quinta-feira, 7 de abril de 2011

A profecia bíblica não serve para satisfazer a pura curiosidade nem para especulações malucas ou para “revelações” particulares.





A profecia bíblica não serve para satisfazer a pura curiosidade nem para especulações malucas ou para “revelações” particulares. Pelo contrário, ela nos fará praticantes da Palavra, cristãos com Jesus no centro de suas vidas, que vivem e agem de acordo com essa realidade. O próprio Senhor nos exorta a analisar o tempo em que vivemos à luz da profecia bíblica.

Profecia hoje: sinais dos tempos

Quando os fariseus e saduceus tentaram o Senhor Jesus pedindo-Lhe que mostrasse um sinal do céu, Ele lhes respondeu: “Chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?” (Mt 16.2-3). Os religiosos daquela época não perceberam que o maior sinal de todos os tempos encontrava-se, em carne e sangue, bem à sua frente, e este era o Salvador Prometido. E hoje, diante dos acontecimentos característicos do fim dos tempos, qual a nossa situação? Somos tão cegos como a elite religiosa da época de Jesus, não reconhecendo os sinais dos tempos?
Profecia bíblica – prova da existência de Deus

Muitas vezes não temos segurança quanto à questão de quem era um profeta “verdadeiro”, legitimado por Deus. Tentaremos buscar uma resposta a esta questão. Em 1 Samuel 9.3-5 temos o relato de Quis, pai de Saul, que mandou seu filho, acompanhado de um servo, procurar por jumentas que haviam se extraviado. Apesar de todas as buscas, eles não conseguiram encontrar os animais. Saul já havia decidido voltar para junto de seu pai quando seu servo O estudo da profecia bíblica nos faz cristãos mais qualificados, mais capacitados e ativos, cristãos que têm Jesus no centro de suas vidas e que vivem e agem adequados a essa realidade. Cristãos que se aprofundam nas profecias estão convictos que Deus sempre cumpre o que prometeu e que Ele detém a palavra final acerca da história mundial e do plano da salvação.teve uma idéia brilhante e lhe disse: “Nesta cidade há um homem de Deus, e é muito estimado; tudo quanto ele diz sucede; vamo-nos, agora, lá; mostrar-nos-á, porventura, o caminho que devemos seguir” (v.6). Movidos por esse propósito, puseram-se a caminho e encontraram o profeta Samuel. No desenrolar dos fatos, Samuel ungiu Saul rei de Israel e lhe profetizou acontecimentos que se cumpriram exatamente como ele dissera: “Tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: Não te ungiu, porventura, o Senhor por príncipe sobre a sua herança, o povo de Israel? Quando te apartares, hoje, de mim, acharás dois jumentos junto ao sepulcro de Raquel, no território de Benjamim, em Zelza, os quais te dirão: acharam-se as jumentas que foste procurar, e eis que teu pai já não pensa no caso delas e se aflige por causa de vós, dizendo: Que farei eu por meu filho? Quando dali passares adiante e chegares ao carvalho de Tabor, ali te encontrarão três homens, que vão subindo a Deus a Betel; um levando três cabritos; outro, três bolos de pão, e o outro, um odre de vinho. Eles te saudarão e te darão dois pães, que receberás da sua mão. Então, seguirás a Gibeá-Eloim, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, precedidos de saltérios, e tambores, e flautas, e harpas, e eles estarão profetizando. O Espírito do Senhor se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem. Quando estes sinais te sucederem, faze o que a ocasião te pedir, porque Deus é contigo. Tu, porém, descerás a Gilgal, e eis que eu descerei a ti, para sacrificar holocausto e para apresentar ofertas pacíficas; sete dias esperarás, até que eu venha ter contigo e te declare o que hás de fazer. Sucedeu, pois, que, virando-se ele para despedir-se de Samuel, Deus lhe mudou o coração; e todos esses sinais se deram naquele mesmo dia” (1 Sm 10.1-9).

Por meio da boca de Seu profeta Samuel, Deus citou lugares exatos onde Saul encontraria certas pessoas, que iriam dizer isto ou aquilo, que estariam carregando certos objetos e se comportariam de maneira específica. Através do cumprimento exato dessa profecia foi apresentada a prova consistente e concreta de que era o próprio Deus Todo-Poderoso que estava em ação, Aquele que está além do mistério do tempo, o Deus Eterno.

“Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?” (Mt 16.3).

Nessa base – de profecias proclamadas e profecias cumpridas – o Deus de Israel desafiou os ídolos, os falsos deuses que Israel seguia, a fazerem o mesmo, ou seja, profetizar algum evento e providenciar seu cumprimento: “Apresentai a vossa demanda, diz o Senhor; apresentai as vossas razões, diz o Rei de Jacó. Trazei e anunciai-nos as coisas que hão de acontecer; relatai-nos as profecias anteriores, para que atentemos para elas e saibamos que se cumpriram; ou fazei-nos ouvir as coisas futuras. Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; fazei bem ou fazei mal, para que nos assombremos, e juntamente o veremos. Eis que sois menos do que nada, e menos do que nada é o que fazeis; abominação é quem vos escolhe” (Is 41.21-24). A questão aqui, em primeiro lugar, não são os milagres e sinais, mas a argumentação demonstrando o aviso e o cumprimento do aviso, a chegada de fatos concretos previamente anunciados. Roger Liebi escreve na contracapa de seu livro “O Salvador Prometido” (não disponível em português):

Ao ler o Antigo Testamento, recebemos uma profunda impressão da ânsia, da esperança por um Salvador vindouro, o Messias, que irá resolver o problema fundamental da humanidade e introduzirá uma justiça eterna. Esse Messias prometido é descrito em mínimos detalhes nos textos do Antigo Testamento.

Sobre Ele existem mais de 330 profecias impressionantemente exatas e extremamente diferenciadas. Neste livro procuraremos comprovar historicamente que essas profecias se cumpriram literalmente na pessoa histórica de Jesus de Nazaré.

O Novo Testamento demonstra que, através das profecias messiânicas, pode-se provar literalmente que Jesus de Nazaré é o Messias prometido.

Não podemos enfatizar suficientemente que religião alguma além do cristianismo bíblico dispõe desse tipo de comprovação!

A profecia bíblica é, de fato, a prova de que estamos lidando com o Deus vivo, o Deus verdadeiro! Esse fato deveria ser levado em consideração também pelos cientistas e intelectuais fortemente influenciados pelo ateísmo. Com equações estatísticas e leis da probabilidade pode-se provar de forma inequívoca que o Deus da Bíblia, o Deus de Israel, existe de fato e se revelou no tempo e no espaço.
Profecia e Jesus

Séculos antes de acontecer, profetas de Deus anunciaram o lugar do nascimento de Jesus, Seu nascimento virginal e a maneira de agir de Jesus, inclusive com menção de Seu nome:

Nascimento: Onde? “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

Por meio de quem? “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7.14).

Como e quem? “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6).

Depois de Sua ressurreição, nosso Senhor Jesus considerou importante que Seus discípulos reconhecessem o valor da profecia bíblica cumprida: “A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia” (Lc 24.44-46). Também aqui, pelo exemplo de Jesus, vemos que o importante não era uma fé cega e mística, mas uma comprovação lógica, embasada nas profecias do Antigo Testamento.
Jesus, o Profeta

Será que somos tão cegos como a elite religiosa da época de Jesus?

Em uma conversa noturna com Nicodemos, Jesus refere-se à lógica e ao alvo dos prenúncios proféticos (veja Jo 3.1ss.). Isso é válido também para nós: por meio do acontecimento real de anúncios antecipados concretos, que podemos observar pessoalmente ou cuja confirmação encontramos nos registros históricos, podemos ser conduzidos um passo adiante na nossa vida de fé. Por meio do cumprimento das profecias bíblicas devemos aprender a confiar que igualmente se cumprirá no futuro aquilo que hoje ainda é invisível, a Palavra de Deus celestial? Mas essa confiança é uma questão de fé: “Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?” (Jo 3.12).

Jesus Cristo, a Palavra de Deus encarnada, o Filho do Deus vivo (Jo 1.14; veja também 1 Tm 3.16), provou diversas vezes e de diversas maneiras, de forma impressionante, que aquilo que Ele dizia também se cumpriria. Vejamos alguns exemplos: quando os cobradores do imposto para o Templo vieram pedir as duas dracmas devidas, Jesus mandou o pescador profissional Pedro pescar, dizendo-lhe que o primeiro peixe que iria fisgar teria um estáter na boca, ou seja, exatamente o imposto a pagar por duas pessoas (Mt 17.24-27). Que pensamentos será que passaram pela cabeça de Pedro, antes e depois da pesca milagrosa?

Noutra ocasião, quando o histórico “Dia do Messias”, tão significativo no Plano de Salvação, se aproximava, e fez-se necessária uma jumenta com seu filhote, Jesus descreveu com exatidão a dois de Seus discípulos onde os mesmos poderiam ser encontrados e como os circunstantes reagiriam à sua tentativa de soltá-los. Não apenas a previsão de Jesus ocorreu como Ele dissera, mas nessa ocasião também se cumpriu outra importante profecia messiânica, de mais de 500 anos, que havia sido feita em Zacarias 9.9 (veja Mt 21.1-5; Lc 19.29-34).

Que Jesus era o profeta anunciado previamente por Moisés (Dt 18.15), o próprio Senhor Jesus confirmou mais uma vez quando disse a Seus discípulos: “Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito (em Zc 13.7): Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas” (Mt 26.31). Pois quando Pedro protestou com veemência e auto-segurança: “Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim” (Mt 26.33), Jesus abafou imediatamente seu entusiasmo, declarando: “Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes” (v.34). Mesmo que Pedro tenha proclamado enfaticamente: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei” (v.35), cumpriu-se literalmente aquilo que Jesus havia profetizado anteriormente acerca de Pedro e de como ele reagiria (veja vv.69-75).
Promessas que vão além da morte

Declarações a serem cumpridas somente depois de alguém morrer podem ser extremamente perigosas. Por quê? Porque não existe volta para os que se deixam enganar por falsas promessas. Maomé, por exemplo, para instigar seus guerreiros “santos” (jihadistas) à coragem e ao destemor, prometeu que depois de morrer entrariam no paraíso, onde 72 huris (virgens) de olhos grandes estariam esperando por eles. Em que ele baseou essa promessa? Em nada! Ou pensemos nos dois líderes da seita Heaven’s-Gate, Marshall Applewhite e Bonnie Nettles, que em 1997 praticaram suicídio coletivo juntamente com 16 homens e 21 mulheres na Califórnia. Eles prometeram que com esse ato suas almas subiriam a uma nave na cauda do cometa Hale-Bopp que pretensamente teria Jesus a bordo. Tudo mentira e engano!

As palavras e declarações de Jesus, porém, se cumprirão integralmente, pois elas não passam jamais (Mc 13.31) e são espírito e vida (Jo 6.63). Vejamos algumas dessas profecias de Jesus:

“Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer” (Jo 5.21).

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna; não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).

“Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo” (Jo 5.25-26).

Para confirmar e reforçar que Jesus tem capacidade de dar vida que perdura além do túmulo, Ele se posicionou diante do sepulcro de Lázaro, que havia morrido há quatro dias (Jo 11.39) e ordenou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” (v.43). E o relato continua imediatamente: “Saiu aquele que estivera morto...” (v.44). Essa ressurreição foi confirmada até por inimigos, que depois tentaram matar não apenas ao Senhor Jesus mas ao próprio Lázaro (veja Jo 12.1-2,9-11).

“Lázaro, vem para fora!” (Jo 11.43). Na foto, suposto sepulcro de Lázaro.

Mas essa não foi a única vez em que Jesus demonstrou Seu poder sobre a morte. Vemos, por exemplo, quando o Filho de Deus tomou a mão da filha morta do chefe da sinagoga e lhe disse: “Talitá cumi!, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te!” (Mc 5.41). E o que aconteceu? “Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar...” (v.42).

Uma terceira vez Jesus atestou Seu poder sobre a morte em Naim. Juntamente com muitos discípulos e uma grande multidão (muitas testemunhas oculares), o Filho de Deus se aproximou do portão da cidade de onde saía um cortejo fúnebre. O morto era um homem jovem. Sua mãe, viúva, de quem ele havia sido o filho único, vinha chorando junto ao esquife. Jesus observou toda essa tragédia, consolou a viúva desolada, dizendo “Não chores!” (Lc 7.13), tocou o esquife e falou: “Jovem, eu te mando: levanta-te!” (v.14). Imediatamente o morto começou a se mexer: “Sentou-se o que estivera morto e começou a falar” (v. 15). A reação geral foi grandiosa: “Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo. Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judéia e por toda a circunvizinhança” (vv.16-17).
Profecia cumprida como prova da confiabilidade e do poder de Jesus

No Evangelho de João, em duas situações o Senhor Jesus sublinha através de profecias a confiabilidade de Suas Palavras e de Suas obras, profecias que de fato se cumpriram, que puderam ser vivenciadas na prática e observadas visivelmente: “Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que Eu Sou” (Jo 13.19). E: “Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis” (Jo 14.19).

A crucificação. Jesus predisse e ilustrou concretamente o tipo de morte que iria sofrer, e para isso usou um episódio do Antigo Testamento (Nm 21.4-9): assim como Moisés, por ordem do Senhor, levantou em uma haste uma serpente no deserto, de forma visível, para salvar os israelitas picados por serpentes venenosas (“...sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava”, v.9), também o Filho do Homem se tornaria sinal de salvação por meio de Seu levantamento na cruz (Jo 3.14-15). E isso aconteceu, mesmo que, segundo a lei romana, Jesus não poderia ser crucificado, o que foi confirmado algumas vezes por Pilatos por ocasião do interrogatório de Jesus. Mesmo assim, Jesus foi condenado à morte e exposto em uma cruz. A Palavra de Deus, necessariamente, irá se cumprir sempre!

A destruição do Templo e de Jerusalém. Jesus verdadeiramente chocou Seus discípulos quando anunciou a destruição do Templo (veja Mt 24.1-2), que o rei Herodes havia restaurado e embelezado durante algumas décadas. Mesmo que o general Tito tenha ordenado explicitamente, 40 anos mais tarde por ocasião da tomada de Jerusalém pelos romanos, que seus soldados não tocassem no Templo, muito menos o destruíssem, foi justamente isso que aconteceu no ano 70 d.C., quando se cumpriu o que Jesus havia predito (Lc 19.41-44; Lc 21.24). Essa era a retribuição divina pela rejeição dos judeus ao Messias feito carne. Para nós, tudo isso já é história! Será que reconhecemos, entrelaçado na história, o cumprimento da Palavra Profética?

A perenidade da Palavra de Deus e a proclamação mundial do Evangelho. Que declarações totalmente absurdas foram aquelas feitas por um jovem pregador itinerante, seguido por primitivos galileus “caipiras”! “Ele deve ser maluco”, devem ter cochichado entre si os fariseus e escribas da época. Mas Jesus disse com plena convicção: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt 24.35), e Ele também profetizou antecipadamente a propagação mundial do Evangelho (Mt 26.13). Hoje muitos ainda podem zombar, mas essa é uma atitude indesculpável: da Sibéria à Nova Zelândia, passando por Portugal, Tânger e Cidade do Cabo, dos esquimós até a Terra do Fogo, por todos os lugares da Terra encontramos seguidores de Jesus Cristo, e a Sua Palavra está disponível em 2426 línguas (como Bíblia inteira, Novo Testamento ou porções dele).

Todas essas profecias já cumpridas nos exortam à vigilância e nos desafiam a esperar pelo cumprimento integral das que ainda faltam cumprir-se – e a nos portar de acordo com o reconhecimento de que Jesus sempre cumpre o que promete! Pensemos apenas nos sinais específicos que indicam a proximidade da Tribulação, seguida pela vinda gloriosa do Rei dos reis, mas pensemos também no ainda anterior Arrebatamento da Igreja-Noiva de Jesus, e preparemo-nos para esse evento iminente. Para os cristãos renascidos, o clima é de partida a qualquer hora!
Profecia e o Espírito Santo

A vinda do Espírito Santo. Jesus prometeu a Seus discípulos a vinda e o apoio do Espírito Santo e os preparou para isso (veja Jo 16.7-15; At 1.4-5). Então, nos lembramos logo de Pentecoste, a data do nascimento da Igreja de Jesus, com a chegada real do Espírito Santo sobre os primeiros cristãos. A Igreja personifica, em todos os lugares, a ação visível do Espírito Santo quando os cristãos salvos e reconciliados com Deus se reúnem. Depois de tantas perseguições, das mais variadas heresias e falsas doutrinas e da constante mundanização e mornidão, esse é um verdadeiro milagre! Como filhos de Deus experimentamos repetidamente a interferência vivificadora do Espírito Santo bem como a realidade universal das palavras de Jesus, de que Ele edificaria Sua Igreja (Mt 16.18) sobre a confissão de Pedro (“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, v.16).

Existe ainda outro aspecto que muitas vezes não é levado em consideração: “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (Jo 16.12-13). No versículo 12 Jesus anuncia a chegada do Espírito Santo. Mas muitas vezes lemos superficialmente e não atentamos para a segunda parte da promessa, onde Ele menciona que o Espírito de Deus também anunciaria “as coisas que hão de vir”. Depois de Pentecoste, portanto, haveria declarações proféticas especiais, que de fato encontramos nas cartas de Paulo, Pedro, Judas e João (Apocalipse de Jesus Cristo). Segue apenas um exemplo típico daquilo que o Espírito Santo revelou depois de Pentecoste:

Outra profecia cumprida: o Evangelho de fato se espalhou pelo mundo.

O Arrebatamento. Entre os cristãos muitas vezes surgem discussões se a volta de Jesus acontecerá uma só vez ou em duas fases. Isso poderia ser definido como analfabetismo profético, causador de muita perturbação. Na primeira carta à igreja de Corinto, que Paulo escreveu aproximadamente 23 anos depois de Pentecoste, o apóstolo faz saber a seus leitores que lhe foi revelado – sem dúvida por meio do Espírito Santo – um mistério, um segredo até então oculto (1 Co 15.51-52). Trata-se da vinda do Noivo celestial para buscar e levar para casa a sua querida Noiva. Uma vez que a Igreja, a Noiva comprada pelo sangue do Cordeiro, era mais um mistério (revelado somente no Novo Testamento), essa vinda especial para buscá-la era igualmente desconhecida. Aqui, um mistério é descoberto e explicado. Isso é perfeitamente inteligível no contexto de 1 Tessalonicenses 4.13-18, onde aparece a expressão “arrebatar” no versículo 17. Como é possível haver pessoas que de fato afirmam que a expressão “arrebatamento” não aparece na Bíblia? Aliás, no Novo Testamento são revelados oito mistérios significativos dentro da história da salvação.

A outra vinda gloriosa do Messias divino, “...com as nuvens do céu um como o Filho do Homem...” (veja Dn 7.13-14), era evidente. Muitas vezes Jesus havia se identificado com o “Filho do Homem” ao nomear-se assim. A última vez foi diante do sumo sacerdote (Mt 26.63-64), que rejeitou definitivamente essa reivindicação por considerá-la blasfema (v. 65), selando assim o juízo divino sobre Israel.
Aplicação prática

Em Lucas 21.28 somos exortados a observar atentamente os acontecimentos ao nosso redor e avaliá-los de acordo com a Bíblia: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima”. Mesmo que muitos dos assim chamados sinais dos tempos e seus preparativos, anunciados por Jesus, sejam de natureza negativa, sua aproximação deve nos lembrar que tudo isso é cumprimento de profecias. Deus o predisse, Ele está no controle de tudo, Sua Palavra é realidade, e nEle podemos confiar com absoluta segurança. Isso cria uma alegre certeza, que nos faz olhar agradecidos para “o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.2). Declaração semelhante encontramos em Hebreus 10.25, onde somos conclamados: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima”.

A narcolepsia, o sono incontrolável ao volante de um carro, pode ter conseqüências fatais. Mas em relação a Deus, a questão é de vida ou morte espiritual! Ao invés de nós, cristãos renascidos, nos alegrarmos apenas com nossa própria salvação, as inúmeras profecias cumpridas e as luzes de alerta apocalípticas piscando deveriam nos acordar e funcionar como adrenalina espiritual, nos despertando da nossa auto-satisfação, nossa apatia e sonolência espiritual. Devemos ser ativados pelo reconhecimento de que Deus está cumprindo Sua Palavra animando-nos a mostrar a outras pessoas o caminho da Salvação em Jesus Cristo, para que elas também agarrem a mão traspassada de Jesus na cruz do Calvário e sejam saradas por suas feridas. Perdão de pecados somente é possível por meio do sangue derramado do Cordeiro de Deus, o imaculado Jesus, que se fez pecado por nós, que carregou nossos pecados na cruz e que por nós suportou a vergonhosa morte no Calvário: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5). Justamente nestes tempos finais, antes do Arrebatamento, Deus quer nos usar: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10), testemunhando às pessoas que ainda não têm seus pecados perdoados que Jesus veio a este mundo para chamar pecadores e não os que pensam que têm justiça própria (Mt 9.13). Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Tm 2.4). Por isso, o Senhor Jesus nos ordena apaixonadamente: “Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa” (Lc 14.23). Quem não pode sair pelos caminhos, seja por razões de saúde ou pela idade, é chamado a apoiar a proclamação do Evangelho com suas ofertas, quando possível, mas especialmente com suas orações. A recompensa não falhará, pois está escrito: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Co 2.9).

quinta-feira, 31 de março de 2011

Prazer e sofrimento:"toda a sagrada escritura está permeada pelo tom do sofrimento.




Quando Saulo tornou-se Paulo, uma voz divina anunciou: “Vou lhe mostrar como você poderá gozar muito melhor a sua vida!” Será que é o que realmente está escrito na Bíblia? Pelo contrário, lemos: “Eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (At 9.16). Foi o que Deus disse a Ananias acerca de Paulo. Portanto, foi quase o oposto do que muitos entendem hoje por vida cristã.

O Novo Testamento está permeado pelo tom do sofrimento, e é justamente isso que não agrada à nossa velha natureza, que adora cuidar bem de sua carne e de gozar a vida. Paulo e Barnabé, por exemplo, exortaram os discípulos “a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (At 14.22).

Paulo, o apóstolo dos gentios, lembra a Timóteo, seu discípulo mais fiel, que “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3.12).

Isso não soa como uma vida de prazeres e de riqueza abundante, como tanto se apregoa hoje em dia. Temos inclusive uma carta inteira no Novo Testamento que se ocupa com o tema do sofrimento: a Primeira Epístola de Pedro. Ele explica que a fé é provada e aprovada através do sofrimento (1 Pe 1.6-7). Portanto, em completa oposição à sociedade caracterizada pelo entretenimento e ao cristianismo que confunde discipulado com diversão e festa. Aos crentes da Ásia Menor, Cristo é apresentado como exemplo naquilo que sofreu, para que sigamos os Seus passos (1 Pe 2.21).

Será que não acabamos literalmente criando um outro evangelho, um evangelho de bem-estar, que afaga o ego e o velho Adão?

A Carta aos Hebreus menciona, inclusive, que nosso Senhor, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hb 5.8). Se isso foi válido para o Filho de Deus, quanto mais vale para nós! O servo, como se sabe, não está acima de seu Mestre.

Pedro diz ainda mais: “Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1 Pe 4.1-2).

Sofrimento e não prazer ou bênçãos materiais é o tema recorrente nas cartas dos apóstolos. Paulo chega a dizer: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29). De forma semelhante, Pedro admoesta em sua carta: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1 Pe 4.12-13).

Será que isso ainda é proclamado em nossa sociedade de consumo, que já chega a “celebrar” o discipulado e a vida cristã? Será que frases tão negativas não deveriam ser sumariamente riscadas da Bíblia? Não acabamos literalmente criando um outro evangelho, um evangelho de bem-estar, que afaga o ego e o velho Adão?

Aos coríntios, que igualmente estavam em perigo de exercer poder e “domínio”, Paulo escreve sem rodeios: “Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco. Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos” (1 Co 4.8-13).

Isso soa como prazer, sucesso, conforto e prosperidade? É quase o oposto de tudo aquilo que hoje nos é apresentado simuladamente pelos “evangelistas da prosperidade” como se fosse o Evangelho de Cristo.

Para que minhas palavras não sejam interpretadas como uma defesa do sofrimento e uma declaração de derrotismo cristão, devo mencionar que Deus deseja que “vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Tm 2.2). Na mesma Carta a Timóteo está escrito: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento” (1 Tm 6.17).

O Senhor nos promete, sim, uma vida abundante (Jo 10.10), porque para os cristãos as questões primárias da culpa e do sentido da vida já estão resolvidas.

Somos gratos por toda a paz e pelo bem-estar que a graça de Deus tem nos concedido no mundo ocidental por um tempo admiravelmente longo. Mas fazer dessa realidade um evangelho é, brandamente falando, contradizer o espírito do Novo Testamento. O Senhor nos promete, sim, uma vida abundante (Jo 10.10), porque para os cristãos as questões primárias da culpa e do sentido da vida já estão resolvidas. Em obediência a Deus, o discípulo de Jesus pode ter, sim, muita alegria, alegria plena (1 Jo 1.4). Mas essa alegria é em primeiro lugar espiritual e não está, necessariamente, refletida no nível material.

Quando Paulo ditou sua carta “movida pela alegria” aos filipenses exortando os crentes a “alegrar-se sempre” (Fp 4.4), ele próprio encontrava-se algemado na prisão.

Em suas discussões com pregadores “poderosos” e triunfalistas, que Paulo chama ironicamente de “sábios”, “fortes”, “nobres” (1 Co 4.10), ele se gloria de sua própria fraqueza (2 Co 12.9), especialmente porque esses falsos mestres se vangloriavam de seu grande poder e de sua própria autoridade. Eles também passavam a idéia de que apenas através deles o mundo daquela época fora alcançado com um evangelho “poderoso” e “pleno” (2 Co 10.12-16). Paulo contrapõe a esses falsos apóstolos e obreiros fraudulentos, como também os chama, a extensa lista de seus próprios sofrimentos (2 Co 11.22-23), provando que ele era um apóstolo legítimo.

Isso ainda é pregado atualmente? Isso ainda é proclamado nos programas cristãos de televisão? Os apóstolos residiam em belas casas e lá ditavam suas cartas? A visão mais profunda dos mistérios do tempo da graça é fornecida por Paulo nas cartas aos efésios e aos colossenses, que ele escreveu quando se encontrava encarcerado. Em seu discurso de despedida em Mileto ele disse: “o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações” (At 20.23). Isso não soa como a expectativa por eventos especialmente prazerosos.

Humildade, lágrimas, provações, ciladas, cadeias e tribulações, de fato, uma vida “de prazeres”! Mesmo quando Paulo suplicou por uma vida física mais ou menos normal, sem o espinho na carne, seu pedido não foi atendido. Será que ele não deveria ter enfrentado essa limitação física com visualização ou pensamento positivo? Esse homem de Deus podia dizer de si mesmo: “...pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (2 Co 6.10). Devemos temer, com justiça, que muitos dos pregadores de sucesso de nossos dias literalmente invertem a ordem das coisas: “ricos, mas empobrecendo a muitos”.

Todo esse evangelho da prosperidade e do bem-estar é um cumprimento de 2 Timóteo 4.3, onde está escrito que os homens dos últimos dias cortejarão mestres por cujas palavras sentem coceira nos ouvidos, mestres que os agradem. Muitos gostariam de ouvir que Deus quer nos fazer grandes, ricos, saudáveis e poderosos. Essa era a mensagem dos amigos de Jó, que não conseguiam entender que Jó enfrentava tanto sofrimento por se encontrar dentro da vontade de Deus.

Paulo explicou: que os “crentes” dos últimos dias não apenas serão “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2, Ed. Revista e Corrigida) mas “mais amigos dos prazeres (tradução literal da palavra grega “philedonos”) que amigos de Deus” (2 Tm 3.4).

Esta é a mensagem para uma geração hedonista, como Paulo explicou: que os “crentes” dos últimos dias não apenas serão “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2, Ed. Revista e Corrigida) mas “mais amigos dos prazeres (tradução literal da palavra grega “philedonos”) que amigos de Deus” (2 Tm 3.4).

Será que Jesus também ofereceu uma falsa fé? Ele disse à igreja de Esmirna: “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o Diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

Isso é totalmente oposto ao atual triunfalismo do evangelho da prosperidade. É monstruoso o que é tolerado e propagado na cristandade contemporânea. Esta geração ocidental literalmente criou um evangelho resumido e derivado de seu hedonismo, de sua amoldagem ao espírito da época, de sua loucura por saúde, bem-estar e entretenimento, de seu desejo por prazeres carnais e de sua auto-estima.

Talvez a melhor caracterização da situação espiritual desses pregadores e adeptos do evangelho da prosperidade e do bem-estar seja a declaração de Jesus Cristo a uma igreja próspera e abastada, mal acostumada ao sucesso, a igreja de Laodicéia: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3.17).

quinta-feira, 17 de março de 2011

o processo democrático pode ser explorado para estabelecer um regime islâmico que, então, tornará a democracia desnecessária.



* A Irmandade Muçulmana tem exercido um papel de maior importância na organização dos protestos contra o regime político egípcio à medida que apresenta seu programa político independente. Rashad al-Bayumi, o segundo homem em importância na Irmandade, anunciou em uma entrevista à televisão japonesa que o grupo se uniria a um governo transitório a fim de cancelar o tratado de paz entre Egito e Israel, uma vez que o mesmo “ofende a dignidade dos árabes e destrói os interesses do Egito e de outros Estados árabes”. A seguir ele enfatizou que o Egito não precisa de ajuda americana.
* A Irmandade Muçulmana participa, sim, de atividades políticas e defende o processo democrático. Todavia, isso não acontece porque ela tenha aceitado os princípios da democracia ocidental, mas porque o processo democrático pode ser explorado para estabelecer um regime islâmico que, então, tornará a democracia desnecessária.
* O Guia Supremo da Irmandade Muçulmana, Muhammad Mahdi ’Akef informou ao jornal egípcio Al-Karama, em 2007, que apenas o islamismo era a expressão da verdadeira democracia. “O Islamismo e seus valores precederam o Ocidente fundando a verdadeira democracia, exemplificada pelo Shura [o conselho consultivo dos Califas]”.
* O site oficial da Irmandade observa que a jihad (guerra santa) é o instrumento mais importante do islamismo para efetuar uma conquista gradual, a começar com as nações islâmicas, prosseguindo para restabelecer o califado nos três continentes em preparação para uma conquista do Ocidente e, finalmente, para a instituição de um Estado islâmico mundial.
* O planejamento passo-a-passo da Irmandade Muçulmana determina sua suposta “moderação”, a qual irá desaparecer gradativamente à medida que suas realizações aumentem e sua aceitação da situação existente seja substituída por um rígido governo muçulmano ortodoxo, cuja política externa seja baseada na jihad.

A Irmandade Muçulmana se Unirá a um Governo Transitório

O governo Obama discutiu com líderes egípcios uma proposta de renúncia imediata do [então] presidente Hosni Mubarak e a entrega do poder a um governo transitório encabeçado pelo [então] vice-presidente Omar Suleiman, com o apoio do exército egípcio, de funcionários do governo e de diplomatas árabes, informou o New York Times no dia 3 de fevereiro de 2011. De acordo com a proposta americana, o governo transitório incluiria membros de uma ampla diversidade de grupos oposicionistas, inclusive da Irmandade Muçulmana.

A Irmandade Muçulmana, um movimento global que tem o Hamas como seu ramo palestino, tem exercido um papel de maior importância na organização dos protestos contra o regime político egípcio à medida que apresenta seu programa político independente, desafiando tanto a administração americana quanto Israel. Rashad al-Bayumi, o segundo homem em importância na Irmandade Muçulmana, anunciou em uma entrevista à televisão japonesa (e que foi citada pelo jornal al-Hayat) que o grupo se uniria a um governo transitório a fim de cancelar o tratado de paz entre o Egito e Israel, uma vez que ele “ofende a dignidade dos árabes e destrói os interesses do Egito e de outros Estados árabes”. A seguir, ele explicou que sua animosidade com relação ao governo americano deriva do apoio que este dá a Israel, enfatizando que o Egito não precisa de ajuda americana.
A Democracia é o Caminho de Entrada do Islamismo ao Poder

A Irmandade Muçulmana participa, sim, de atividades políticas e defende o processo democrático. Todavia, isso não acontece porque ela tenha aceitado os princípios da democracia ocidental, mas porque o processo democrático pode ser explorado para estabelecer um regime islâmico que, então, tornará a democracia desnecessária, como ficou evidente por meio de sua plataforma nas eleições parlamentares egípcias em 2007. A organização afirmou que estava participando das eleições porque “a Irmandade Muçulmana prega o caminho de Alá (...) [e, portanto, está participando] para cumprir com os mandamentos de Alá, de maneira pacífica, usando as instituições constitucionais existentes e uma decisão determinada pelas urnas de votação secreta”. Ou seja, a democracia é o caminho de entrada do islamismo ao poder.

Na plataforma da Irmandade Muçulmana também constava que “o governo [no Egito] deverá ser republicano, parlamentarista, constitucional e democrático, de acordo com a Sharia Islâmica (código de leis do islã)”, e que “a Sharia assegura liberdade para todos”. A organização não aceita o princípio da separação entre Igreja [Religião] e Estado, e o governo islâmico a que aspira é, para ela, uma realização da democracia.

A Irmandade Muçulmana participa, sim, de atividades políticas e defende o processo democrático. Todavia, isso não acontece porque ela tenha aceitado os princípios da democracia ocidental, mas porque o processo democrático pode ser explorado para estabelecer um regime islâmico que, então, tornará a democracia desnecessária.

Entrevistado dia 17 de setembro de 2007 pelo jornal diário egípcio Al-Karama, o Guia Supremo da Irmandade Muçulmana, Muhammad Mahdi ’Akef, disse que o slogan da campanha da organização seria: “A Sharia é a Solução”, e que os direitos humanos e a democracia seriam incluídos no governo sob a Sharia. Ele devotou sua carta semanal de 12 de maio de 2007 a uma exposição sobre a democracia vista de acordo com os olhos da Irmandade Muçulmana. Disse que apenas o islamismo, o qual foi dado aos homens por Alá, era a expressão da verdadeira democracia. ’Akef escreveu:

o islamismo precede [...] as doutrinas e ideologias inventadas pelos homens. A mensagem final e absoluta dos céus contém todos os valores que o mundo secular afirma ter inventado [...]. O islamismo e seus valores precederam o Ocidente fundando a verdadeira democracia, exemplificada pelo Shura [o conselho consultivo dos Califas], e o respeito do islamismo pela igualdade das outras religiões. [...] Com respeito à liberdade, o islamismo alcançou um objetivo que os pregadores seculares não alcançaram, pois a liberdade prometida pelo islamismo é genuína em todos os seus aspectos, mesmo quanto à fé e à religião. (...) Quanto à afirmação de que o islamismo não reconhece a autoridade civil, a autoridade do islamismo é democrática [....] ela é uma liberdade genuína, fornece igualdade na prática e é transparente; ela nunca oprime nem rouba ao homem seus direitos [...]. É sobre esse fundamento e com esses valores que a Irmandade Muçulmana clama por justiça, igualdade e liberdade.

’Akef nunca utilizou expressões ambíguas para se referir à sua visão sobre a democracia ocidental. No dia 30 de abril de 2005, ele disse ao jornal diário egípcio Al-Ahram que a Irmandade Muçulmana se opunha à democracia americana porque ela era “corrupta e servia aos programas americanos [...]. A Irmandade Muçulmana tem realizado manifestações contra a intervenção estrangeira e contra qualquer democracia que sirva aos americanos [...]. A democracia [americana] é corrupta porque quer destruir a nação [islâmica], sua fé e tradição”. Ele disse à BBC que a democracia ocidental “não era realista” e era “falsa”.

Um dos exemplos de ’Akef sobre os “valores corruptos” da América é a tentativa de impedir a circuncisão feminina na África. No dia 12 de julho de 2007, ele escreveu que “[os americanos] gastam bilhões de dólares e ininterruptamente maquinam mudar o modo de vida dos muçulmanos, promovem a guerra contra os líderes muçulmanos, as tradições de sua fé e de suas idéias. Eles até mesmo promovem guerra contra a circuncisão feminina, uma prática comum em 36 países, que tem prevalecido desde os tempos dos faraós”.
A Importância da Jihad

De acordo com a Irmandade Muçulmana, a jihad, isto é, a guerra santa contra os infiéis, é um dos elementos fundamentais difundidos pela Irmandade Muçulmana. A ideologia da organização, como aparece em seu site oficial, considera “o Profeta Maomé como seu líder e governador, e a jihad como seu caminho”. A jihad possui uma estratégia global que vai além da auto-defesa; é o incessante ataque a todos os governos dos infiéis, com a intenção de ampliar as fronteiras do Estado islâmico até que a humanidade viva debaixo da bandeira islâmica.

Ao clicar nos links “The Goals of the Muslim Brotherhood” [Os Objetivos da Irmandade Muçulmana] e “Muslim Brotherhood Measures” [Medidas da Irmandade Muçulmana] chega-se a explicações sobre a jihad baseadas nos escritos do fundador da Irmandade Muçulmana, Hassan al-Banna. É observado ali que a jihad é o instrumento mais importante do islamismo para efetuar uma tomada gradativa de poder, começando pelos países muçulmanos, seguindo para o restabelecimento do Califado sobre três continentes em preparação para a conquista do Ocidente e, finalmente, instituindo um Estado islâmico mundial. O site da organização declara:

Queremos um indivíduo muçulmano, um lar muçulmano, um povo muçulmano, um governo e um Estado muçulmanos que liderem os países islâmicos e que tragam ao sagrado aprisco a diáspora muçulmana e as terras que foram roubadas do islamismo, e que depois ergam o estandarte da jihad e o chamado [da’wah] a Alá. [Então, o] mundo aceitará alegremente os preceitos do islamismo [...]. Os problemas para conquistar o mundo apenas terminarão quando a bandeira do islamismo estiver tremulando e a jihad tenha sido proclamada.

O objetivo é estabelecer um Estado islâmico de países islâmicos unidos, uma nação debaixo de uma liderança cuja missão será reforçar a aderência à lei de Alá [...] e o fortalecimento da presença islâmica na arena mundial [...]. O objetivo [...] é o estabelecimento de um Estado islâmico mundial.

E, se a oração é o pilar da fé, então a jihad é o seu cume [...] e a morte no caminho de Alá é o auge da aspiração.

A Irmandade Muçulmana não esconde suas aspirações globais e o caminho violento que pretende seguir a fim de alcançá-las. A Irmandade é meticulosa em seu planejamento passo a passo, primeiramente de tomar posse da alma do indivíduo e depois da família, do povo, da nação e da união de nações islâmicas, até que o Estado islâmico mundial seja uma realidade. O princípio dos estágios dita a suposta “moderação” da Irmandade Muçulmana. Todavia, essa “moderação” irá desaparecer gradativamente à medida que as realizações da Irmandade Muçulmana aumentem e sua aceitação da situação existente seja substituída por um rígido governo muçulmano ortodoxo, cuja política exterior seja baseada na jihad.

Para a Irmandade Muçulmana, a jihad está no centro do conflito contra os Estados Unidos, o Ocidente, Israel e outros regimes políticos de infiéis. O supremo líder da Irmandade Muçulmana considera que o islamismo está deflagrando “uma batalha de valores e identidade” contra as forças do “imperialismo” e os “anglo-saxões” que estão atacando o mundo árabe-islâmico “com o pretexto de difundir a democracia, de defender os direitos das minorias, e de se opor ao que eles chamam de terrorismo”. Ele aconselha os muçulmanos a adotarem “a cultura da resistência contra a invasão”, explicando que Alá deu “a jihad e a resistência às nações ocupadas e oprimidas como meios para alcançarem a liberdade”. Ele acrescentou que “a cultura da resistência à invasão e à ocupação têm aspectos intelectuais, militares e econômicos. A experiência na Palestina, no Iraque e no Afeganistão provou que a resistência não é imaginária ou fictícia ou impossível, mas que, em vez disso, é possível quando a nação [islâmica] apresenta uma frente unida e usa suas armas e sua fé para encarar um imperialista, quer ele venha com armas, quer nos inunde com suas idéias, seus valores ou sua moralidade obsoleta”. O sucessor de ’Akef, Mohammad Badi’, mantém a mesma plataforma.

A Autoridade Palestina (AP) e seus líderes compartilham com os terroristas a culpa pelo assassinato dos cinco israelenses em Itamar (Samaria).



Vamos parar de fingir: o incitamento não é apenas uma outra questão a ser negociada como as fronteiras, a água e os refugiados. A mensagem de ódio ameaça as soluções pacíficas.

A Autoridade Palestina (AP) e seus líderes compartilham com os terroristas a culpa pelo assassinato dos cinco israelenses em Itamar (Samaria) – inclusive duas crianças e um bebê – no dia 11/3/2011 (sexta-feira). Foram a AP e seus líderes que prepararam o terreno para esses assassinatos através do incitamento incessante ao ódio e da glorificação da violência e do terror.

A despeito de suas declarações conciliatórias em inglês, a AP continua a usar todas as estruturas que controla para demonizar Israel e promover a violência. Terroristas são apresentados como heróis e modelos para os palestinos, ensinando que matar israelenses é uma maneira de se obter fama eterna.

Há apenas dois meses, Mahmoud Abbas, o presidente da AP, enviou uma mensagem clara de apoio ao terror quando presenteou com 2.000 dólares a família de um terrorista que atacou soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI). Na semana passada, o diário oficial da AP, Al-Hayat Al-Jadida, anunciou um torneio de futebol em homenagem a Wafa Idris, a primeira mulher-bomba palestina. Três semanas atrás, a PA TV, que está sob o controle direto do gabinete de Abbas, noticiou e apresentou vídeos glorificando o terrorista Habash Hanani, que entrou em Itamar e assassinou três estudantes israelenses em maio de 2002. Duas vezes a AP deu nome a acampamentos de verão em homenagem à terrorista Dalal Mughrabi, que liderou o ataque mais mortal na história de Israel, no qual 37 civis foram assassinados no seqüestro de um ônibus em 1978. Os acampamentos foram realizados em 2008 e no verão passado.

A Autoridade Palestina (AP) e seus líderes compartilham com os terroristas a culpa pelo assassinato dos cinco israelenses em Itamar (Samaria) – inclusive duas crianças e um bebê – no dia 11/3/2011 (sexta-feira).

Mas o longo braço da promoção da violência e do terror pela AP vai ainda mais longe, penetrando o âmbito da cultura e da música, que, em outros lugares do mundo, têm sido usadas com freqüência, em anos recentes, para promover a paz e a tolerância. No ano passado, a PA TV divulgou uma série de apresentações de uma banda chamada Alashekeen, inclusive uma canção que antecipava a derrota de Israel por meio da guerra santa (jihad). A canção apresenta Israel inteiro como “Palestina”, mencionando a região do Carmelo perto de Haifa e as cidades de Lod, Ramle e Jerusalém como áreas a serem liberadas: “Em Ramle, somos granadas. (...) a revolução palestina [os] aguarda. ...substituímos os braceletes por armas. ...atacamos os desprezíveis [sionistas]. Esse inimigo invasor está no campo de batalha. Este é o dia da consolação da jihad. Aperte o gatilho. Nós redimiremos Jerusalém, Nablus e o país”.

Mais significativo do que a repetida apresentação na PA TV e nos eventos culturais foi o fato de que Abbas resolveu homenagear o grupo musical. Ele baixou um decreto presidencial tornando-o uma banda nacional palestina oficial.

Agravando a promoção do ódio nacionalista da AP estão suas mensagens baseadas no islamismo. A AP parece ter adotado o que antes parecia ser apenas a ideologia do Hamas, de que o conflito com Israel é um Ribat – uma guerra religiosa para Alá defender a terra islâmica na qual o confronto com Israel deve ser inflexível. Mahmoud Habbash, o ministro da Religião designado por Abbas, vem afirmando repetidamente que o conflito com Israel não é territorial, mas está de acordo com a lei islâmica: “Alá predeterminou-nos o Ribat nesta terra abençoada. Estamos comprometidos com ele por comando de Alá. Que ninguém se engane ou se iluda pensando que o Ribat seja uma escolha e nada mais. Ele é um mandamento”.

Ele também tem pregado que o conflito contra Israel – sobre todo o Israel – é citado no Alcorão. “Na verdade, a catástrofe (‘nakba’) não começou em 1948, mas talvez em 1917, com a amaldiçoada Declaração [de Balfour], que fez uma promessa a quem não a merecia. (...) Desde aquela data, pessoas resolutas, lutadores e guerreiros do Ribat, não cessaram de estar presentes em nosso abençoado território. (...) Esse conflito é explícito no Corão e nossa obrigação com relação a ele está esclarecida no Corão”.

Em resumo, a AP, assim como o Hamas, está dizendo a seu povo que o islamismo não permite reconciliação com Israel.

Com mensagens contínuas como essa, vindas da chamada liderança moderada da AP, será que é surpresa que as pessoas cometam violências terroristas como a que aconteceu em Itamar? Os palestinos podem pressupor que seus líderes e a sociedade irão honrá-los se eles assassinarem israelenses, que suas famílias receberão pagamento se eles forem mortos, e que sua religião encoraja o desaparecimento de Israel.

Será que os terroristas que cometeram essa chacina brutal estavam sonhando com um futuro acampamento de verão palestino em honra a seus nomes? Será que estavam imaginando Alá dando-lhes recompensas eternas no paraíso por cumprirem seu mandamento? Será que sentiram que estavam cumprindo seu dever nacional e que receberiam recompensas financeiras? E o que dizer da comunidade internacional, que aceitou e ingenuamente acreditou nas afirmações dos líderes da AP de que o incitamento havia terminado? Foi a comunidade internacional, representada pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, quem estipulou precondições para a AP entrar em um processo de paz renovado: “Apenas trabalharemos com um governo da Autoridade Palestina que clara e explicitamente aceitar os princípios do Quarteto: um compromisso com a não-violência, o reconhecimento de Israel e a aceitação de acordos e obrigações anteriores, inclusive o Mapa do Caminho” (Sub-Comitê de Alocação de Recursos ao Departamento de Estado, Congresso dos EUA, 23 de abril de 2009).

O Mapa do Caminho declara que “todas as instituições oficiais palestinas terminem com o incitamento contra Israel”.

A comunidade internacional fracassou completamente porque nunca verificou se essas precondições estavam realmente sendo observadas, mas se satisfez plenamente com as promessas de Abbas, e continua a financiar a AP.

Todos os envolvidos no processo de paz estão cometendo um erro trágico ao pressuporem que o incitamento é apenas mais uma questão a ser tratada, como as questões da água, das fronteiras e dos refugiados. Todas essas são assuntos que devem ser negociadas como parte do processo de paz. Mas, enquanto a AP continuar a ministrar essas mensagens de incitamento, claramente não haverá nenhum processo de paz.

É incumbência da comunidade internacional informar a AP que a condição para “trabalhar ” com ela, como declarou Hillary Clinton, é que apague as mensagens de ódio e as substitua pela promoção da paz.

E, até aquele momento, a comunidade internacional deve colocar a AP no ostracismo e isolá-la, assim como faz com o Hamas, e parar de fingir que existe um processo de paz.

terça-feira, 8 de março de 2011

Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010.




Boa noite a todos!

Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da humanidade!

Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.

Que médico mais excelente poderia existir?

Deus é o primeiro cirurgião da história. A primeira operação? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.

Ele também é o primeiro Anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.

Deus é o melhor Obstetra especialista em fertilização que já existiu! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo!

Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro pediatra da história, pois disse: “Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!”

Ele também é o maior reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.

Jesus é o primeiro oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.

Ele também é o primeiro emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio-pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora!”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias.

Ele é o melhor otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento? O poder de seu amor.

Jesus também é o maior psiquiatra da história, há mais de 2 mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!

Deus também é o melhor ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda!”, e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história!

A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia! E Jesus é o dermatologista mais sábio da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença.

Ele também é o primeiro hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.

Jesus é ainda, o maior doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário FAZER nada, apenas crer e receber!

O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes! Ele fez isso por nós!

Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna!

No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele, Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir! O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!

O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver!

Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele.

Seu nome é Jesus.

A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O papel de Israel no desencadear de um ataque ao Irã - O roteiro militar:Preparando a IIIa. Guerra Mundial.







A seguir à invasão do Iraque de 2003, a administração Bush identificou o Irão e a Síria como a etapa seguinte "do roteiro para a guerra". Fontes militares estado-unidenses sugeriram que um ataque aéreo ao Irão podia envolver um desdobramento em grande escala comparável aos raids de bombardeamento "pavor e choque" sobre o Iraque em Março de 2003.

"Os ataques aéreos americano ao Irão ultrapassariam amplamente o âmbito do ataque israelense de 1981 contra o centro nuclear Osiraq, no Iraque, e assemelhar-se-ia mais aos dias iniciais da campanha aérea de 2003 contra o Iraque. (Ver Globalsecurity )

"Theater Iran Near Term" (TIRANNT)

Denominado em código pelos planeadores militares dos EUA como TIRANNT, ("Teatro do Irão a curto prazo"), foram iniciadas em Maio de 2003 simulações de um ataque ao Irão "quando modeladores e especialistas de inteligência puseram juntos os dados necessários para a análise do cenário do Irão ao nível de teatro (o que significa grande escala". (William Arkin, Washington Post, 16 April 2006).

Os cenários identificaram vários milhares de alvos dentro do Irão para uma blitzkrieg "Pavor e choque":

"A análise, chamada TIRANNT, foi complementado com um cenário simulado para uma invasão do Marine Corps e uma simulação da força iraniana de mísseis. Planeadores estado-unidenses e britânicos efectuar um jogo de guerra no Mar Cáspio aproximadamente ao mesmo tempo. E Bush ordenou ao U.S. Strategic Command que concebesse um plano de guerra global para um ataque contra armas de destruição em massa iranianas. Tudo isto foi finalmente serviu para um novo plano de guerra para "grandes operações de combate" contra o Irão que fontes militares confirmam agora [Abril 2006] existir em forma de minuta.

... No âmbito do TIRANNT, planeadores do Exército e do Comando Central dos EUA tem estado a examinar tanto cenários a curto prazo como para anos vindouro para a guerra com o Irão, incluindo todos os aspectos de uma grande operação de combate, de mobilização e deslocação de forças ao longo de operações de estabilização pós-guerra após a mudança de regime". (William Arkin, Washington Post, 16 April 2006)

Foram contemplados diferentes "cenários de teatro" para um ataque total ao Irão: "O exército, marinha e força aérea e fuzileiros navais prepararam, todos eles, planos de batalha e passaram quatro anos a construir bases e treinar para a "Operation Iranian Freedom". O almirante Fallon, o novo chefe do US Central Command, herdou planos computorizados com o nome TIRANNT (Theatre Iran Near Term)." ( New Statesman, February 19, 2007)

Em 2004, aproveitando os cenários iniciais do TIRANNT, o vice-presidente Dick Cheney instruiu o USSTRATCOM a elaborar um "plano de contingência" de uma operação militar em grande escala dirigida contra o Irão "para ser utilizado em resposta a um outro ataque terrorista tipo 11/Set contra os Estados Unidos" sob a presunção de que o governo em Teerão estaria por trás da conspiração terrorista. O plano incluía utilização antecipativa (pre-emptive) de armas nucleares contra um estado não nuclear:

"O plano inclui um assalto aéreo em grande escala ao Irão empregando tanto armas convencionais como nucleares tácticas. Dentro do Irão há mais de 450 alvos estratégicos importantes, incluindo numerosos sítios suspeitos de desenvolvimento de programa de armas nucleares. Muitos dos alvos são revestidos ou enterrados profundamente e não poderiam ser removidos com armas convencionais, daí a opção nuclear. Tal como no caso do Iraque, a resposta não está condicionada ao Irão estar realmente envolvido no acto de terrorismo dirigido contra os Estados Unidos. Vários oficiais superiores da Força Aérea envolvidos no planeamento estão confirmadamente estarrecidos com as implicações do que estão a fazer – que o Irão está a ser configurado para um ataque nuclear não provocado – mas não estão preparados para prejudicar as suas carreiras colocando quaisquer objecções". (Philip Giraldi, Deep Background , The American Conservative August 2005)

O roteiro militar: "Primeiro o Iraque, então o Irão"

A decisão de alvejar o Irão sob o TIRANNT faz parte de um processo mais vasto de planeamento e sequenciamento de operações militares. Já sob a administração Clinton, o US Central Command (USCENTCOM) havia formulado "planos em teatro de guerra" para invadir primeiro o Iraque e a seguir o Irão. O acesso ao petróleo do Médio Oriente era o objectivo estratégico declarado:

"Os interesses amplos da segurança nacional e os objectivos expressos na National Security Strategy (NSS) do presidente e a National Military Strategy (NMS) constituem o fundamento da estratégia de teatro do Central Command dos Estados Unidos. O NSS direcciona a implementação de uma estratégia de contenção dual dos estados vilões (rogue states) do Iraque e do Irão na media em que aqueles estados apresentem uma ameaça aos interesses dos EUA, a outros estados na região e aos seus próprios cidadãos. A contenção dual é concebida para manter o equilíbrio de poder na região sem depender do Iraque ou do Irão. A estratégia de teatro do USCENTCOM é baseada em interesses e centrada em ameaças. O objectivo dos EUA, tal como exposto na NSS, é proteger os interesses vitais dos Estados Unidos na região – acesso ininterrupto e seguro dos EUA/aliados ao petróleo do Golfo". (USCENTCOM, http://www.milnet.com/milnet/pentagon/centcom/chap1/stratgic.htm#USPolicy, o link já não está activo)

A guerra ao Irão foi encarada como parte de uma sucessão de operações militares. De acordo com o (antigo) comandante geral da NATO, Wesley Clark, o roteiro do Pentágono consistia de uma sequência de países: "[O] plano de campanha de cinco anos [incluía]... um total de sete países, principiando pelo Irão, a seguir a Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão". Em "Winning Modern Wars" (pg. 130) o general Clark declara o seguinte:

"Quando retornei ao Pentágono em Novembro de 2001, um dos oficiais militares superiores teve tempo para uma conversa. Sim, ainda estamos na trilha para avançar contra o Irão, disse ele. Mas havia mais. Isto estava a ser discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, disse ele, e havia um total de sete países, a principiar pelo Iraque e então Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão. (Ver Secret 2001 Pentagon Plan to Attack Lebanon , Global Research, July 23, 2006)

O papel de Israel

Tem havido muito debate quanto ao papel de Israel no desencadear de um ataque contra o Irão.

Israel faz parte de uma aliança militar. Tel Aviv não é um prime mover – não tem uma agenda militar separada e distinta.

Israel está integrado no "plano de guerra para operações de combate principais" contra o Irão formulado em 2006 pelo US Strategic Command (USSTRATCOM). No contexto de operações militares em grande escala, uma acção militar unilateral e não coordenada por parte de um parceiro da coligação, nomeadamente Israel, é de um ponto de vista militar e estratégico quase uma impossibilidade. Israel é um membro de facto da NATO. Qualquer acção de Israel exigiria um "sinal verde" de Washington.

Um ataque por parte de Israel podia, entretanto, ser utilizado como "o mecanismo disparador" o qual desencadearia uma guerra total contra o Irão, bem como retaliação do Irão contra Israel.

Em relação a isto, há indicações de que Washington pode encarar a opção de um ataque inicial (apoiado pelos EUA) por Israel ao invés de uma operação militar directa dos EUA contra o Irão. O ataque israelense – embora feito em estreita ligação com o Pentágono e a NATO – seria apresentado à opinião pública como uma decisão unilateral de Tel Aviv. Ele seria então utilizado por Washington para justificar, aos olhos da opinião pública mundial, uma intervenção dos EUA e da NATO tendo em vista "defender Israel", ao invés de atacar o Irão. Sob os acordos de cooperação militar existentes, tanto os EUA como a NATO seria "obrigados" a "defender Israel" contra o Irão e a Síria.

Vale a pena notar, a este respeito, que no início do segundo mandato de Bush, o (antigo) vice-presidente Dick Cheney sugeriu, em termos não incertos, que o Irão estava "no topo da lista" dos "inimigos malditos" da América e que Israel, por assim dizer, "estaria a bombardear por nós", sem o envolvimento militar estado-unidense e sem nos pressionar a "fazer isso" (Ver Michel Chossudovsky, Planned US-Israeli Attack on Iran , Global Research, May 1, 2005): According to Cheney:

"Uma das preocupações que as pessoas têm é que Israel possa fazer isso sem lhe ser pedido... Dado o facto de que o Irão tem uma política declarada de que os seu objectivo é a destruição de Israel, os israelenses podem bem decidir actuar primeiro e deixar ao resto do mundo a preocupação acerca da limpeza com as consequências diplomáticas da confusão", (Dick Cheney, citado numa entrevista à MSNBC, January 2005)

Comentando a afirmação do vice-presidente, o antigo conselheiro de Segurança Nacional Zbigniew Brzezinski, numa entrevista à PBS, confirmou com alguma apreensão: sim, Cheney quer o primeiro-ministro Ariel Sharon a actuar por conta da América e "fazer isso" para nós:

"O Irão penso que é mais ambíguo. E aqui a questão certamente não é tirania; é armas nucleares. E o vice-presidente hoje numa espécie de estranha declaração paralela a esta declaração de liberdade sugeriu que os israelenses podem fazer isso e de facto utilizou uma linguagem que soa como uma justificação ou mesmo um encorajamento para os israelenses fazerem isso".

Do que estamos a tratar é de um operação militar conjunta EUA-NATO-Israel para bombardear o Irão, o qual tem estado na etapa de planeamento activo desde 2004. Oficiais no Departamento da Defesa, sob Bush e Obama, têm trabalhado persistentemente com militares e de oficiais inteligência israelenses, identificando cuidadosamente objectivos dentro do Irão. Em termos militares práticos, qualquer acção de Israel teria de ser planeada e coordenada aos mais altos níveis da coligação conduzida pelos EUA.

Um ataque de Israel também exigiria apoio logístico coordenado dos EUA-NATO, particularmente em relação ao sistema de defesa aérea de Israel, o qual desde Janeiro de 2009 está plenamente integrado no dos EUA e NATO. (Ver Michel Chossudovsky, Unusually Large U.S. Weapons Shipment to Israel: Are the US and Israel Planning a Broader Middle East War? Global Research, January 11,2009)

O sistema de radar de banda X de Israel estabelecido no princípio de 2009 com apoio técnico dos EUA "integrou as defesas de mísseis de Israel com a rede de detecção global de mísseis dos EUA [com base na espaço], a qual inclui satélites, navios Aegis no Mediterrâneo, Golfo Pérsico e Mar Vermelho e radares Patriot baseados em terra e interceptores". ( Defense Talk.com, January 6, 2009 )

O que isto quer dizer é que em última análise Washington é que manda. Os EUA e não Israel controlam o sistema de defesa aérea. "Isto é permanecerá um sistema de radar estado-unidense", disse Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono. Assim, isto não é algo que estejamos a dar ou a vender aos israelenses e sim algo que provavelmente exigirá pessoal dos EUA no terreno para operar". (Citado em Israel National News, January 9, 2009, emphasis added).

Os militares dos EUA supervisionam o sistema de Defesa Aérea de Israel, o qual está integrado no sistema global do Pentágono. Por outras palavras, Israel não pode lançar uma guerra contra o Irão sem o consentimento de Washington. Daí a importância da chamada legislação "sinal verde" no Congresso patrocinada pelo Partido Republicano sob a Resolução 1553 da Casa, a qual explicitamente apoia um ataque israelense ao Irão.

"A medida, proposta pelo republicano do Texas Louie Gohmert e 46 dos seus colegas, endossa a utilização por Israel de "todos os meios necessários" contra o Irão "incluindo a utilização de força militar". ... "Damos permissão para que isto seja feito. Precisamos mostrar nosso apoio a Israel. Precisamos deixar de jogar jogos com este aliado crítico numa área tão difícil". (Ver Webster Tarpley, Fidel Castro Warns of Imminent Nuclear War; Admiral Mullen Threatens Iran; US-Israel Vs. Iran-Hezbollah Confrontation Builds On , Global Research, August 10, 2010)

Na prática, a legislação proposta é um "Sinal verde" mais para a Casa Branca e o Pentágono do que para Israel. Constitui uma autorização automática a uma guerra ao Irão patrocinada pelos EUA que utiliza Israel como uma plataforma de lançamento conveniente. Também serve como justificação para travar guerra tendo em vista defender Israel.

Neste contexto, Israel poderia realmente arranjar pretexto para travar guerra, em resposta a alegados ataques do Hamas ou do Hezbollah e/ou o disparar de hostilidades na fronteira de Israel com o Líbano. O crucial é que um "incidente" menor poderia ser utilizado para desencadear uma grande operação militar contra o Irão.

Como é bem conhecido dos planeadores militares estado-unidenses, Israel (e não os EUA) seria o primeiro alvo da retaliação militar do Irão. Falando em termos gerais, os israelenses seriam as vítimas das maquinações tanto de Washington como do seu próprio governo. É, por isso, absolutamente crucial que os israelenses se oponham vigorosamente a qualquer acção para atacar o Irão da parte do governo Netanyahu.

Guerra global: O papel do US Strategic Command (USSTRATCOM)

Operações militares globais são coordenadas a partir da sede do US Strategic Command (USSTRATCOM) na base da Força Aérea de Offutt, no Nebraska, em ligação como os comandos regionais dos comandos combatentes unificados (ex. (e.g.. US Central Command na Florida, o qual é responsável pela região Médio Oriente-Ásia Central, ver mapa abaixo) bem como unidades de comando da coligação em Israel, Turquia e Golfo Pérsico e na base militar de Diego Garcia no Oceano Índico. O planeamento e a decisão militar feita ao nível de país por aliados individuais dos EUA-NATO bem como "países parceiros" é integrado dentro de uma concepção militar global incluindo o armamento do espaço.

Sob o seu novo mandato, o USSTRATCOM tem a responsabilidade de "supervisionar um plano de ataque global" consistindo tanto de armas convencionais como nucleares. Em jargão militar, está destinado a desempenhar o papel de "um integrador global encarregado de missões de Operações no Espaço, Operações de Informação; Defesa Míssil Integrada; Comando Global & Controle; Inteligência, Vigilância e Reconhecimento; Ataque Global e Dissuasão Estratégia..."

As responsabilidades do USSTRATCOM incluem: "conduzir, planear & executar operações de dissuasão estratégica" a um nível global, "sincronizando planos globais de defesa míssil e operações", "sincronizar planos de combate regional", etc. O USSTRATCOM é a agência condutora na coordenação da guerra moderna.

Em Janeiro de 2005, no início dos preparativos militares contra o Irão, o USSTRATCOM era identificado como "o principal Comando Combatente para integração e sincronização dos vastos esforços do DoD no combate a armas de destruição em massa". (Michel Chossudovsky, Nuclear War against Iran , Global Research, January 3, 2006).

O que isto significa é que a coordenação de um ataque em grande escala ao Irão, incluindo os vários cenários de escalada e para além na região mais vasta do Médio Oriente-Ásia Central, seria coordenado pelo USSTRATCOM.

Armas nucleares tácticas contra o Irão

Como confirmado por documentos militares bem como por declarações oficiais, tanto os EUA como Israel contemplam a utilização de armas nucleares contra o Irão. Em 2006, U.S. Strategic Command (USSTRATCOM) anunciou que havia alcançado capacidade operacional para atingir alvos rapidamente em todo o global utilizando armas nucleares ou convencionais. Este anúncio foi feito após a condução de simulações militares relativas a um ataque nuclear dos EUA contra um país fictício. (David Ruppe, Preemptive Nuclear War in a State of Readiness: U.S. Command Declares Global Strike Capability , Global Security Newswire, December 2, 2005)

Continuidade em relação à era Bush-Cheney: o presidente Obama endossou amplamente a doutrina da utilização antecipativa de armas nucleares formulado pela administração anterior. Sob a 2010 Nuclear Posture Review, a administração Obama confirmou "que está reservando o direito de utilizar armas nucleares contra o Irão" pelo seu não cumprimento de exigências dos EUA respeitantes ao seu alegado (não existente) programa de armas nucleares. ( U.S. Nuclear Option on Iran Linked to Israeli Attack Threat - IPS ipsnews.net, April 23, 2010). A administração Obama também confidenciou que utilizaria ogivas nucleares no caso de uma resposta iranina a um ataque israelense ao Irão. (Ibid). Israel também concebeu o seus próprios "planos secretos" para bombardear o Irão com armas nucleares tácticas:

"Comandantes militares israelenses acreditam que ataques convencionais podem já não ser suficientes para aniquilar instalações de enriquecimento cada vez mais bem defendidas. Várias foram construídas debaixo de pelo menos 70 pés [21,3 m] de betão e rocha. Contudo, os destruidores de bunkers (bunker-busters) nucleares seriam utilizados só se um ataque convencional fosse descartado e se os Estados declinassem intervir, disseram fontes senior". (Revealed: Israel plans nuclear strike on Iran - Times Online, January 7, 2007)

Declarações de Obama sobre a utilização de armas nucleares contra o Irão e a Coreia do Norte são consistentes com a doutrina estado-unidense das armas nucleares pós 11/Set, a qual permite a utilização de armas nucleares tácticas no teatro de guerra convencional.

Através de uma campanha de propaganda que contou com o apoio de cientistas nucleares "abalizados", as mini-ogivas nucleares são apresentadas como um instrumento de paz, nomeadamente um meio de combater "terrorismo islâmico" e de instalar "democracia" estilo ocidental no Irão. As ogivas de baixo rendimento (low-yield) foram limpas para "utilização no campo de batalha". Elas são destinadas a serem utilizadas contra o Irão e a Síria na etapa seguinte da "guerra ao terrorismo" da América juntamente com armas convencionais.

"Responsáveis da administração argumentam que armas nucleares de baixo rendimento são necessárias como um dissuasor crível contra estados vilões [Irão, Síria, Coreia do Norte]. A sua lógica é que as armas nucleares existentes são demasiado destrutivas para serem utilizadas excepto numa guerra nuclear em plena escala. Os inimigos potenciais percebem isto, portanto não consideram crível a ameaça da retaliação nuclear. Contudo, armas nucleares de baixo rendimento são menos destrutivas, portanto podem serem utilizadas de modo concebível. Isto as tornaria mais efectivas como um dissuasor". (Opponents Surprised By Elimination of Nuke Research Funds Defense News November 29, 2004)

As armas nucleares preferenciais a serem utilizadas contra o Irão são armas nucleares tácticas (Made in America), nomeadamente bombas destruidoras de bunkers com ogivas nucleares (ex. B61.11), com uma capacidade explosiva entre um terço a seis vezes uma bomba de Hiroshima. A B61-11 é a "versão nuclear" da BLU 113 "convencional" ou da Guided Bomb Unit GBU-28. Ela pode ser entregue do mesmo modo como a bomba convencional destruidora de bunkers. (Ver Michel Chossudovsky, http://www.globalresearch.ca/articles/CHO112C.html , ver também http://www.thebulletin.org/article_nn.php?art_ofn=jf03norris ) . Se bem que os EUA não contemplem a utilização de armas termonucleares estratégicas contra o Irão, o arsenal nuclear de Israel é em grande medida composto de bombas termonucleares as quais estão de prontidão e poderia ser utilizada numa guerra com o Irão. Através do sistema míssil Jericó III de Israel, com um raio de 4800 a 6500 km, todo o Irão estaria dentro do seu alcance.

Precipitação radioactiva

A questão da precipitação radioactiva e da contaminação, se bem que displicentemente ignorada pelos analistas militares dos EUA-NATO, seria devastadora, afectando potencialmente uma grande área do Médio Oriente em sentido amplo (incluindo Israel) e da Ásia Central.

Numa lógica absolutamente enviesada, armas nucleares são apresentadas como um meio de construir paz e impedir "danos colaterais". As armas nucleares não existentes do Irão são uma ameaça à segurança global, ao passo que aquelas dos EUA e Israel são instrumentos de paz "inócuas para a população civil circundante".

A "mãe de todas as bombas" (Mother of All Bombs, MOAB) destinada a ser usada contra o Irão

MOAB: screen shots of test: explosion and mushroom cloud. De significado militar dentro do arsenal de armas convencionais dos EUA está a "arma monstro" de 21500 libras [9.752 kg] alcunhada a "mãe de todas as bombas". A GBU-43/B ou Massive Ordnance Air Blast bomb (MOAB) é classificada "como a mais poderosa arma não nuclear alguma vez concebida" com o maior rendimento do arsenal de armas convencionais dos EUA. A MOAB estava em progresso em Março de 2003 antes de ser levada ao teatro de guerra do Iraque. Segundo fontes militares dos EUA, a Joint Chiefs of Staff aconselhou o governo de Saddam Hussein antes do lançamento da guerra do potencial de devastação da MOAB e que a "mãe de todas as bombas" era considerada para ser usada contra o Iraque. (Houve informações não confirmadas de que foi utilizada no Iraque).

O Departamento da Defesa dos EUA confirmou que tenciona utilizar a "Mãe de todas as bombas" (MOAB) contra o Irão, destacando o facto de que a MOAB "é o ideal para atingir instalações nucleares profundamente enterradas como Natanz ou Qom no Irão" (Jonathan Karl, Is the U.S. Preparing to Bomb Iran? ABC News, October 9, 2009). A verdade é que a MOAB, dada a sua capacidade explosiva, resultaria em baixas civis extremamente vastas. É uma "máquina de matar" convencional com uma nuvem em cogumelo de tipo nuclear.

A encomenda de quatro MOABs foi adjudicada em Outubro de 2009 ao pesado custo de US$58,4 milhões (US$14,6 milhões por cada bomba). Este montante inclui os custos de desenvolvimento e teste bem como a integração das bombas MOAB nos bombardeiros furtivos B-2. (Ibid). Esta encomenda está ligada directamente aos preparativos de guerra em relação ao Irão. A notificação estava contida num "memorando de reprogramação" de 93 páginas, o qual incluía as seguintes instruções:

"O Departamento tem uma Necessidade Operacional Urgente (Urgent Operational Need. UON) quanto à capacidade de ataque a objectivos duros e profundamente enterrados em ambientes de grande ameaça. A MOP [Mother of All Bombs] é a arma preferencial para atender às exigência da UON". Ali mais uma vez se declara que o pedido é endossado pelo Comando do Pacífico (o qual tem responsabilidade sobre a Coreia do Norte) e o Comando Central (o qual tem responsabilidade sobre o Irão)". (ABC News, op cit, emphasis added). Para consultar o pedido de reprogramação (pdf) clique aqui .

O Pentágono está a planear um processo de destruição extensiva da infraestrutura do Irão e de baixas civis em massa através da utilização combinada de ogivas nucleares tácticas e bombas convencionais monstras com nuvem em cogumelo, incluindo a MOAB e a maior GBU-57ª/B ou Massive Ordnance Penetrator (MOP).

O MOP é descrito como "uma poderosa nova bomba destinada directamente a instalações nucleares subterrâneas do Irão e da Coreia do Norte. A bomba gargantuesca — mais longa do que 11 pessoas de pé ombro a ombro [ver imagem] ou mais de 20 pés [6,1 m] desde a base até a ponta" (Ver Edwin Black, "Super Bunker-Buster Bombs Fast-Tracked for Possible Use Against Iran and North Korea Nuclear Programs" , Cutting Edge, September 21 2009)

Estado da arte do armamento: "A guerra tornada possível através de novas tecnologias"

O processo de tomada de decisão militar em relação ao Irão é apoiado pela Guerra das Estrela, a militarização do espaço externo e a revolução em comunicações e sistemas de informação. Dados os avanços em tecnologia militar e no desenvolvimento de novos sistemas de armas, um ataque ao Irão podia ser significativamente diferente em termos de composição de sistemas de armas, em comparação com a blitzkrieg de Março de 2003 contra o Iraque. A operação Irão está destinada a utilizar os mais avançados sistemas de armas nos seus ataques aéreos. Com toda a probabilidade, novos sistemas de armas serão testados.

O documento do 2000 Project of the New American Century (PNAC) intitulado Rebuilding American Defenses, delineava o mandato dos militares estado-unidenses em termos de teatros de guerra em grande escala, a serem travadas simultaneamente em diferentes regiões do mundo:

"Combater e vencer decisivamente em teatros de guerra múltiplos e simultâneos".

Esta formulação é equivalente a uma guerra global de conquista por uma única superpotência imperial. O documento do PNAC também apelava à transformação das forças dos EUA para explorar a "revolução em assuntos militares", nomeadamente a implementação da "guerra tornada possível através de novas tecnologias". (Ver Project for a New American Century, Rebuilding Americas Defenses , Washington DC, September 2000, pdf). Esta última consiste em desenvolver e aperfeiçoar um estado da arte da máquina de matar global baseado num arsenal de armamento novo refinado, o qual finalmente substituiria os paradigmas existentes.

"Portanto, pode-se prever que o processo de transformação será de facto um processo em duas etapas: primeiro de transição, a seguir de transformação mais completa. O ponto de ruptura virá quando uma preponderância de novos sistemas de armas começar a entrar em serviço, talvez quando, por exemplo, veículos aéreos não manejados começarem a ser tão numerosos quanto aviões manejados. A este respeito, o Pentágono deveria ser muito cuidadoso ao fazer grandes investimentos em novos programas – tanques, aviões, aviões de carreira, por exemplo – que comprometeria as forças dos EUA aos actuais paradigmas de guerra durante muitas décadas futuras. (Ibid, ênfase acrescentada)

Ao guerra ao Irão podia na verdade marcar esta ruptura crucial, com novos sistemas de armas baseados no espaço a serem aplicados tendo em visto incapacitar um inimigo que tem capacidades militares convencionais significativa, incluindo mais de meio milhão de forças terrestres.

Armas electromagnéticas

Poderiam ser utilizadas armas electromagnéticas para desestabilizar os sistemas de comunicações do Irão, impossibilitar a produção de electricidade, minar e desestabilizar comandos e controle, infraestrutura do governo, transportes, energia, etc. Dentro da mesma família de armas, técnicas de modificações ambientais (environmental modifications techniques, ENMOD) (guerra meteorológica) desenvolvidas sob o programa HAARP também podiam ser aplicadas. (Ver Michel Chossudovsky, "Owning the Weather" for Military Use" , Global Research, September 27, 2004). Estes sistemas de armas estão plenamente operacionais. Neste contexto, o documento AF2025 da US Air Force reconhece explicitamente as aplicações militares das tecnologias de modificações meteorológicas:

"A modificação meteorológica tornar-se-á parte da segurança interna e internacional e poderia ser efectuada unilateralmente... Ela podia ter aplicações ofensivas e defensivas e ser utilizada mesmo para objectivos de dissuasão. A capacidade para gerar precipitação, fog e tempestades sobre a terra ou modificar o tempo no espaço, melhorar comunicações através de modificação ionosférica (a utilização de espelho ionosféricos) e a produção de tempo artificial fazem parte de um conjunto integrado de tecnologias que podem proporcionar melhoria substancial nos EUA ou degradar capacidade num adversário, para alcançar consciência, alcance poder globais". ( Air Force 2025 Final Report , Ver també US Air Force: Weather as a Force Multiplier: Owning the Weather in 2025 , AF2025 v3c15-1 | Weather as a Force Multiplier: Owning... | (Ch 1) em www.fas.org ).

Radiação electromagnética que permite "deterioração da saúde remota" também pode ser encarada no teatro de guerra. (Ver Mojmir Babacek, Electromagnetic and Informational Weapons :, Global Research, August 6, 2004). Por sua vez, novas utilizações armas biológicas pelos militares dos EUA também podem ser encaradas tal como sugerido pelo PNAC: "Formas avançadas de guerra biológica que podem "alvejar" genótipos específicos podem retirar a guerra biológica do âmbito do terror e transformá-la numa ferramenta politicamente utilizável" (PNAC, op cit., p. 60).

Capacidades militares do Irão: Mísseis de médio e longo alcance

Range of Iran's Shahab Missiles. Copyright Washington Post.

O Irão tem capacidades militares avançados, incluindo mísseis de médio e longo alcance capazes de atingir alvos em Israel e nos Estados do Golfo. Daí a ênfase da aliança EUA-NATO-Israel na utilização de armas nucleares, as quais estão destinadas a serem utilizadas tanto antecipativamente como em resposta a um ataque de mísseis retaliatório do Irão.

Em Novembro de 2006, testes iranianos de dois mísseis de superfície foram marcados pelo planeamento preciso numa operação cuidadosamente encenada. Segundo um perito americano de mísseis (citado pela Debka), "os iranianos demonstraram tecnologia de lançamento de mísseis actualizada, a qual o Ocidente não sabia que possuíam". (Ver Michel Chossudovsky, Iran's "Power of Deterrence" Global Research, November 5, 2006) Israel reconheceu que com "o Sheab-3, cujos 2000 km de alcance abrangem Israel, o Médio Oriente a Europa estão ao seu alcance" (Debka, November 5, 2006)

Segundo Uzi Rubin, antigo chefe do programa de mísseis anti-balísticos de Israel, "a intensidade do exercício militar foi sem precedentes... Ele estava destinado da fazer impressão – e fez impressão". ( www.cnsnews.com 3 November 2006)

Os exercícios 2006, se bem que criando um conflito politico nos EUA e em Israel, não modificou a resolução dos EUA-NATO de travar guerra contra o Irão.

Teerão confirmou em várias declarações que responderá se for atacado. Israel seria o objecto imediato de ataques iranianos de mísseis como confirmado pelo governo iraniano. A questão do sistema de defesa aérea de Israel é portanto crucial. Instalações estado-unidenses e aliadas nos estados do Golfo, Turquia, Arábia Saudita, Afeganistão e Iraque também poderiam ser alvejadas pelo Irão.

Forças terrestres do Irão

Apesar de o Irão estar cercado por bases militares dos EUA e aliados, a República Islâmica tem capacidades militares significativas. (Ver mapas) O que é importante reconhecer é a dimensão absoluta das forças iranianas em termos de pessoas (exército, marinha, força aérea) em comparação com as forças dos EUA e NATO no Afeganistão e no Iraque.

Confrontadas com uma insurgência bem organizada, as forças da coligação já estão demasiado esticadas tanto no Afeganistão como no Iraque. Será que estas forças seriam capazes de aguentar se forças iranianas entrassem nos campos de batalha existentes no Iraque e no Afeganistão? O potencial do movimento da Resistência à ocupação dos EUA e aliados inevitavelmente seria afectado.

As forças iranianas são da ordem do 700 mil soldados dos quais 130 mil são profissionais, 220 mil são conscritos e 350 mil são reservistas. (Ver Islamic Republic of Iran Army - Wikipedia ). Há 18 mil homens na Marinha do Irão e 52 mil na força aérea. Segundo o International Institute for Strategic Studies, "os Guardas Revolucionários têm uma estimativa de 125 mil homens em cinco ramos: A sua própria Marinha, Força Aérea e Forças Terrestres, além da Quds Force (Forças Especiais)". De acordo com o CISS, a força paramilitar de voluntários Basij do Irão, controlada pelos Guardas Revolucionários, "têm uma estimativa de 90 mil membros uniformizados em serviço activos e a tempo inteiro, 300 mil reservistas e um total de 11 milhões de homens que podem ser mobilizados se for necessário" ( Armed Forces of the Islamic Republic of Iran - Wikipedia ). Por outras palavras, o Irão pode mobilizar mais de meio milhão de tropas regulares e vários milhões de milícia. As suas forças especiais Quds já estão a operar no interior do Iraque.

Instalações militares dos EUA e aliados cercando o Irão

Durante vários anos o irão tem conduzido os seus próprios treinos e exercícios. Seus mísseis intermediários e de longo alcance estão plenamente operacionais. Os militares do Irão estão em estado de prontidão. Concentrações de tropa iraniana estão actualmente a poucos quilómetros da fronteira iraquiana e da afegã e na proximidade do Kuwait. A Marinha iraniana está instalada no Golfo Pérsico na proximidade de instalações militares dos EUA e aliados nos Emirados Árabes Unidos.

Vale a pena notar que em resposta ao fortalecimento militar do Irão, os EUA têm estado a transferir grandes quantidades de armas aos seus aliados não-NATO no Golfo Pérsico, incluindo o Kuwait e a Arábia Saudita.

Se bem que as armas avançadas do Irão não se comparem àquelas dos EUA e da NATO, as forças iranianas estariam em condições de infligir perdas substanciais às forças da coligação num teatro de guerra convencional, sobre o terreno do Iraque ou do Afeganistão. Em Dezembro de 2009 tropas terrestres e tanques iranianos cruzaram a fronteira para dentro do Iraque sem serem confrontadas ou desafiadas pelas forças militares e ocuparam um território disputado no campo petrolífero no Maysan Leste.

Mesmo no caso de uma blitzkrieg efectiva, que alveje instalações militares do Irão, seus sistemas de comunicações, etc através de bombardeamento aéreo maciço, utilizando mísseis de cruzeiro, bombas convencionais destruidoras de bunkers e armas nucleares tácticas, uma guerra com o Irão, uma vez iniciada, podia finalmente levar a uma guerra no terreno. Isto é algo que os planeadores militares dos EUA sem dúvida contemplaram nos seus cenários de guerra simulados.

Uma operação desta natureza resultaria em baixas militares e civis significativas, particularmente se forem utilizadas armas nucleares.

O orçamento ampliado para a guerra no Afeganistão actualmente debatido no Congresso dos EUA também está destinado a ser utilizado na eventualidade de um ataque ao Irão.

Num cenário de escalada, tropas iranianas podiam cruzar a fronteira e entrar no Iraque e no Afeganistão.

Por sua vez, a escalada militar utilizando armas nucleares poderia conduzir-nos a um cenário de III Guerra Mundial, estendendo-se para além da região do Médio Oriente e Ásia Central.

Num sentido muito real, este projecto militar, o qual tem estado na mesa de desenho do Pentágono durante mais de cinco anos, ameaça o futuro da humanidade.

O nosso foco neste ensaio foi nos preparativos de guerra. O facto de que os preparativos de guerra estejam num estado avançado de prontidão não implica que estes planos de guerra serão executados.

A aliança EUA-NATO-Israel percebe que o inimigo tem capacidades significativas para responder e retaliar. Este factor em si mesmo tem sido crucial ao longo dos últimos cinco anos na decisão dos EUA e seus aliados de adiar um ataque ao Irão.

Outro factor crucial é a estrutura de alianças militares. Considerando que a NATO tornou-se uma força formidável, o Acordo de Cooperação de Shangai (SCO), constituído por uma aliança entre a Rússia, a China e um certo número de antigas repúblicas soviéticas, foi significativamente enfraquecido.

As ameaças militares contínuas dos EUA contra a China e a Rússia estão destinadas a enfraquecer o SCO e desencorajar qualquer forma de acção militar da parte de aliados do Irão no caso de um ataque US-NATO-israelense.

O que são as forças contrabalançadoras que podem impedir esta guerra de verificar-se? Há numerosas forças em andamento dentro do aparelho de estado e do Congresso dos EUA, do Pentágono e da NATO.

A força central na prevenção de uma guerra vem em última análise da base da sociedade, exigindo vigorosas acções anti-guerra de centenas de milhões de pessoas por toda a terra, nacional e internacionalmente.

O povo deve mobilizar-se não só contra esta diabólica agenda militar, a autoridade do Estado e dos seus responsáveis também deve ser desafiada.

Esta guerra pode ser impedida se os povos vigorosamente confrontarem seus governos, pressionarem seus representantes eleitos, organizarem-se ao nível local em cidades, aldeia e municípios, difundirem a palavra, informar seus concidadãos quanto às implicações de uma guerra nuclear, iniciarem debates e discussões dentro das forças armadas.

Manifestações de massa e protestos anti-guerra não são suficientes. O que é necessário é o desenvolvimento de uma rede vasta e bem organizada a partir da base que desafie as estruturas de poder e a autoridade.

O que é necessário um movimento de massa do povo que vigorosamente desafie a legitimidade da guerra, um movimento popular global que criminalize a guerra.
Nota do autor: Caros leitores do Global Research, por favor difundam este texto amplamente para amigos e familiares, em fóruns na Internet, nos lugares de trabalho, na sua vizinhança, nacional e internacionalmente, tendo em vista reverter a maré da guerra. Difundam!