contar.[1] Já quem teve morte clínica, pode ressuscitar, sim. Mas, esta pessoa não partiu para a eternidade, como costumamos definir para quem definitivamente morre. No estado de morte clínica tudo pode acontecer. Lemos sobre relatos de pessoas que ficaram anos e anos em coma, ou que tiveram a morte atestada pelos médicos e depois voltaram à vida. Isso é possível ocorrer e a Medicina explica. Mas nesse caso não se partiu para a eternidade, ou seja: não se faleceu como as Escrituras dizem quando o pó volta à terra e o espírito a Deus (Eclesiastes 12.7; Gênesis 3.19) pois, se assim fosse, tais pessoas não retornariam jamais. Isso é bíblico: não há retorno! Assim, se Don afirma que morreu, foi para o Céu, viu e voltou, então ele é antibíblico.

Na Bíblia homens vislumbraram o Céu, é verdade. Sabemos de Estevão, Paulo e de João, na Ilha de Patmos, mas todos eles estavam vivos, conscientes, e não mortos (Atos 7.55-58; 2 Coríntios 12,1-4 e o livro do Apocalipse).

A Palavra de Deus nos afirma que Deus falou final e definitivamente através do Seu Filho, Jesus (Hebreus 1.2) e toda e qualquer revelação final veio com Jesus e com os seus Apóstolos, a quem – e unicamente – Jesus deu autoridade para registrar as revelações finais. Só Pedro, Paulo, João, Mateus, somente os homens que foram inspirados pelo Espírito Santo (veja 2 Pedro 1.20-21) registraram e revelaram todo o desígnio de Deus e tudo o que precisamos saber, sobre esta vida e sobre o além, temos de maneira satisfatória nas Escrituras Sagradas. E as Escrituras jamais indicam que alguém pudesse ir ao Céu quando morto e retornar. Jamais! Paulo, que foi ao Céu quando vivo, não descreveu nem 1% do que Don Piper revelou quando morto. O atraente e fantasioso relato de Don Piper termina confundindo, e também minando, a autoridade das Escrituras e isto, além de perigoso, é pecado. Se nem Jesus e nem os seus discípulos revelaram o Céu como Don revela, então um dos dois lados está completamente equivocado e as Escrituras não podem falhar. Tudo o que sabemos e precisamos saber sobre o Céu e sobre o Inferno, sobre o além, está contido na Bíblia.

O perigo de livros como este de Don Piper é que eles parecem querer completar ou complementar a Bíblia, como que dizendo: “A Palavra de Deus, deixada para mim como regra de fé e prática, está incompleta, está faltando algo. Eu preciso ‘ajudar’ Deus a ser mais claro e preciso. Eu preciso confortar os que viram seus entes queridos partindo, melhor e de maneira mais prática do que o Espírito Santo faz. Deixe-me, então, contar como realmente é seguir para o Céu...” No final, escritos assim afrontam o Todo-Poderoso.

O perigo de livros como este de Don Piper é que eles parecem querer completar ou complementar a Bíblia.

Assim, com suas idéias e narrações extrabíblicas e antibíblicas surge a brecha do engano, levando pessoas a acreditarem na eternidade ou na volta de Cristo em breve, ou até mesmo para tentar levá-las ao arrependimento e mudança de vida, através de algo e de recursos que vão além da Bíblia ou que, no final, “ganham” da Bíblia em “importância de relato sensacionalista” na mente e coração de muitos. Será que a Bíblia precisa dos relatos de Don Piper para se mostrar verdadeira e autêntica? Precisaria o Espírito Santo de Deus desta “revelação” de Don Piper para poder trazer esperança, conforto e segurança, como se na Bíblia não os houvesse com suficiência, eficiência e segurança?

É verdade que um Evangelho emocionalista pode provocar um turbilhão de sentimentos, pode levar às muitas lágrimas, mas não poderá produzir conversão, fé, confiança, dependência e esperança, como só a Palavra de Deus pode produzir.

O Inimigo da Igreja e das nossas almas é astuto e pode muito bem se valer do espetacular para impressionar. Ele, o Inimigo, pode até falar a verdade, contanto que desvie da verdade para a mentira e para o relato de outros, com direito a credibilidade final, igual, ou superior. Deixe-me exemplificar o que eu quero dizer, com um relato que aconteceu envolvendo pelo menos três pessoas: O apóstolo Paulo, servo do Senhor, uma moça que era médium, e Satanás, o enganador. Está em Atos 16 e o contexto é: uma jovem médium passa a seguir Paulo, Timóteo e Lucas pelas ruas e praças da cidade de Filipos, pelo espaço de vários dias, declarando em alta voz o que era verdade. Leiamos o relato:

“Partindo de Trôade, navegamos diretamente para Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis. Dali partimos para Filipos, na Macedônia, que é colônia romana e a principal cidade daquele distrito. Ali ficamos vários dias” (Atos 16.11-12 – NVI).

“Aconteceu que, indo nós para o lugar de oração, nos saiu ao encontro uma jovem possessa de espírito adivinhador, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação. Isto se repetia por muitos dias. Então, Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela. E ele, na mesma hora, saiu. (Atos 16.16-18).

Mas, por que a médium fazia isso? Por que ela falava a verdade, se atuava com o engano e era dominada por possessão demoníaca? Pode Satanás falar a verdade? Como é que um espírito maligno poderia ter outorgado um testemunho tão positivo e verdadeiro ao caráter do grupo de missionários cristãos, à sua posição como servos de Deus e à inquestionável declaração da preciosa mensagem que eles portavam, que era sobre o caminho da salvação? Sim, porque o que a moça adivinhadora dizia era verdade e era verdadeiro! Observemos o profundo desígnio e artifício daquele espírito maligno, pois acredito que o Diabo fazia isso por pelo menos dois motivos:
1. Para diminuir o impacto da pregação do Evangelho da Graça de Deus

A médium falou antes, então, ela tem mais autoridade. Ela recebe crédito.

O testemunho da jovem foi verídico a fim de destruir o crédito que se daria aos missionários cristãos quando começassem a pregar sobre a salvação que vem de Deus, arruinando sua utilidade, pois, mediante o “testemunho” prévio da médium, imediatamente as pessoas seriam levadas a crer que os missionários estavam mancomunados com aqueles espíritos adivinhadores que nela agiam, e que os milagres que porventura operassem ali, eram feitos pela agência da mesma fonte que a da moça e isto poderia levar a endurecer ainda mais os seus corações quanto à pregação do Evangelho, afinal, ouvir do espetacular e de quem “dá shows” de acertos e de respostas, é muito mais atraente.

Qual a diferença entre o livro de Don Piper e a Bíblia? Na Bíblia nunca alguém morreu, foi para o Céu e voltou, enquanto no livro de Don, alguém morre, vai para o céu e volta para contar “a verdadeira história de quem esteve no Paraíso e voltou!”[2]

Na Bíblia, o centro da pregação é Cristo, o Seu sacrifício permeia toda a mensagem, do Gênesis ao Apocalipse, e a pregação do Evangelho é centrada na mensagem da cruz e não em experiências pessoais que venhamos a ter.

Na Bíblia, o centro da pregação é Cristo, o Seu sacrifício permeia toda a mensagem, do Gênesis ao Apocalipse, e a pregação do Evangelho é centrada na mensagem da cruz e não em experiências pessoais que venhamos a ter (veja 1 Coríntios 1.18-25). No seu livro sobre o Céu, Don Piper quase não menciona que Cristo morreu e porque Cristo morreu. A primeira, pálida e mui rápida menção sobre a cruz aparece somente na página 102 do seu livro[3], e é algo “en passant”.[4] Os terríveis sofrimentos que Cristo suportou na cruz, ele só menciona rapidamente na página 103.[5] E toda vez que fala da sua restauração espiritual, quando superou uma forte depressão, o que destaca é que foram algumas músicas que fizeram isso. Fala que foram canções cristãs populares e nunca as eternas, consoladoras e restauradoras promessas tidas e vindas da Palavra de Deus, usadas para transformar o coração e colocar nele esperança, pelo Espírito Santo de Deus.[6]
2. Para igualar a autoridade das revelações

A médium falou exatamente o que eles iriam dizer. Assim, o peso da revelação é igual.

Percebamos dois aspectos fenomenais envolvidos aqui:

a) A médium vem ao encontro. Diferente do que geralmente acontecia com gente possessa, que gritava e se agitava e depois queria fugir da presença de Jesus ou de seus servos autorizados,[7] aqui o demônio não foge deles ou os evita, mas vem ao encontro do missionário. O inimigo poderá ficar ali por perto de quem fala e é pregoeiro da verdade e do caminho da salvação, por estratégia e para agir rapidamente, procurando desviar e perverter o que as pessoas irão ouvir.

b) A médium insiste em proclamar o que é verdadeiro. Insistia em anunciar exatamente o que era verdade até que todos em Filipos se acostumassem com a sua voz e com o que ela dizia. As estratégias de Satanás poderão passar pela via da confusão nas mentes das pessoas. Confundir as mensagens para que, quem sabe, as pessoas também venham a confundir as fontes e a autoridade.

Muitos ali, depois de ouvir a médium poderiam naturalmente considerar que tanto uma fonte como outra, formavam um único sistema. Nada teriam de aprender ou de mudar com a mensagem de Paulo, nada a ser corrigido em suas vidas pela mensagem que Paulo anunciava. Na dúvida, se a médium também falasse algo para eles, ouviriam e seguiriam “numa boa” e sem obediência a Deus, sem abandono de seus pecados ou mudanças de atitude em suas vidas. Afinal, ela também “falava” e, falara bem antes deles e jamais mencionara arrependimento de vida e compromisso com Cristo. Até ali, e daquela forma, estaria bom para o inimigo e para os muitos ouvintes: “Vão, escutem mas não mudem. Não precisarão abandonar os seus pecados, crer em Cristo como dizem as Escrituras e mudar de vida”.
A verdade é que liberta!

“...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32).

Aquele era um momento crucial para Paulo e para a credibilidade e centralidade do Evangelho de Cristo, Senhor e Salvador. Em face das circunstâncias criadas pelo Inimigo para confundir, nada poderia salvar o crédito dos missionários senão libertar a mulher do demônio que a possuía, e isso da maneira mais incontestável possível. Da mesma forma, nada poderia ter salvado a mensagem de Moisés e de Arão no Egito, quando os magos e encantadores também fizeram coisas espetaculares, do que a vara-serpente de Moisés ter devorado todas as outras serpentes criadas espetacularmente pelo magos e encantadores. Assim, meu objetivo ao escrever este pequeno livro não é o de atacar sem motivo algum um certo senhor e pastor batista norte-americano, que eu não conheço pessoalmente, chamado Don Piper, mas ir contra o que ele está pregando, ensinando e até estimulando em seu livro “90 minutos no Céu”. Sua mensagem contraria toda a Verdade da Palavra de Deus ou lança a possibilidade de que pessoas creiam porque ele disse que o Céu “era assim”, e não porque a Bíblia diz como o Céu é e como se chega lá (coisa que Don jamais diz no seu livro). Escrevo, porque Don Piper utiliza meios que são totalmente contrários à Bíblia e que o Senhor mesmo nunca permitiu que alguém fizesse, isto é, morrer, ir ao Céu e voltar para contar como é por lá; de ter partido para a eternidade e depois, de lá ter retornado. Deus não tem a verdade na sua Palavra e ainda outras “porções da verdade” espalhadas em livros como os de Don, com revelações extrabíblicas. O que precisamos saber sobre o Céu, sobre o Inferno e a sobre a eternidade já está bem revelado. O que está encoberto a nós, Deus sabe porque. Vale a regra de Deuteronômio 29.29. Não queiramos “forçar a barra”. Será perigoso para nós e para tantos outros.

“As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29).

Cuidado! Ler e crer sobre o Céu poderá lhe parecer mais espetacular vindo de um homem que acabou de sofrer um terrível acidente, foi declarado morto – e disse que morreu, que foi para o Céu, passando a narrar o que vira por lá, como se sentira, ouvira e conversara com gente querida. É tudo o que as emoções repletas de saudades de pessoas que ficaram por aqui pela terra gostariam de saber. Mas não foi este o meio que Deus deixou para a gente. E se alguém vem e diz que é assim, está indo contra a verdade de Deus.
O Céu da Bíblia é melhor do que o Céu de Don.

A Bíblia apresenta um quadro glorioso do Céu. Eu não preciso de “remendos” ou de “emendas” e nem de acessórios. Fico é com saudades de ouvir pessoas que preguem mais sobre o Céu e cantem mais sobre a nossa esperança, com base unicamente nas Escrituras Sagradas. Certeza e segurança de que estaremos para sempre com o Senhor, o que realmente consola, já está nas Escrituras (veja 1 Tessalonicenses 4.13-18; 2 Tessalonicenses 1.1-11, etc.)

Nem você e nem eu precisamos de alguém que supostamente tenha visitado o local celeste, ou mesmo que tenha falado com “pessoas importantes” lá em cima! Uma, porque, quem está “lá em cima” não fala com quem está aqui em baixo (veja Lucas 16.19-31). Outra, porque a Palavra de Deus já fala com precisão necessária para a nossa segurança e conforto para os que estão aqui em baixo, como podemos nos preparar para chegar ali em cima e, finalmente, quem diz que foi lá em cima e voltou para contar, está mentindo, sonhando ou delirando. E nem sonho, nem mentira e nem delírio podem sustentar a fé e a esperança de ninguém.

Que bom é que, lendo as Escrituras Sagradas, eu posso me concentrar em vários versículos, e posso ser lembrado que eu não sou um cidadão apenas desta terra, mas principalmente que eu sou cidadão do céu eternamente, que lá eu tenho morada certa preparada por Jesus (ver João 14.1-3). Que lá, finalmente, estarei no meu País, o país dos salvos (ver Hebreus 11.10,16). Isso é o Céu. Um lugar maravilhoso, porque nele, quando ali chegar, verei Jesus! Haverei de vê-lO e não só os portões do Céu (essa descrição é fria, gelada e pobre demais: portões do céu...! Ora, quem vê o Céu o vê aberto! Quando Estevão descreveu o que viu, disse que foram “os Céus abertos e o Filho do Homem de pé!” (Atos 7.55-58).

Nunca se esqueça disso: quando o assunto é definitivo, como o partir para a eternidade, envolvendo morte definitiva (e não clínica), ou quando Jesus retornar em glória para buscar os Seus, em ambos os casos definitivos, os crentes em Cristo vêem Jesus; têm contado com Jesus e Jesus está no centro.

“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1 João 3.2).

Nunca o crente que partiu e foi para o Céu ficou sem ver Jesus, porque, ou não partiu para estar no Céu, ou está mentindo, ou está delirando.

Uma vez no Céu, nunca mais retornarei para cá. As primeiras coisas já passaram e habitarei onde haverá justiça e nunca mais haverá dor, nem choro, nem noite!

Morarei eternamente lá quando eu partir daqui. E, uma vez no Céu, nunca mais retornarei para cá. As primeiras coisas já passaram e habitarei onde haverá justiça e nunca mais haverá dor, nem choro, nem noite! Apocalipse, capítulos 21 e 22 descrevem um lugar maravilhoso, e não falam de volta. Só de ida, só de chegada!

Para chegar ao Céu dos salvos por Cristo Jesus existe passagem só de ida, adquirida por nós graciosa e sacrificialmente em um ponto geográfico de Israel, chamado de Monte Calvário. É por este Céu que eu espero. É pelo Céu que eu anelo, mas, primeiro e antes do que tudo, o que eu mais anelo é estar com Jesus, o que é incomparavelmente melhor, e que Don nem sequer menciona em seu livro, que o Céu só é o Céu, se Cristo estiver presente.

Ninguém tem que preparar o caminho para mim com a sua descrição ou experiência. Cristo e o Espírito Santo já deixaram claro o suficiente para nós sobre o Céu e a eternidade, na segura, santa e precisa revelação que temos na Bíblia. Não precisamos do relato de Don Piper e nem de ninguém como “complemento”. A Palavra de Deus é suficiente. É por isso que é chamada de “Palavra”. O resto, são livros que vêm e que passam. Só a Palavra de Deus permanece eternamente.8]

Nos hinos da nossa fé o Céu é a esperança de gozo e felicidade eternos. E Cristo é o almejado por todos que nEle creram. Um Céu sem ver Jesus não é Céu, de maneira nenhuma!

Então, Don Piper não foi ao Céu!

Para mim e para você ficam o incentivo e o encorajamento: falemos sobre o Céu, com os pés na terra, a cabeça e a fé nos devidos lugares. Aí, quando chegar o momento de partir, poderemos dizer, por graça, como disse Paulo:

“Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Tm 4.6-8).

E, enquanto pregamos o Evangelho e esperamos ir para o Céu, cumpramos o nosso trabalho de evangelistas. E cantemos hinos inspiradores, que retratam bem a nossa fé!

Sou forasteiro aqui, em terra estranha estou;
Do reino lá do céu embaixador eu sou.
Meu Rei e Salvador vos manda em seu amor
As boas-novas de perdão.

Eis a mensagem que me deu
Aquele que por nós morreu;
“Reconciliai-vos já”, é ordem que ele dá:
“Reconciliai-vos já com Deus”!

É ordem do meu Rei que todo pecador
Arrependido já, confesse ao Salvador
Todo pecado seu, pois ele prometeu
Dar o perdão por seu amor.

No meu eterno lar não há perturbação;
Eterno gozo e paz os salvos fruirão!
E quem obedecer a Cristo vai viver
No reino eterno do meu Rei.

Notas

1. Ver, Lucas 16.19-31; Hebreus 9.27; 2 Samuel 12.22,23. No ensino de Jesus em Lucas 16.31, o Senhor reforça: “eles têm Moisés e os profetas”, ou seja: tudo o que qualquer pessoa precisa para saber sobre a Eternidade e a realidade do Céu e do Inferno, está na Bíblia. O Senhor não utilizaria outro recurso vindo dos mortos. A Sua Palavra é única. Ele não precisa da palavra de Don Piper e nem de ninguém também neste assunto.
2. É assim que está, de maneira bem atraente, já na capa do seu livro.
3. É no contexto de sofrimento e recuperação no hospital que Don Piper assim registra; “...Logo depois que a música [do grupo evangélico The Imperials”, que ele colocara para ouvir] David Meese cantou We are the reason (Nós somos a razão). Suas palavras me fizeram lembrar que nós, os seres humanos, somos a razão pela qual Jesus Cristo chorou, sofreu e morreu na cruz” é só aqui e só assim que Don Piper irá mencionar a cruz de Cristo, e assim mesmo, em um contexto totalmente centrado no homem.
4. En passant é uma expressão francesa que quer dizer “de passagem”; como que “passando rápido”, algo ocorrido na brevidade do momento.
5. “...Quando ouvi aquelas duas canções, Deus me curou. O desespero deixou meu coração. As cadeias foram quebradas. Eu também sabia que nada do que me aconteceu (ou ainda aconteceria) poderia ser tão horrível quanto o sofrimento pelo qual Jesus passou”.
6. No capítulo 10 “Mais Milagres”, quando a sua vida dá uma guinada, só e tão somente músicas são mencionadas como agentes restauradores do ânimo, da coragem e da fé. Nenhuma menção há sobre a Bíblia, a Palavra de Deus. Nem uma sequer.
7. Veja, por exemplo, Marcos 5.1-14; Mateus 17.17-21, etc.
8. João 5.38,39

domingo, 21 de agosto de 2011

"A VERDADEIRA E A FALSA ADORAÇÃO."









“Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl 50.15).

Muitos conhecem essa passagem popular do Salmo 50, mas seu contexto na Bíblia merece ser levado em consideração. O tema central do Salmo 50 é a adoração verdadeira a Deus, o legítimo louvor ao Senhor, o louvor que Lhe é agradável.
A verdadeira adoração na Criação

Adoração verdadeira começa com a Criação: “Fala o Poderoso, o Senhor Deus, e chama a terra desde o Levante até o Poente” (v.1). A real finalidade da Criação é louvar a Deus. É o que nos diz o Salmo 19.1: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”.
A verdadeira adoração revela a grandeza e a glória de Deus

“Desde Sião, excelência de formosura, resplandece Deus. Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante ele arde um fogo devorador, ao seu redor esbraveja grande tormenta” (vv.2-3).

“Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que pululam no campo” (Salmo 50.11).

A verdadeira adoração sempre inclui e exprime a grandeza e a glória de Deus. Isso pode ser observado nas ocasiões em que Deus revelou-se aos homens de forma direta, em uma teofania. Quando o Senhor encontrou-se com Moisés, lemos: “Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (Êx 3.6). Isaías clama: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6.5). Elias “envolveu o rosto no seu manto” (1 Rs 19.13). Paulo caiu por terra e “tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça?” (At 9.6, Almeida Revista e Corrigida). Vemos, portanto, que a adoração verdadeira sempre tem a Deus como objeto, o que condiciona Seus adoradores a um legítimo temor diante da Sua santidade e a um estilo de vida santificado.
A adoração falsa

É justamente a falta de uma vida adequada do Seu povo que leva o Senhor a lamentar profundamente e a anunciar o juízo, como lemos no Salmo 50: “Intima os céus lá em cima e a terra, para julgar o seu povo. ‘Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios’. Os céus anunciam a sua justiça, porque é o próprio Deus que julga” (vv.4-6).

Deus toma os céus e a terra por testemunhas e lembra ao Seu povo a aliança que firmou com ele, mas vê-se obrigado a acusar Israel, falando em julgamento. É uma acusação contra os rituais exteriores e vazios, ao culto sem conteúdo. Fazendo a aplicação aos nossos dias, Deus lamenta um cristianismo sem Cristo!

“Escuta, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu testemunharei contra ti. Eu sou Deus, o teu Deus. Não te repreendo pelos teus sacrifícios, nem pelos teus holocaustos continuamente perante mim. De tua casa não aceitarei novilhos, nem bodes, dos teus apriscos. Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas. Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que pululam no campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é meu e quanto nele se contém. Acaso, como eu carne de touros? Ou bebo sangue de cabritos?” (vv.7-13).

Deus volta-se contra a forma de culto apenas exterior, contra uma adoração sem conteúdo bíblico. Hoje, em muitas igrejas a adoração transformou-se em show, em ativismo piedoso sem ligação com o próprio Senhor. Em Israel, na época em que foi escrito o Salmo 50, acontecia o mesmo, e essa realidade está retratada por Isaías em seu lamento: “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Is 29.13).
Adoração verdadeira é uma questão do coração

Em meio a esse formalismo no culto ao Senhor, Ele conclama Seu povo: “Oferece a Deus sacrifícios de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo” (v.14). Comprometa-se com Deus! Aí, sim, a maravilhosa e conhecida promessa do Salmo 50 repousará sobre os que adoram a Deus: “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás”.
Uma falsa concepção de Deus

Hoje, em muitas igrejas a adoração transformou-se em show, em ativismo piedoso sem ligação com o próprio Senhor.

Deus repreende a trágica rebelião de Seu povo: “Mas ao ímpio diz Deus: De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, uma vez que aborreces a disciplina e rejeitas as minhas palavras? Se vês um ladrão, tu te comprazes nele e aos adúlteros te associas. Soltas a boca para o mal, e a tua língua trama enganos. Sentas-te para falar contra teu irmão e difamas o filho de tua mãe” (vv.16-20).

Rebaixamos Deus ao mesmo nível em que nos encontramos. Muitos cristãos, quando exortados por seu comportamento errado, têm pronta a resposta: “Eu acho que estou certo, não vejo problemas com isso”. Mas, ao mesmo tempo em que se defendem, admiram-se que Deus não os ouve, agindo igual a Israel no passado. Deus, porém, não pode ouvi-los! Deixaram de considerar que Deus condicionou Suas promessas a certos requisitos.

“Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual; mas eu te argüirei e porei tudo à tua vista” (v.21). Chamamo-nos de cristãos mesmo tendo fabricado um Deus que não corresponde ao Deus da Bíblia, um Deus que espelha nossa própria imaginação e reflete nossos desejos pessoais. Portanto, não devemos nos admirar quando Deus se cala! A causa não está nEle; está em nós. “Considerai, pois, nisto, vós que vos esqueceis de Deus, para que não vos despedace, sem haver quem vos livre” (v.22). Apesar de todo o ativismo religioso, Israel esqueceu-se de Deus. Talvez nós também O esquecemos muitas vezes. Por isso, Ele se cala. Assim, não podemos ouvir Sua voz.
A verdadeira adoração está alinhada com a Palavra de Deus

O Salmo 50 também nos apresenta a solução do problema do silêncio divino. Esta se encontra em nos conscientizarmos do que é a verdadeira adoração a Deus, que é um retorno àquilo que está descrito no versículo 23: “O que me oferece sacrifício de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus”.

As ações de graças que agradam a Deus começam quando direcionamos nossos caminhos a partir da verdade revelada por Ele em Sua Palavra, quando passamos a viver conforme a Bíblia.

As ações de graças que agradam a Deus começam quando direcionamos nossos caminhos a partir da verdade revelada por Ele em Sua Palavra, quando passamos a viver conforme a Bíblia. Adoração verdadeira diz: “Pai, não a minha, mas a Tua vontade seja feita. Eu Te agradeço, independentemente dos caminhos pelos quais Tu me conduzes. Muito obrigado por Teus pensamentos serem pensamentos de paz a meu respeito, mesmo que eu não conheça o caminho por onde me levas. Agradeço por me guiares e por teres garantido me levar ao alvo”.
Três princípios da verdadeira adoração

Mateus 8.1-8 exemplifica uma oração que agrada ao Senhor. Esses versículos relatam dois milagres da graça de Deus: “Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram. E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra” (vv.1-3).

“Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado” (vv.5-8).

Aqui encontramos três princípios da oração legítima. A fé declara: “Senhor, Tu podes!” O temor a Deus complementa: “Se Tu quiseres”. E a humildade acrescenta: “Não sou digno!”
A verdadeira adoração diz “sim” aos caminhos de Deus

Deus quer que oremos. E Ele quer atender nossas orações. Mas isso requer obediência à Sua Palavra e um estilo de vida santificado.

Quando buscamos o Senhor, não devemos esquecer que, independente da forma com que o Senhor nos responde, o Nome do Senhor deve ser exaltado acima e antes de tudo. Sabemos muito bem que o Senhor faz milagres ainda hoje. Mas Deus nem sempre responde nossas orações da forma que gostaríamos. Essa situação é descrita em Atos 12. Tanto Tiago (vv.1-2) como Pedro (vv.3ss.) estavam na prisão. Os irmãos haviam orado intensamente pelos dois. Ambos sabiam estar sob a proteção e o abrigo do Senhor. Para um deles, Tiago, Deus disse: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21). Tiago foi decapitado. Ao outro, Pedro, foi dada a incumbência: “Vá para a vinha, pois a colheita está madura!” E Pedro saiu milagrosamente da prisão para ir trabalhar na seara do Mestre. As duas possibilidades são caminhos de Deus! Será que concordamos sempre quando Deus nos dirige, seja da forma que for?
Deus ouve a adoração verdadeira

Deus quer que oremos. E Ele quer atender nossas orações. Mas isso requer obediência à Sua Palavra e um estilo de vida santificado. Sabendo que Ele escuta e responde, podemos deixar a decisão da resposta com Ele, na certeza de que está sempre certo, independentemente da solução que nos proporcionar. A esse respeito, Deus diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29.11).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

“mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.”









Em Isaías 40.31 lemos: “mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.”

A águia mencionada na Bíblia é a águia dourada da terra de Israel, a mais rápida de todas. Sua velocidade varia entre 175 e 225 quilômetros por hora e às vezes é ainda maior.

O que ajuda as águias a alcançar essa velocidade tão grande é sua estrutura óssea, pois elas têm ossos ocos que pesam pouco. Por outro lado, suas enormes asas permitem alcançar grande altitude, velocidade e força. O Antigo Testamento não apenas compara Deus à águia, mas elogia e louva seu vôo ligeiro. Vejamos algumas passagens:

Êxodo 19.4 diz: “Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim”.

2 Samuel 1.23, falando sobre Saul e Jônatas, diz: “...eram mais ligeiros do que as águias...”

Jó 9.26 fala: “Passaram como barcos de junco; como a águia que se lança sobre a presa”.

Águia Dourada

O que podemos aprender do vôo da águia?

Primeiramente, a águia se esforça para se elevar. Como é uma ave grande, precisa empenhar-se para levantar vôo, já que pesa em torno de sete quilos. Mas, uma vez alcançada a altura, ela sabe aproveitar as brisas e plana tranqüilamente com suas asas estendidas. Você sabia que as asas dela são mais fortes que as de um avião?

O crente-águia esforça-se em sua vida espiritual. Consagra-se diariamente, exercita-se espiritualmente através do estudo da Bíblia, da oração, do serviço, do testemunho, etc. Quanto mais busca a Deus, mais alto voa e, quando alcança as alturas espirituais, descansa na brisa de Deus e deixa que os ventos da graça e da misericórdia do Senhor ajudem-no a se sustentar e a descer.

Quando o crente cumpre sua parte, Deus faz a dEle. Porém, muitos crentes, ao invés de deixarem as suas asas estendidas, movimentam-se incessantemente até cansarem. Diríamos que não sabem mover-se em Deus. Devem aprender a esperar no Senhor.

Em segundo lugar, com referência ao vôo da águia, podemos afirmar que ela move as suas asas com precisão. Muitos cristãos não sabem quando devem dizer “basta”. É necessário depender de Deus, saber quando parar de bater as asas para deixar o Senhor atuar. Cuidado com o mau uso e com o abuso das asas. A doutrina da graça convida-nos a estendê-las e a descansar nas promessas do Senhor e na obra de Jesus Cristo na cruz do Calvário.

O legalismo faz-nos depender muito de nós mesmos e pouco de Deus, pois diz: “Faça isso, e mais aquilo e assim você agradará a Deus”.

A graça nos diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6). Tudo o que fizermos para Deus tem de ser feito com fé. Estenda as suas asas, deixe-as planar e firme-se na fé e na esperança. Deus o sustentará para que você não caia.

Águia Dourada

No Salmo 91.4 está escrito: “Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro...” E, em Judas 24 a Bíblia diz: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória...”

Em terceiro lugar, recordemos que a águia busca as alturas, ao contrário dos abutres, que fazem seus ninhos baixos, comem carniça e sobem pesadamente a um galho de árvore para fazer sua digestão. Podemos dizer que abutres e urubus são aves preguiçosas. A águia é mais ativa, o macho e a fêmea trabalham juntos em tudo. O abutre gosta da planície, do que está embaixo. A águia gosta das alturas, do que está em cima. Podemos dizer que o abutre representa o não-convertido e a carne, enquanto a águia representa o crente e o Espírito.

O crente não é como o abutre que, como ave gregária, anda com todo mundo. O crente associa-se com os poucos de Deus. As galinhas são de baixo, as águias são de cima; a galinha é medrosa, a águia é valente, brava e sabe se defender com as garras e o bico. O crente-águia é chamado a ser radical em sua guerra espiritual. Não retrocede diante do inimigo, mas avança sem temor e, como a águia, voa por cima das tormentas que encontra pelo caminho.

Irmão águia, voe por cima das circunstâncias, olhando para Cristo, como diz o apóstolo Paulo em Colossenses 3.1-3: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.”

Algo está sendo feito em busca da vigilância total.“Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14.14).










Um software que denuncia crimes antes mesmo que sejam cometidos é ao mesmo tempo fascinante e assustador. Uma experiência no Sul da Inglaterra mostra que isso já é possível. Algo está sendo feito em busca da vigilância total.

No filme de ficção científica “Minority Report”, que se passa em 2054, crimes capitais como assassinatos não ocupam mais as manchetes. Uma unidade especial da polícia, chamada “Pré-Crime”, auxiliada por três paranormais, detecta todos os atos de violência antes que aconteçam, e prende os criminosos potenciais a tempo...

Os produtores desse filme de Hollywood se enganaram em apenas três aspectos: esses sistemas já existem hoje, e não somente em 2054. Segundo: no mundo real a tarefa dos “videntes” do filme é assumida por um software inteligente. E, em terceiro lugar: a história não se passa em Washington DC, mas em Portsmouth, no Sul da Inglaterra.

Essa cidade portuária de 200.000 habitantes, no condado de Hampshire, está testando há algum tempo um novo sistema de videovigilância. A característica especial: em vez dos métodos de vigilância normais, que requerem muito pessoal devidamente treinado, esse sistema usa um programa chamado “Perceptrak”, que busca comportamento suspeito nas imagens analisadas e aciona o alarme quando necessário.[1]

O relato também destaca que atualmente já há 4 milhões de câmeras de vigilância instaladas na Inglaterra, o que representa uma câmera para cada 14 habitantes. Em Londres, por exemplo, é grande a probabilidade de ser filmado até 300 vezes por dia. A organização de direitos civis “Liberty” está preocupada porque essa tecnologia oferece cada vez mais facilidades para o governo “vigiar cada passo do cidadão”.

O assustador nessa tecnologia é que o indivíduo sente-se cada vez mais vigiado e, em breve, poderá ter todos os passos seguidos. Aquilo que pode contribuir para a segurança do Estado forçosamente se tornará um fator de grande insegurança para o indivíduo. Mas é fascinante como a profecia bíblica se mostra atual, como seu cumprimento é exato e como a Palavra de Deus é verdadeira. Afirmações feitas há mais de 2000 anos estão se realizando diante dos nossos olhos. Algo está acontecendo, aproximando-nos cada vez mais rápido de Apocalipse 13. Está sendo criado um sistema que finalmente servirá de ferramenta ao vindouro Anticristo.

Já há 4 milhões de câmeras de vigilância instaladas na Inglaterra, o que representa uma câmera para cada 14 habitantes.

Se hoje em alguns lugares um cidadão já é filmado até 300 vezes num só dia, não é difícil imaginar a abrangência que o sistema anticristão terá.

Desde o começo o objetivo de Satanás era “ser como Deus”: “Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14.14). Portanto, não é de admirar que o Diabo tenha seduzido o primeiro casal com este mesmo argumento: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3.5).

Ser como Deus significa ser onipotente, onisciente e onipresente. Nenhum anjo, nenhum demônio, nem mesmo Satanás tem essas características. O sistema anticristão final tentará alcançar esse alvo. Todas as pessoas devem ser vigiáveis e influenciáveis em qualquer lugar em que estiverem. Isso dará ao Anticristo um poder imensurável. Pois aquele que tem controle total e consegue observar qualquer pessoa, também pode influenciar e determinar as ações de qualquer um. Ele pode tirar alguém do meio do trânsito, excluí-lo da sociedade, da vida em comunidade e isolá-lo. É exatamente o que a Bíblia prevê, a respeito do que já alertamos diversas vezes.

“Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13.14-18).

A última sedução virá pelo caminho da “sensatez”. Câmeras de vigilância ajudam a prevenir assaltos e seqüestros. Elas auxiliam a combater o terrorismo de forma eficiente e a esclarecer acidentes. Quem não concordaria que isso é bom? Mas o homem, influenciado pelo pecado, sempre consegue usar para o mal algo foi planejado para o bem. A descoberta da dinamite e da fissão atômica deveriam trazer progresso aos homens, mas foram abusadas e transformadas em formas terríveis de extermínio da humanidade.

Quanto mais o homem se separa de Deus, mais ele buscará a própria onipotência. Ao se fazer independente de Deus, ele mesmo se eleva como se fosse Deus. Mas, em vez de vida, ele encontra perdição e morte.

Se hoje os sistemas de controle já estão tão avançados em tantas áreas, e os desenvolvimentos são cada vez mais rápidos, quão próximo estará o cumprimento do Apocalipse e dos acontecimentos que ele descreve?

Entretanto, nós temos a promessa: “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino” (Lc 12.32).

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O céu e o inferno existem?...Como posso ter certeza de que irei para o céu?...Todo mundo vai para o céu?






Há muito tempo atrás, em meio ao sofrimento e à morte, Jó perguntou: "Morrendo o homem, porventura tornará a viver?" Séculos se passaram antes de haver a resposta certa e final dada por Jesus Cristo: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?" (João 11.25,26). Na véspera da Sua crucificação, Jesus disse aos Seus discípulos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (João 14.2,3).

O lugar de que Jesus falou é o céu. Ele é a esperança de todo aquele que nEle crê. Durante séculos, o céu foi retratado por artistas, poetas, autores e pregadores. Agostinho, Dante, John Milton, John Bunyan, C.S. Lewis e muitos outros escreveram sobre o céu e suas glórias. O céu é cantado em hinos, música erudita e popular. É mencionado em anedotas e sermões, hospitais e salas de aula. Quase todo mundo tem alguma vaga noção sobre o céu – algumas bíblicas, outras não. A promessa do céu tem dado esperança aos aflitos, conforto aos enlutados e reafirmação aos que enfrentam batalhas espirituais.

O céu é real. Na era da fantasia, dos efeitos especiais, do misticismo e da apatia espiritual, é fácil interpretar o céu de maneira errada. Mas a Bíblia é bem clara quanto à existência e ao propósito do céu. E já que o céu e o Estado Eterno são parte do plano de Deus para as eras, o céu e a profecia estão relacionados integralmente.

Às vezes, quando lemos o jornal, a notícia mais importante não está na primeira página nem nas manchetes, mas nos obituários. Se ainda não recebemos a notícia por amigos e parentes, é ali que ficamos sabendo da morte de amigos, vizinhos e conhecidos. Nessas poucas linhas e colunas somos lembrados de como a vida é transitória e a morte é certa. Quando pensamos na nossa própria morte ou na morte de um parente, a teologia fica bem pessoal.

O que acreditamos sobre vida e morte, bem e mal, céu e inferno é muito importante. C. S. Lewis escreveu sobre a importância do céu: "Se você ler a história, descobrirá que os crentes que mais realizaram neste mundo foram exatamente aqueles que pensavam mais no mundo por vir... É pelo fato dos crentes terem deixado de pensar no outro mundo que se tornaram ineficazes neste mundo". Na verdade isso se aplica a todos nós! Pensar sobre o céu é da maior importância, pessoal e teologicamente.

A escatologia é o estudo dos eventos e personalidades futuros, baseado na profecia da Bíblia. Todas as profecias bíblicas relativas ao futuro serão cumpridas conforme o plano e o cronograma de Deus. Isso está relacionado a qualquer pessoa que já viveu, vive agora, ou viverá. Os ensinamentos da Bíblia sobre o céu e o inferno estão relacionados ao que podemos denominar de escatologia "pessoal". O céu e o inferno são bem reais e pessoais – eles estão relacionados ao nosso futuro.

Não se enganem, o céu é um lugar real. Não é um estado de consciência. Nem uma invenção da imaginação humana. Nem um conceito filosófico. Nem abstração religiosa. Nem um sonho emocionante. Nem as fábulas medievais de um cientista do passado. Nem a superstição desgastada de um teólogo liberal. É um lugar real. Um local muito mais real do que onde você está agora... É um lugar real onde Deus vive. É o lugar real de onde Deus veio para este mundo. E é um lugar real para onde Cristo voltou na Sua ascensão – com toda a certeza!

A Bíblia não nos diz tudo o que gostaríamos de saber sobre o céu, mas nos dá vislumbres do futuro para nos encorajar no presente.

O céu é um lugar real
Todo mundo vai para o céu?

Geralmente ouvimos a frase "todos os caminhos levam a Deus", o que implica que todas as religiões podem afirmar que têm a verdade, ou que toda a humanidade terá o mesmo fim. No cristianismo, alguns afirmam que todos receberão salvação. Mas essa posição de inclusivismo não está baseada na Bíblia e não foi a posição histórica da ortodoxia cristã. Passagens como Mateus 25.46, João 3.36, 2 Tessalonicenses 1.8-9 e várias outras ensinam claramente que nem todos serão salvos.[2] Esse é, sem dúvida, um assunto difícil e emocional. Mas ele deve ser o fator de motivação para todo crente compartilhar sua fé. Ser salvo ou não ser salvo é um assunto muito importante, porque está em jogo a eternidade.

Como posso ter certeza de que irei para o céu?

A sociedade contemporânea e seus cidadãos: "A repressão intelectual a Deus e à Sua revelação precipitou a falência de uma civilização que rejeitou o céu para aninhar-se no inferno".[3] Essa afirmação ousada mas verdadeira pode ser um reflexo exato do nosso próprio estado espiritual.

Talvez você tenha chegado a esta última pergunta e ainda não tenha certeza de qual será seu destino eterno. Se este for o caso, esta é a pergunta mais importante para você, e nós o incentivamos a pensar a respeito cuidadosamente.

Nós gostaríamos que você soubesse, sem sombra de dúvidas, que pode ter a vida eterna por meio de Jesus Cristo. No Apocalipse, João faz um último apelo: "O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida" (Apocalipse 22.17). O que significa esse convite?

Só um caminhoA imagem é de um casamento. O noivo fez um convite à noiva. O noivo está disposto, mas a noiva também está? Da mesma forma, Deus preparou tudo – sem custo nenhum para você, mas a um alto preço para Ele – para que você possa entrar num relacionamento com Ele, que lhe dará vida eterna. Mais especificamente, o convite é feito para quem ouve e está com sede. "Sede" representa uma necessidade. Essa necessidade é o perdão do pecado. Portanto, você deve reconhecer que é um pecador aos olhos de Deus: "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3.23). Deus é santo e, por isso, não pode ignorar o pecado de ninguém. Ele deve julgá-lo. Mas Deus, na Sua misericórdia, preparou um caminho pelo qual homens e mulheres pecadores podem receber Seu perdão.

O perdão foi comprado por Jesus Cristo por alto preço. Quando Ele veio à terra, há 2000 anos atrás, viveu uma vida perfeita, morreu na cruz em nosso lugar para pagar pelo nosso pecado e ressuscitou: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 6.23). A Bíblia também diz: "Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15.3-4).

Para obter a salvação e a vida eterna que Jesus Cristo oferece, devemos individualmente confiar que o pagamento de Cristo por meio da Sua morte na cruz e da Sua ressurreição é a única maneira de recebermos o perdão dos nossos pecados, o restabelecimento de um relacionamento com Deus e a vida eterna. "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8,9). É por isso que João convida quem tem sede a vir e começar um relacionamento com Deus por meio de Cristo.

Você está com sede? Você reconhece seu pecado perante Deus? Se a sua resposta é sim, venha para Cristo. Se você não reconhece sua necessidade de salvação, estará desperdiçando essa oportunidade. Por favor, não faça isso.

Você está com sede?

Quem tem sede e quer salvação pode expressar sua fé por meio da seguinte oração:

Senhor, eu sei que pequei e careço dos Teus caminhos perfeitos. Reconheço que meus pecados me separam de Ti e que mereço Teu julgamento. Eu creio que Tu enviaste Teu Filho, Jesus Cristo, à terra para morrer na cruz pelos meus pecados. Eu confio em Ti, Senhor Jesus Cristo, e no que Tu fizeste na cruz para pagar os meus pecados. Por favor, perdoa-me e dá-me a vida eterna. Amém.

Se fez essa oração com sinceridade, você é agora um filho de Deus e tem vida eterna. O céu será seu lar eterno. Bem-vindo à família de Deus! Como Seu filho, você vai querer desenvolver esse relacionamento maravilhoso aprendendo mais sobre Deus por meio do estudo da Bíblia. Você vai querer encontrar uma igreja que ensine a Palavra de Deus, que encoraje a comunhão com outros crentes e promova a divulgação da mensagem do perdão de Deus para os outros.

Se você já é crente, nós o encorajamos a aprofundar seu relacionamento com Cristo. À medida que crescer, você vai querer viver para Ele à luz da Sua vinda. Você vai querer continuar a divulgar a mensagem do perdão que recebeu. Enquanto você vê Deus preparando o cenário para o drama dos eventos do fim dos tempos, você deve estar motivado a servi-lO ainda mais até que Jesus venha. Que seu coração se ocupe com Suas palavras:

"E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o ‘mega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas" (Apocalipse 22.12-14).

A causa de todas as doenças é o pecado, pois através dele a morte entrou em nosso mundo. sl 41.3 "O Senhor o assiste no leito da enfermidade;"






Muito antes do esperado, pesquisadores internacionais decodificaram o cromossomo 21. Assim, foi dado um passo vital no ambicioso Projeto Genoma Humano. "A fórmula da vida, o genoma humano, estará mapeado brevemente", disse Andrea Warpkowski, geneticista do Laboratório Glaxo Wellcome. Para a indústria farmacêutica abre-se um mercado bilionário e para a humanidade começa uma nova dimensão no combate às doenças. Afinal, os cerca de três bilhões de genes do ser humano (seu genoma) são responsáveis, por exemplo, pela altura de uma pessoa ou pela cor de sua pele. E genes defeituosos podem causar doenças.

"Hoje em dia existem terapias para a cura de apenas um terço das 30.000 doenças conhecidas mundialmente", afirmou Karsten Henco, presidente do conselho da firma de biotecnologia Evotec, de Hamburgo (Alemanha). Com os novos conhecimentos acerca do funcionamento dos genes, os cientistas esperam desenvolver novos medicamentos para tratar alguns dos flagelos da humanidade, como o câncer, o Mal de Alzheimer ou a asma. "Em breve não chegarão mais ao mercado medicamentos que não tenham alguma conexão com a pesquisa genética", segundo Martin A. Zündorf, membro da Associação de Pesquisas Genéticas da Indústria Farmacêutica da Alemanha.

Conhecer o funcionamento dos genes do ser humano também abre a possibilidade de se desenvolver e fabricar certos medicamentos na dosagem adequada para cada paciente. A idéia mágica é "medicação sob medida", que reduziria consideravelmente os efeitos colaterais de certos tratamentos e possibilitaria a aplicação dirigida de terapias muito caras, que fazem efeito somente para determinadas pessoas.

Na corrida pelo mercado ávido por novas drogas, o primeiro lugar é ocupado pelas multinacionais de medicamentos. Para elas trata-se de uma questão de sobrevivência. Pois somente quem for ágil e chegar primeiro ao mercado com novos e "milagrosos" medicamentos para a AIDS, o diabetes e outras enfermidades até hoje consideradas incuráveis, colherá os louros no mercado globalizado de produtos farmacêuticos. Para desenvolver com mais rapidez os novos remédios e as promissoras terapias originárias da pesquisa genética, as multinacionais passaram a usar métodos antes desconhecidos pelo setor. Dez grandes empresas mundiais, acostumadas a combater-se mutuamente na batalha pelos mercados de novos medicamentos para doenças consideradas incuráveis ou não completamente curáveis, concordaram em utilizar em conjunto os conhecimentos adquiridos com a decodificação do genoma humano e em cooperar nas pesquisas das possibilidades de aplicação de novos medicamentos. O elemento sensacional nesse acordo é que as empresas não pretendem manter suas descobertas em sigilo mas planejam torná-las acessíveis a todos pela internet.

DNA

A fórmula da vida tem um só nome: Jesus Cristo. A causa de todas as doenças é o pecado, pois através dele a morte entrou em nosso mundo: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Rm 5.12). Enquanto o pecado não for erradicado do mundo e da vida das pessoas, será em vão a procura por remédios que curem todas as doenças. Por isso, a busca maior deveria ser a da saúde espiritual. Jesus veio a este mundo para tomar sobre Si todos os pecados e todas as enfermidades. Quem convida Jesus a entrar em sua vida recebe o perdão de seus pecados e a cura de sua alma, o que freqüentemente tem por conseqüência também o bem-estar físico. Mas isso não quer dizer que um cristão não fica doente ou sempre é curado imediatamente. No Salmo 41.3 está escrito: "O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama." Enquanto estivermos vivendo em um mundo pecador e em um corpo pecaminoso, estaremos sujeitos a todo tipo de enfermidade. Somente quando deixarmos este corpo e entrarmos na glória do Senhor não haverá mais doenças, nem sofrimentos, nem morte para nós. Na eternidade junto a Deus tudo será vida, porque o próprio Deus é a vida. Por essa razão, a linguagem bíblica muitas vezes vai além da redenção presente e se refere a uma redenção que acontecerá quando Jesus voltar para a ressurreição e o arrebatamento:

* "E não somente ela (a criação), mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo" (Rm 8.23).
* "E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial"(2 Co 5.2).
* "E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção" (Ef 4.30).
* "E digo isto a vós outros, que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a vossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos" (Rm 13.11).

sexta-feira, 8 de julho de 2011

" pesquisas realizadas no Brasil indicam que a grande maioria dos homens e 50 a 60% das mulheres têm praticado ou praticam o adultério"







Várias pesquisas realizadas no Brasil indicam que a grande maioria dos homens e 50 a 60% das mulheres têm praticado ou praticam o adultério ou, como se diz na linguagem mais em uso, “transam” com pessoas que não são sua esposa ou seu marido. Com a ênfase dada ao sexo na TV, no cinema, na literatura, e até nas instituições de ensino, chegando ao extremo da obsessão, não é de se admirar que o homem secular, sem a convicção espiritual e os princípios da Palavra de Deus, caia nesse pecado.

O crente em Cristo, porém, não cai nesse pecado. Ele entra nele aos pouquinhos. Isso porque não observa a sinalização que o adverte do perigo. Faz vista grossa a esses sinais porque, embora não deseje precipitar-se no abismo da desgraça da imoralidade, quer sentir pelo menos um pouco a gostosura dos seus prazeres. Assim, avançando sinal após sinal, deixa a vida pegar embalo no caminho errado até ao ponto de não conseguir mais fazer a manobra de frear para evitar o desastre. Diz, então, que “caiu no pecado”, quando este, de fato, há tempo já estava no seu caminho.

O primeiro sinal é falta de carinho e afeto na conversa e relacionamento cotidianos com o cônjuge. A comunicação começa a limitar-se a frases como: “Tive um péssimo dia no escritório hoje”; “Já pagou a conta do dentista?”, ou, pior ainda: “Você já gastou todo o dinheiro que lhe dei no mês passado?”; “Se você não comprar logo uma geladeira nova, eu simplesmente vou parar de cozinhar”.

Quando você percebe que é difícil conversar com sua esposa ou seu marido com aquela linguagem carinhosa que usava durante o namoro, tome cuidado – é um dos primeiros sinais de perigo.

Perto desse sinal vem outro: a falta de conversa sobre assuntos espirituais, a leitura da Bíblia em conjunto e a oração com a esposa. Quando essas coisas não fazem parte da vida conjugal, é um sinal de alerta. Prosseguindo nesse caminho pode haver adultério mais adiante.

Há mais sinais. Quando você começa a compartilhar os problemas de relacionamento no lar com algum amigo ou amiga do sexo oposto, você está aproximando-se mais do perigo. Freqüentemente essa outra pessoa tem problemas também, e está disposta a ouvir, a conversar e demonstrar simpatia, o que gera ainda mais intimidade.

Não demora muito para que aconteça o “toque inocente”. O patrão põe a mão no ombro da sua secretária ao pedir que ela digite uma carta; ela encosta seu corpo ligeiramente no dele ao entregar a carta pronta, depois um abraço fraternal, um beijinho no rosto. Você argumenta que não há nada de errado nisso, que é apenas amizade.

Quando você percebe que é difícil conversar com sua esposa ou seu marido com aquela linguagem carinhosa que usava durante o namoro, tome cuidado.

Aos poucos vocês estão gastando mais tempo juntos. “Acontece” que saem para o almoço na mesma hora e “por que não almoçarem juntos”? Ela precisa pegar o metrô para ir para casa; “por que não levá-la no seu carro?” Você precisa trabalhar duas horas extras para terminar o projeto, e ela, sendo boa amiga, fica também para ajudar. Se parar um pouco para pensar, você perceberá que tem prazer na companhia dela ou dele. Não, vocês não estão dormindo juntos mas estão em grande perigo. Nessa altura, o sinal é um luminoso vermelho piscando a todo vapor.

Se você não retroceder, haverá um envolvimento emocional que provavelmente o arrastará para a fossa fatal do adultério. E com amargura de coração você dirá – “Caí no pecado”. Não, você não caiu... você entrou nele aos pouquinhos.

O pastor Charles Mylander, num artigo publicado no periódico “Moody Monthly”, sugere três áreas onde é preciso aumentar o controle para evitar ser arrastado ao pecado do adultério:
Primeiro: Controle da mente

Adultério, como a maioria dos pecados, começa na mente. O crente em Cristo precisa levar “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5). O apóstolo Paulo exorta o cristão a uma transformação “pela renovação da... mente” (Rm 12.2), e Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, disse: “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28).

A porta principal da mente são os olhos. E nessa área de imoralidade o homem, muito mais que a mulher, precisa desenvolver o controle a fim de ter uma mente pura. O homem que permite aos seus olhos o prazer de assistir aos programas de TV que apelam para sexo a fim de obter mais IBOPE (e são muitos); que toma tempo para folhear revistas como “Playboy”, que deixa seus olhos analisarem o corpo das mulheres para uma avaliação sexual, logo vai perder a primeira batalha contra a tentação. Sua mente vai QUERER o adultério, e este querer só espera a oportunidade para se realizar com a experiência.

A mulher também precisa praticar o controle. Talvez mais na maneira de vestir-se do que pelo olhar. É interessante que a Bíblia exorta a mulher a vestir-se com modéstia, bom senso, etc., e não o homem, isso porque a mulher não é tão facilmente levada à tentação sexual pelos olhos como o homem. Mas a mulher que é indiscreta na maneira de vestir-se, sem dúvida, é cúmplice do diabo na tentação ao homem. A admoestação da Bíblia de “glorificar a Deus no vosso corpo” (1 Co 6.20), com toda a certeza inclui o cuidado que cada mulher precisa ter em não provocar a concupiscência, revelando a beleza do seu corpo, seja por falta de roupa adequada ou pelo uso de roupa colante. Argumentar que “está na moda” não mudará em nada a opinião do Autor das Sagradas Escrituras.
Segundo: Controle de palavras

A porta principal da mente são os olhos. E nessa área de imoralidade o homem, muito mais que a mulher, precisa desenvolver o controle a fim de ter uma mente pura.

O homem casado, ou a mulher casada, jamais devem usar as palavras carinhosas de amor no trato com outras pessoas além do cônjuge. Nunca compartilhe problemas de casa com amigos do sexo oposto. E não procure conselho com alguém que tenha seus próprios problemas. Quem é perdedor dificilmente ajudará outro a ganhar. Ao encontrar problemas sem solução, procure conselho com alguém que descobriu a fórmula para constituir uma família feliz e vive essa felicidade no lar. Muitos adultérios tiveram o seu início na intimidade da “sala de aconselhamento”.
Terceiro: Controle de toque

Homens, não ponham suas mãos noutra mulher a não ser a sua própria esposa. E, mulheres, não conversem com o homem em “Braille”. O prazer da intimidade física é algo que Deus reservou para a santidade do casamento. Sexo antes ou fora do casamento sempre contamina o sexo no casamento, e o contato físico é um prazer que leva à consumação do desejo dessa intimidade. É preciso avaliar sinceramente se os abraços e beijos que damos e recebemos são uma expressão de estima recíproca ou um prazer “inocente” que podemos desfrutar sem compromisso. Deus reconhece o nosso desejo de intimidade, mas não aprova tal intimidade fora do casamento. “Por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7.2).

O conselho de Salomão ainda é válido: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço... alegra-te com a mulher da tua mocidade... e embriaga-te sempre com as suas carícias... O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Pv 5.15,18-19; 6.32)

O bloqueio é absolutamente legal do ponto de vista das convenções internacionais.



MITO: O bloqueio naval a Gaza é ilegal.

FATO: O bloqueio é absolutamente legal do ponto de vista das convenções internacionais. Elas permitem que um país intercepte e vistorie embarcações rumo a outro país com qual esteja em guerra, a fim de certificar-se de que não transportam armas ao inimigo.

Apesar de Gaza não ser um Estado formalmente estabelecido, desde que assumiu (à força) o governo do território em 2007 o Hamas iniciou uma guerra de fato contra Israel, através de intenso bombardeio a alvos civis israelenses.

Nessa situação, as regras para um conflito armado valem plenamente. Sob a Lei internacional, o bloqueio marítimo é reconhecido como ferramenta legítima e Israel pode controlar o tráfego naval em direção a Gaza mesmo em águas internacionais.

MITO: O fim do bloqueio naval a Gaza não traria riscos à segurança de Israel.

FATO: Se os mísseis produzidos domesticamente em Gaza já conseguem levar pânico às comunidades israelenses próximas à fronteira, pode-se imaginar o que aconteceria se o Hamas tivesse acesso a armas de maior alcance e poder de destruição.

Em 3 de junho de 2002, por exemplo, a marinha israelense capturou o navio Karine A, que estava levando do Irã a Gaza 50 toneladas de armas avançadas. Em março de 2011, mais 50 toneladas de armamento pesado foram encontradas no navio Victoria, interceptado pela marinha de Israel quando se aproximava de Gaza.

MITO: É preciso furar o bloqueio naval a Gaza, pois o território está isolado do resto do mundo.

FATO: Gaza faz fronteira com dois países: Israel e Egito. E, desde maio de 2011, a fronteira entre Gaza e Egito está aberta. Cidadãos e mercadorias podem circular livremente, desde que vistoriados pelas autoridades egípcias. O que o Hamas quer (e se vale da inocência ou conivência dos ativistas a bordo da flotilha para tal) é a chegada de armamentos sem qualquer controle, para que sejam utilizados contra a população civil de Israel.

MITO: Devido ao bloqueio, a população de Gaza sofre com a falta de remédios e gêneros de primeira necessidade.

FATO: Desde que Israel iniciou o bloqueio naval a Gaza, toda carga apreendida passa por verificação. Apenas armas e materiais que possam ser utilizados para fabricação de armamentos são confiscados. Todo resto é liberado e segue em caminhões rumo a Gaza.

Diversos jornalistas têm visitado Gaza recentemente e reportado a mesma situação: as lojas e supermercados estão repletos de mercadorias, não há qualquer falta de gêneros de primeira necessidade e os habitantes vivem uma rotina normal – apesar da ferrenha ditadura implementada pelo Hamas em 2007.