terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os Anjos (caídos) de Deus:Nomes e Obras de Satanás!






Lançou sobre eles o ardor da sua ira, furor, indignação, e angústia, mandando maus anjos contra eles. Salmos 78: 49.

Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso; isto será a porção do seu copo. Salmo 11: 6

Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Salmos 91: 11

Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, vós que excedeis em força, que guardais os seus mandamentos, obedecendo à voz da sua palavra. Salmos 103: 20

Faz dos seus anjos espíritos, dos seus ministros um fogo abrasador. Salmos 104: 4

Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos. Salmos 148:2

Há muitas fantasias e mitos criados por Hollywood envolvendo um mundo inventado pelos homens incrédulos, com mitos, fadas, extraterrestres, gnomos, hell boy, etc., que nada mais é do que a total rejeição à Palavra de Deus acerca dos anjos e demônios, céu e inferno, Cristo, Deus, Trindade, e a Soberania de Deus. As escrituras falam de seres espirituais poderosos e invisíveis, numa dimensão espiritual fora do nosso mundo físico. A terra é um subdomínio, uma parte deste mundo invisível. O que a Bíblia nos ensina é que a vida eterna é o assunto principal que domina este mundo espiritual. Ele se resume entre criaturas caídas, que trabalham para aquele que tinha o império da morte, isto é, Satanás, e os anjos que estão a serviço dos eleitos de Deus. Neste conflito, o tema principal é o destino da raça humana. Apocalipse. 6: 2; II Cor 10: 4; Efésios 6: 12. As armas utilizadas não são carnais, e nem se trata de uma luta eminentemente física. No entanto, a Besta que sobe do abismo fará guerra contra os santos, (Apocalipse 13), então veremos perseguição e aflição, as quais Jesus descreveu assim: “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver” (Mateus 24: 21).

Os anjos, tanto bons quantos maus, estão envolvidos nesta batalha espiritual, assim como toda a raça humana. I Cor. 4: 9; Efésios 3: 9-11; Col . 3: 15; Lucas 15: 7; Hebreus 2: 5 (o mundo vindouro não estará sujeito aos anjos, mas hoje está, pois Adão perdeu este direito, e Satanás se assenhoreou deste mundo, por isso é o príncipe deste mundo, mostrou e ofereceu a Cristo os reinos deste mundo e sua glória (Mateus 4: 1-11). Os anjos estão intimamente envolvidos nos processos físicos que se desencadeiam aqui na terra, vemos isso em Apocalipse 13: 4 e 13 (fogo), 8: 7 (granizo), 8:10 (meteorito), 16: 8 (processos nucleares de produção de energia em nosso sistema solar), II Samuel 24: 15-16, setenta mil (70.000) homens mortos por uma pestilência causada por um anjo. Cento e oitenta e cinco mil (185.000) soldados assírios mortos pelo anjo do Senhor (Isaías 37: 36).

Nomes de Satanás:

Inimigo, adversário, maligno, belial, apolion, belzebu, príncipe dos demônios, a antiga serpente, homicida, pai da mentira, enganador, príncipe deste mundo, anjo do abismo, acusador dos irmãos, maligno, homem forte e armado. Cristo se refere a ele em termos militares, homem muito forte e armado. Ele tem anos de experiência nessa luta psicológica. Não há motivo algum para ficarmos assustados, com medo, pois a sua guerra é basicamente psicológica.

Seus nomes genéricos são importantes.

Anjo = mensageiro

Demônio = 69 vezes no Velho e no Novo Testamento

Satanás = inimigo, acusador, adversário

No Novo Testamento:

Diabo = 35 vezes

Satanás = 52 vezes

19 livros do NT utilizam estes termos.

Todos os anjos foram criados (Gênesis 1: 2-3) e um terço deles caíram (Ezequiel 28: 1-19, o rei de Tiro é uma figura da pessoa e queda de satanás, assim como o rei de Babilônia, Isaías 14: 1-17).

O leviatã, no livro de Jó, tem características não compatíveis com qualquer outro animal, assim como a descrição de satanás em Ezequiel 28 e I Timóteo 3: 6 nos mostram o motivo de sua queda (Prov. 16: 18). Os querubins cobriam a arca (anjo cobridor) e são responsáveis pelo louvor no céu (Ezequiel 28: 13).

Estrela da manhã = Portador de Luz = Anjo de luz (assim apareceu e enganou a Adão e Eva.

Satanás = Aborrecedor = Aborrece a Deus e aos homens. Ele está cheio de ódio, malícia e desprezo contra tudo o que é santo, puro, justo, amável. Vemos isso na forma como Jesus foi tratado, ou seja, desprezado, esbofeteado, chicoteado, cuspido, ridicularizado, e finalmente crucificado. É adversário e inimigo dos salvos, por isso muitos foram mortos, apedrejados, expulsos, torturados, abusados, queimados vivos e etc.

Diabo = representado pelo cabrito= um dos animais mais baixos.

Acusador = (Apocalipse 12: 10 - Tiago 3: 6 “a língua inflamada pelo inferno”)

Príncipe da potestade do ar = Efésios 2 e 6

Refere-se ao fato de que satanás tem certo controle sobre a natureza - Jó 1: 16 e 19, controlando os ventos, e por meio deles o próprio clima (Apocalipse 7- quarto anjos controlando os quatro ventos, Apocalipse 13: 13 – O falso profeta enviado pelo dragão faz descer fogo do céu).

Também se refere a hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais, ou seja, os anjos que ocupam os lugares celestiais, exército de anjos e todo aspecto religioso que envolve este assunto, por exemplo, horóscopo, zodíaco. Este é um assunto antigo, introduzido pelos anjos caídos do mundo pré-diluviano e propagado por Ninrode, na Torre de Babel – Gênesis 11 - (não para alcançar o céu, mas para guiar suas vidas através da astrologia, zodíaco, etc.), alastrando-se através dos povos pagãos e idólatras que eram adoradores do sol, lua, estrela e todo o exército dos céus, e nada mais é do que a adoração ao diabo. (Atos 7: 42-43; II Crônicas 11: 14-15; Jeremias 19: 13; II Reis 23: 5; Jeremias 44: 17-23).

Príncipe deste mundo (João 14: 30; 16: 11; II Coríntios 4: 4). Satanás se apoderou deste mundo, enganando o homem e tomando o que lhe pertencia.

Abadon e Apolion – Apocalipse 9: 11 = destruição e perdição, ou seja, o propósito do Diabo (João 10: 10). Aquele que constantemente destrói, pondo a perder tudo o que é bom, amável, justo, moral, verdadeiro, toda a fé, santos, igrejas.

As obras de Satanás:

Jó 1: 12 e Lucas 22: 31– Satanás é obrigado a pedir permissão. Não pode fazer nada, possuir, cirandar, causar dano, sem ser autorizado por Deus. (Apocalipse 12: 12; I Pedro 5: 8). Ele pode influenciar a mente, mas não pode lê-la, pode cegar o entendimento, retirar a semente semeada no coração, levar cativo através da sua vontade. A expressão mais alta deste texto, ou seja, o êxito maior que satanás pode alcançar é a possessão demoníaca.

I Coríntios 10: 20 – Todos os não convertidos, pagãos e adoradores dos falsos deuses, são adoradores do diabo.

1- Ele engana “todo o mundo”.

2- Oferece resistência ao evangelismo (I Coríntios 16: 9; I Tessalonicenses 2: 18)

3- Faz guerra aos santos – Há uma hierarquia de demônios (Apocalipse 12).

4- Propaga a Heresia – Judas, Demas. I Timóteo 5: 15; II Timóteo 4: 10

5- Tenta os eleitos – Ananias e Safira – Atos 5

6- Ataca aos eleitos, física e psicologicamente – II Coríntios 12- “Mensageiro de satanás”.

Não devemos temê-lo, mas para isso precisamos estar preparados e vestidos com toda a armadura de Deus. Mateus 17: 21 – Efésios 6: 10-19.

Erros comuns ao lidar com este tema.

1- A Palavra de Deus é a única fonte verídica sobre este tema – II Timóteo 3: 16-17. Temos nas Escrituras tudo o que devemos saber, e o que é necessário. Não há um estudo sistemático, nem mesmo detalhado, mas tudo o que precisamos saber, Deus nos revelou em Sua Palavra. Filmes, experiências, contos (fantasmas, espíritos), tradições, especulações, e idéias carismáticas, tais como livros ou relatos e experiências de exorcismos (conversas com o diabo) são fontes no mínimo duvidosas, para não dizer; diabólicas. Isaías 8: 19-20.

Colossenses 2: 18: Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão.

2- Passam a idéia de que o inferno não existe, não há sofrimento ou castigo após a morte.

Cristo não gastou tempo dialogando com os demônios, antes, os fazia calar! (Marcos 1: 23-25; Lucas 8: 26-33).

“A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira!” II Tessalonicenses 2:9

Deveríamos nos perguntar que tipo de conhecimento Satanás revela de si mesmo já que ele é o “Pai da mentira”. (João 8: 44)

3- O diabo não é Onipresente, Onipotente, e nem mesmo Onisciente.

Apocalipse 12: 1-9 – Ele foi lançado fora, foi precipitado! A maioria das igrejas carismáticas atribui estes atributos ao diabo. Nenhuma criatura possui estes atributos. Jó 1: 6-7 – E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.

Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.

Por isso há uma hierarquia de exércitos, legiões, principados, potestades e etc. Ele depende dos seus emissários, seus anjos e desta hierarquia toda. O futuro lhe é desconhecido. Ele tenta se antecipar, ou antecipar as coisas, tentando adivinhar, assim como os astrólogos, feiticeiros, e falsos profetas. Deuteronômio 18: 18-22. Ele parece ser um gênio, mas só trabalha com informações previamente obtidas. Atos 16: 16 nos mostra uma mulher que tinha um espírito de adivinhação, e este lhe ajudava a fazer prognósticos, mas como sempre, falham, pois se sabiam que seriam expulsos, por que não a levaram para outro lugar? O diabo trabalha com informantes, assim como qualquer setor de “inteligência” de qualquer país, pois ele é astuto (II Coríntios 11: 3), mas há muitas coisas que ele não pode saber de antemão, e por isso falha. Em Isaías 42: 8-9, 46: 9, e 48: 3-5 Deus se mostra como o Único que pode saber o futuro, e desafia os falsos deuses a fazer o mesmo. Em Daniel 2: 1-2, 4, 10, 12; 27-28 vemos que o diabo não pôde ler os pensamentos do rei e por isso os astrólogos ficaram sem resposta.

Somente Cristo pode saber o futuro e ler os pensamentos (Mateus 9: 4; 12: 25: Marcos 2: 6-9; Lucas 6: 8; 11: 17).

Vemos em I Coríntios 2: 11-12, que somente o Espírito Santo sabe o que o que se passa no coração do homem. Por isso, a maior parte daquilo que o diabo sabe, é ou foi obtido através da observação. Por isso ele precisa de um exército de demônios bem organizado. Ele é uma criatura e não possui os atributos divinos (Romanos 2: 16; I Cor. 4: 5).

O diabo não é Onipotente. Todo poder que ele tem é outorgado, emprestado, e limitado. Todos os textos bíblicos ensinam desta maneira. No livro de Apocalipse, capítulo 13, lemos que lhe foi dado poder, grande poderio, lhe foi permitido, assim como em Jó capítulo 1, verso 12, nos é dito que ele não poderia estender a sua mão e tirar a vida de Jó. Em Lucas 22: 31 nos é dito que Satanás esteve pedindo constantemente para cirandar, peneirar, tentar a Pedro.

Em Lucas 4: 6 lemos: E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.

4- Não devemos cair no erro de crer no dualismo (lado a lado). Crer que Satanás seja igual, ou praticamente igual a Deus. É elevar o diabo ao nível de Deus, e baixar Deus ao nível do poder do diabo. É crer que Deus vota a favor e o diabo contra, e há uma luta para ver quem sairá vencedor. É um erro comum entre os carismáticos modernos. O diabo está envolvido em tudo, nas doenças, na política, nos esportes, nos problemas financeiros, e até mesmo dentro de algum cômodo da casa trazendo maus fluídos. (I Pedro 3: 22 – Hierarquia de anjos estão sujeitos a Cristo, Efésios 1: 20-22 – Cristo acima de toda autoridade – Romanos 8: 38- Nem anjos, nem todo exército constituído pode nos separar do amor de Cristo – I João 4: 4 - Maior, mais forte, mais poderoso é o que está em vós. Tudo o que o Senhor quer fazer, Ele faz (Salmo 135: 6; Daniel 4: 35), porém Satanás, tem poder outorgado, emprestado, e limitado.

5- Muitos crêem que Satanás é a única fonte das suas próprias tentações, vícios, enfermidades, e fraquezas, por isso fazem cultos de libertação. Sabemos que há duas formas no grego para a palavra tentado, ou seja, provado e tentado (Tiago 1: 13-15). Aqui vemos que Deus não tenta ninguém, mas muitos crêem que pelo fato de sermos tentado pelo mal, satanás é o culpado de tudo. Entretanto, quando continuamos a ler o texto, que não menciona satanás, entendemos que somos tentados, atraídos e engodados pela nossa própria concupiscência. O processo que envolve a tentação é composto de três passos, são eles: Atração, Sedução, e Queda. Isso envolve a mente, emoções e desejos, e a vontade. O processo é o de arrastar os nossos pensamentos para o pecado. Se não tivéssemos desejos, paixões e vontade da carne, não seríamos seduzidos. Mesmo que satanás e seus anjos fossem presos e privados de agirem neste mundo, os seres humanos fariam exatamente o mesmo que tem feito até agora. No milênio satanás será preso, amarrado por mil anos, e quando solto, sairá a enganar os que habitam na terra, e terá grande sucesso. As nações estarão sendo regidas sob vara de ferro (Apocalipse 2: 27; 12: 5; 19: 15). As condições serão as melhores possíveis, com a direção e orientação da Palavra de Deus e dos crentes glorificados, mas a maioria escolherá a rebeldia (Isaías 30: 21-22; Isaías 35: 1-10). O nosso maior problema está na carne, em nosso velho homem. Sem nascermos de novo, sem conversão, não podemos lutar contra a carne e suas concupiscências. Temos que barrar este processo desde o início, lutando com a ajuda da Palavra de Deus, da oração, e nos afastando do pecado. É claro que satanás procurará entrar de alguma forma neste processo, pois não ignoramos os seus ardis (II Coríntios 2: 11), mas o venceremos ao resisti-lo e também ao resistir ao nosso velho homem (Efésios 6: 13; Hebreus 12: 4; Tiago 4: 7; I Pedro 5: 8-9). Não podemos dar oportunidade a ele, deixando alguma brecha para que satanás tire algum proveito (algum desejo, paixão, emoção descontrolada – Efésios 4: 25-28). Nossos inimigos são: A carne (nós mesmos, nossas próprias concupiscências), o Mundo (e as suas concupiscências) e o Diabo (com seus ardis e artimanhas que instigam a Carne). A única arma que satanás tem é o pecado. Pode ser de omissão, comissão (concessão) ou até mesmo de ignorância. Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem (Stratia=Um exército acampado) contra a alma (I Pedro 2: 11).

Jesus Falou: Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim (João 14: 30). Não encontra nada em minha natureza que possa fazer uso, usar a seu favor, nenhum pecado. Porém, não é assim conosco, pois ele faz uso das nossas concupiscências. A glutonaria, bebedice, maledicência, invejas, porfias, e etc.

Lucas 21:34 E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.

Romanos 13:13 Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.

Gálatas 5:21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

I Pedro 4:3 Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias;

É nossa responsabilidade vigiar e não dar lugar ao diabo! (Mateus 26:41; I Coríntios 15:34; I Coríntios 16:13; I Pedro 5:8).

Em algum sentido satanás e seus anjos tem poder sobre este mundo (Hebreus 2: 5). Este mundo, dentro dos limites estabelecidos pelos planos e propósitos de Deus, está sob domínio de satanás. Vemos isso em Lucas 4: 5-8, onde ele aparece tentando a Cristo e oferecendo os reinos deste mundo, poder, e glória.

Em I João 5: 19 lemos que este mundo está no maligno, ou seja, o mundo está sob o seu domínio e controle, manifestando-se a níveis físicos (possessões demoníacas) e espirituais (espírito de mentira I Reis 22: 22-23).

Ele opera nos filhos da desobediência - Efésios 2: 2 - Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.

Ele, como já vimos, tem certo controle também a nível físico neste mundo. Pode controlar os ventos, o clima, fazer chover fogo do céu (Jó 1: 16-19 e Apocalipse 13: 13)

Há Uma Hierarquia de Demônios

Há uma hierarquia de demônios, uma estrutura organizacional como de uma empresa ou exército e podemos ver isso da seguinte maneira:

1- Pelo uso das palavras principados, potestades, os príncipes das trevas deste século, as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais em Efésios 6: 12. Principado, e poder, e potestade, e domínio em Efésios 1: 21. Anjos, e as autoridades, e as potências em I Pedro 3: 22. Porque nele (Cristo) foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. Colossenses 1: 16. Isso nos mostra que há níveis de autoridade e poder.

2- Pelo uso da palavra Legião em Marcos 5: 9. Trata-se de um termo militar. No mundo Greco-Romano uma legião consistia de um número entre 3 a 6 mil homens. Em Mateus 26: 52-53 Cristo diz a Pedro: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?

3- A passagem de Daniel em que ele conversa com um anjo (Gabriel). Daniel 10: 12-13 e 20: Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. E ele disse: Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia. Estes termos são usados para designar também os anjos caídos e que estavam por detrás dos reinos dos Persas e da Grécia, assim como Miguel é o arcanjo designado para proteger os Judeus. O que é importante não é o fato desses anjos serem designados a determinado povo, mas como eles atuam (hierarquia) e tem poder. E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente. Apocalipse 16: 12.

4- Há graus de maldade, perversão e imundícia entre os anjos caídos.

E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má. Mateus 12: 43-45.

O demônio sai, e volta para aquela pessoa não convertida, tornando o seu estado muito pior. Ele pode deixar uma pessoa encurvada, sem dormir, violenta, e etc. (graus de perversão, maldade e imundícia). (Marcos 5: 1-8; 9: 17-27; Lucas 13: 11-13).

5- Eles participam e influenciam na história do mundo. Estão desempenhando um papel na história humana, a nível global e pessoal. Desastres naturais, acelerar processos naturais, imitar e forjar milagres são alguns de seus trabalhos (anjos caídos).

Para mudar o aspecto deste caso foi que o teu servo Joabe fez isto; porém sábio é meu senhor, conforme à sabedoria de um anjo de Deus, para entender tudo o que há na terra. Eles trabalham buscando adquirir conhecimento, por isso tem seus observadores, e depois usam disto como Janes e Jambres usaram para enganar o Faraó, reproduzindo, rãs, piolhos, sangue. (II Timóteo 3: 8; Êxodo 7: 10-11, 20- 22; 8: 6-7, 16-18). Eles manipulam milagres pré-existentes, enquanto Cristo faz milagres da Criação. Em Lucas 22: 23 vemos um anjo aparecendo no jardim de Getsêmani a fim de fortalecer a Cristo, que estava praticamente entrando em estado de choque, pois seu suor continha sangue. Em João 5: 4, o paralítico (38 anos) de Betesda, e muitos outros enfermos esperavam que um anjo descesse e agitasse a água, para que curasse o primeiro que se jogasse no tanque. Jó foi atacado fisicamente (Elefantíase). Em II Coríntios 12 vemos que um mensageiro de satanás fora enviado para esbofetear a Paulo, causando-lhe um espinho na carne. Herodes morreu comido de bichos quando o anjo do Senhor o feriu (Atos 12: 21-23). Em I Coríntios 5: 5 vemos que o jovem acusado de incesto deveria ser entregue a satanás para destruição do corpo, da carne, ou seja, satanás recebera permissão para afligi-lo fisicamente. Devemos lembrar que satanás tem o império da morte, pois ele foi o primeiro pecador, e o primeiro tentador, trazendo consigo este império, que conduz o homem a morte, através do pecado (Hebreus 2: 14; Isaías 25: 8).

Vemos nos seguintes os anjos caídos atuando de diversas formas:

Em Mateus 9: 32-33 - o vemos causando mudez.

Em Mateus 12: 22 – Cegueira.

Em Lucas 8: 26-36 – Loucura

Em Lucas 13: 11-16 – Um espírito de enfermidade – 18 anos encurvada

Não sabemos e nem podemos ver quando estão atuando, porém sabemos que Deus está protegendo e agindo através dos anjos eleitos a favor daqueles que hão de herdar a salvação (Hebreus 1: 14).

Em Sodoma os homens são afligidos com cegueira pelos anjos enviados por Deus. (Gênesis 19: 11).Deus pode usar qualquer um dos seus anjos, tanto os eleitos quanto aos que caíram, com o fim de cumprir seus propósitos, e estão sob controle total de Deus, inclusive satanás.

6- Sua intervenção neste mundo inclui as guerras e campanhas militares.

E isso ocorre tanto com os anjos bons, quantos com os maus.

O rei da Síria queria lançar mão de Eliseu, pois este protegia o rei de Israel das suas emboscadas, revelando os passos dos Sírios. Então o rei da Síria enviou um exército para capturar Eliseu, e seu moço ficou amedrontado. Eliseu então pede que Deus abra os olhos do seu moço para que ele veja o exército que estava do seu lado (II Reis 6: 1-20). Em Apocalipse 9: 13-21 vemos o mesmo feito, quatro anjos saindo e ferindo de morte a terça parte dos homens. Em Apocalipse 16: 13-16 vemos os anjos congregando os homens para a grande batalha do Armagedom. (Salmo 58, 59, 69, são considerados Salmos de Guerra, onde Deus é invocado para proteger Seu povo). Muitos soldados em meio ao combate experimentam o poder sobrenatural, quer protegendo-os, ou derrotando-os. Acabe foi ferido por uma flecha atirada a esmo (I Reis 22: 34; II Reis 19: 32; Salmo 34: 7; 97: 10).

Os Demônios estão Intimamente Envolvidos nas Religiões Falsas

Os demônios estão intimamente envolvidos nas religiões falsas.

Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. I Coríntios 10: 21

Ao fazer tal declaração, Paulo estava se baseando no Velho Testamento, onde encontramos uma lista de versículos que corroboram esta afirmação.

Levítico 17: 7 - E nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios, após os quais eles se prostituem; isto ser-lhes-á por estatuto perpétuo nas suas gerações.

Deuteronômio 32: 16-17 - Com deuses estranhos o provocaram a zelos; com abominações o irritaram. Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram, novos deuses que vieram há pouco, aos quais não temeram vossos pais.

Salmo 106: 35-38 - Antes se misturaram com os gentios, e aprenderam as suas obras. E serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço. Demais disto, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios, E derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue.

O apóstolo Paulo adverte aos irmãos da igreja de Corinto que os cultos dedicados aos deuses pagãos eram uma forma de adoração e serviço aos demônios. E essa verdade é reforçada no livro de Apocalipse ao mostrar que isso era feito através da idolatria.

Apocalipse 9: 20 E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.

Este é um assunto importante, pois vemos em II Coríntios 11: 13-15 que a tática principal do diabo é a de transfigurar-se em anjo de luz, como no jardim do Éden. Ele não somente se transfigura, mas os seus “ministros” também fazem o mesmo ao se passarem por ministros da justiça. Seria contraproducente para o diabo se mostrar tal como ele é, porém muitos acreditam que sua principal arma é se revelar assim, como nos casos das possessões demoníacas. Entretanto, notamos que ele se mostra bem diferente dos que muitos pensam. Na verdade, satanás se adapta à cultura e religião dos povos pagãos, para alguns o vudu, o espiritismo, e a macumbaria, não lhes assusta, para outros, ele o faz na forma mais culta, através da idolatria ou até mesmo do ateísmo. Nos assuntos religiosos é mais conveniente que ele se disfarce de anjo de luz. Assim, ele pode introduzir aquilo que Gálatas 1: 8 chama de outro evangelho, um evangelho diferente daquele baseado na graça de Cristo, sendo patrocinado por um anjo caído. Eles fazem o que vemos em I Timóteo 4: 1, ou seja, propagar doutrinas de demônios. Eles se infiltram nas igrejas com objetivo de promover tais doutrinas (apostasias), produzindo facções, divisões, e introduzindo heresias. Espíritos enganadores são demônios especialistas na Bíblia, eruditos na corrupção da doutrina verdadeira e em enganar aos ingênuos (Judas 1: 19; Mateus 7: 15; Atos 20: 29). O diabo entrou em duas das sete igrejas mencionadas no livro de Apocalipse, em Tiatira (Apocalipse 2: 18-24), através de uma mulher, ali representada como Jezabel, que se dizia profetiza e enganava à muitos dos membros daquela igreja com idolatria e prostituição espiritual. E também na igreja em Pérgamo, onde falsas doutrinas estavam sendo introduzidas no meio da membresia, a doutrina de Balaão, semelhante à de Jezabel (idolatria e prostituição espiritual), e a doutrina dos nicolaítas, que não passava de paganismo, impureza e corrupção espirituais. E em ambos os casos ele exercia domínio sobre estas igrejas através destes propagadores de heresias.

Os demônios estão envolvidos nos falsos milagres.

Mateus 24: 24 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.

Mateus 24: 11 E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.

Apocalipse 16: 14 Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso.

II Tessalonicenses 2: 9-10 A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.

II Timóteo 3:8 E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.

Mateus 7: 22-23 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

A Possessão demoníaca, suas confusões e erros.

Primeiramente vamos fazer uma análise dos milagres realizados por Jesus. Em algumas ocasiões Cristo falava de seus milagres como se fossem parábolas, uma comparação entre o mundo material e o espiritual. (Mateus 13: 3, 13, e 15; - A conversão e cura, neste texto, trata-se da mesma coisa). Nem sempre o significado de uma parábola era algo evidente. Não devemos olhar para os milagres, as obras e ensinos de Cristo apenas como uma coisa exterior, sem um objetivo maior por detrás dos mesmos (Marcos 8: 18). Os próprios apóstolos tinham dificuldades em enxergar mais além, nas parábolas e milagres, daquilo que era simplesmente externo, óbvio. Quando lemos nas escrituras sobre algum caso de possessão demoníaca, ou milagre, pode haver ali mais de um sentido ou explicação. Cristo vinculava muitos dos seus milagres aos seus ensinos, ao evangelho, ou a Sua obra salvadora. Quando Ele disse: eu sou o pão da vida (João 6: 35), temos a multiplicação dos pães – Sou a luz do mundo (João 9: 5), ocorre a cura do homem cego – Sou a ressurreição e a vida (João 11: 25), logo vem a ressurreição de Lázaro. Tais milagres serviam como uma ilustração viva, gráfica, e sensível das verdades ensinadas acerca da divindade de Cristo.

Quando atentamos para aos milagres de cura, Cristo muitas vezes vinculava estes milagres à salvação dessas pessoas. Podemos ver isso através do uso das palavras: A tua fé te salvou

Mateus 9: 22 – A mulher com um fluxo de sangue há 12 anos.

Marcos 10: 52 - A cura do cego Bartimeu.

Lucas 10: 19 – (A cura dos dez leprosos).

Salvação física acompanhada da salvação espiritual.

Mateus 9: 2 – A cura de um paralítico (v.5 “Pois, qual é mais fácil? dizer: Perdoados te são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda?”).

Mateus 9: 12 - Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. A doença que necessita de cura, aponta para a verdadeira necessidade das pessoas, ou seja, a cura de seus pecados. E o vínculo se encontra no verso seguinte, “v. 13- Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” O que sucede na esfera física é reflexo daquilo que ocorre espiritualmente. Todos os que não se consideram doentes, não procurarão o médico.

As enfermidades de qualquer tipo (lepra, surdez, cegueira, paralisia, e até mesmo a morte acompanhada de ressurreição), apontavam para a incapacidade das pessoas, assim como para a sua verdadeira condição, pois o fim delas era a morte. Enquanto os milagres de Cristo, que eram sobrenaturais, instantâneos, e completos, apontavam para o Seu poder de perdoar e regenerar. O pecado, que conduz o homem à morte, necessita de uma intervenção da parte de Deus, através da sua misericórdia e cura divinas.

Exorcismo Também Significava mais do que Muitos Vêem e Entendem

Exorcismo também significava mais do que muitos vêem e entendem.

Marcos 1: 27 - E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

Mateus 12: 28 e 29 - Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus. Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?

Há duas realidades espirituais no milagre de exorcismo feito por Cristo:

1- A chegada do Reino de Deus

2- A Derrota do diabo

A enfermidade requer um milagre de cura, que verifica a verdadeira situação espiritual da pessoa.

Qual a verdadeira situação espiritual do homem? (Efésios 2: 2; I João 5: 19; João 8: 44; II Timóteo 2: 25 e 26)

Enfermos, mortos em delitos e pecados, dominados pelo diabo, filhos de satanás, completamente cegos em seus entendimentos, escravos voluntários de satanás, instrumentos para disseminar heresias.

Esta escravidão ao diabo (Romanos 6 – escravos libertos do pecado) é exatamente o que vemos em forma externa na realidade de uma pessoa possuída pelo demônio, era uma evidência externa do domínio que satanás exercia sobre esta pessoa, utilizando sua mente, seus membros, sua voz, etc. Numa perspectiva espiritual, todos os não convertidos tem feito um pacto com satanás, estão sob seu domínio, fazem sua vontade, estão no maligno (I João 5: 19). Portanto, para serem livres desta escravidão, das garras do diabo, elas necessitam do mesmo poder salvador e regenerador. O mesmo poder que cura um enfermo, expulsa satanás, é o mesmo que salva, regenera, e tira a pessoa do reino das trevas e a conduz para o reino da luz.

Mateus 9: 5 - “Pois, qual é mais fácil? dizer: Perdoados te são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda?”

Para tratar com uma pessoa não convertida, ou com uma pessoa enferma, ou endemoninhada, o ponto é o mesmo, se requer o mesmo, a conversão, pois todos são escravos de satanás. É uma realidade da doutrina da depravação total e hereditária. Acaso pode uma pessoa possuída expulsar por si só o demônio, curar-se de qualquer enfermidade? Não há, na lista dos dons, o dom de expulsar demônios. Todos os exemplos bíblicos de exorcismo ocorrem no contexto do evangelismo, a proclamação do evangelho (Lucas 4: 41 – os Setenta; Atos 8: 7 – Felipe; Atos 16: 18; 26: 18 – Paulo). Quando uma pessoa é salva, é libertada do poder de satanás, da sua escravidão e trasladada ao reino de Deus (Colos 1: 16). Não importa se está doente ou não, se era possuída ou não, somente o poder do evangelho é que a pode resgatar. Em Atos 19: 13 vemos que alguns judeus, pretensamente exorcista, não puderam expulsar o demônio, pois tentaram fazer sem a proclamação do evangelho. Não há fórmula mágica para tratar com possessões demoníacas, a não ser a proclamação do evangelho, caso contrário, o efeito é pior. O único remédio é a pregação do evangelho e a intervenção do Espírito Santo, através da regeneração.

E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má. Mateus 12: 43-45.

Em Mateus 17: 14-21, os apóstolos não puderam expulsar aquele demônio, ou como diz o texto, curar aquele menino (v.18). Cristo os repreende por causa da pouca fé deles (depender totalmente do poder soberano de Deus). Eles deveriam confiar que somente pelo poder de Deus é que poderiam expulsá-lo. Ele é o único que pode fazer tal coisa, não são ritos, cerimônias, ou mesmo invenções e estratagemas humanos que podem livrar um homem das garras do diabo.

Em Marcos 9: 28 vemos que há graus (esta casta) de maldade e depravação entre os demônios caídos, assim como há graus de depravação e maldade entre os homens, chegando a níveis tão extremos de depravação, doenças e domínio total do diabo, como a possessão demoníaca (II Pedro 2: 12), por isso somente com oração e jejum é que os tais podem ser vencidos, ou seja, nosso preparo espiritual é um fator importante quando testificamos, oramos e pregamos o evangelho. Deve haver uma dependência total no que diz respeito ao poder de Deus, pois somente Ele é que pode salvar e regenerar tais pessoas. Há em certos casos que demonstram que somente através de uma dependência extraordinária de Deus é que podem ser resolvidos.

Os Casos reais de possessão demoníaca.

Hoje em dia, os casos reais de possessão demoníaca, que podem ser indiscutivelmente considerados, não são comuns. Primeiro porque não convém ao diabo, pois se apresentar como “anjo de luz” lhe é mais conveniente, a não ser naqueles países ou culturas aonde tal fenômeno não é de fato estranho ou assustador. Todos os não convertidos são seus servos ou escravos, e por isso ele não têm a necessidade de agir de forma contraproducente, tomando-os fisicamente. Eles o servem melhor sem este fenômeno.

Tanto hoje em dia, quanto no passado, Deus não permitia que satanás agisse sem o seu consentimento. Vemos que Deus tem restringido ao diabo quanto a este tipo de manifestação demoníaca na dispensação do evangelho, e não permitido tantos casos.

Os verdadeiros filhos de Deus não podem entrar em contato com uma pessoa endemoninhada sem que Deus o permita, pois isso não lhes ajudaria ou mesmo seria necessário. No Novo Testamento isso sempre ocorria no contexto do evangelismo.

Fenômenos característicos das pessoas endemoninhadas no Novo Testamento são as seguintes:

1. Poder Físico extraordinário (Lucas 8: 29)

2. Uma tendência à mutilação, autodestruição e suicídio (Marcos 9: 22) lançando-se no fogo, água (Mateus 17: 15).

3. Em todos os casos havia uma resistência fortíssima ao evangelho.

4. O corpo e a voz eram usados como instrumentos do diabo.

5. Algumas enfermidades aparentemente não tinham nenhuma causa física.

6. Enfermidade mental, múltiplas personalidades.

Quando ocorrem tais casos? Nem todos os que começam com o sexo ilícito terminam como sodomitas, com bebidas alcoólicas e terminam como bêbados, com drogas e terminam dependentes. Na maioria dos casos de possessão demoníaca há uma brecha, uma porta aberta, alguma disposição. Espiritismo, Vudu e Macumbaria, são algumas formas evidentes disso. Devemos lembrar que quando Jesus expulsou os demônios daquele(s) homem(s) na cidade dos Gadarenos, eles pediram permissão para entrarem nos porcos e não serem lançados no abismo (Lucas 8: 31-32). Portanto, se eles têm que pedir permissão para entrar em animais, muito mais nos seres humanos.

Será que um crente em Cristo, filho de Deus, nascido de novo, pode ser possuído pelo demônio? A resposta é NÃO!!!! Pois para que tal coisa ocorresse, o diabo teria que ser mais poderoso do que Deus, o Espírito Santo, e o Filho - Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo (I João 4: 4).

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir (Romanos 8: 38).

Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (I Cor. 6: 19).

Mas vós sois dele (Deus), em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção (I Cor. 1: 30).

Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca (I João 5: 18).

Até que ponto um Crente em Cristo pode ser oprimido, controlado ou “supostamente” escravizado por um demônio? Não se trata de possessão demoníaca, mas algo menor como um espírito de depressão, opressão. Hoje há muitos ministérios dirigidos a “cura e libertação” de “crentes” supostamente oprimidos, dominados e deprimidos por algum espírito. Tais ministérios estão totalmente equivocados, errados, torcendo o ensino das Escrituras no que diz respeito à doutrina de Deus, ensinando assim o dualismo.

Tanto Romanos 6 (vs. 14; 17; 18; 20; 22), quanto I João, ensinam que todo verdadeiro convertido já está liberto do poder, domínio e escravidão do pecado. Portanto, estes ministérios de libertação estão diretamente afrontando a doutrina da salvação, pois se tais pessoas ainda são dominadas pelo pecado, demonstram claramente que necessitam de conversão. Se satanás vai e vem, fazendo o que bem quer, significa que aquela casa foi varrida e adornada, mas Cristo nunca habitou nela (Mateus 12: 44). O que tais pessoas precisam não é de uma cerimônia de exorcismo, de cura ou libertação, aonde são ensinados que satanás é o culpado pelos seus pecados e ações, mas de ouvirem o evangelho e se arrependerem dos seus pecados, livrando-se assim do domínio que o pecado exerce sobre os seus corpos (Romanos 6: 6 e 17). Se somos guiados pela carne, então não somos convertidos (Romanos 8: 14). O verdadeiro salvo luta para mortificar a carne (Romanos 7, Rom. 6: 16) e vivificar a obra do Espírito (Colos. 3: 15). O pecado, o velho homem, a velha natureza, que ainda permanece no crente, é mortificada a cada dia, mas o crente já está limpo, regenerado (João 13: 10-11; 15: 3). O diabo pode ter lugar na vida do salvo quando este é desobediente, negligente, ou rebelde, caso contrário, somente por permissão de Deus, como no caso de Jó. (Efésios 4: 27 - Não deis lugar ao diabo - Tiago 4: 7 - Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós - I Cor. 10: 13 - Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar).

As Obras Mais Comuns do Diabo

As obras mais comuns do diabo, num sentido global, são as seguintes: antecipação e oposição, imitação e perversão.

Antecipação e Oposição – é o que vemos nas escrituras e na história (Gênesis 3: 15 – A perseguição à semente da mulher “Cristo”; Apocalipse 12, também aos remanescentes).

Podemos ver isso quando Caim mata Abel (Gên. 4: 8), quando os demônios tentaram contaminar geneticamente a raça humana (Gên. 6), quando Faraó tentou exterminar os meninos que nascessem (Êxodo 1: 12-17), quando tentou exterminar os Judeus (Ester), no tempo da encarnação de Jesus em que Herodes manda matar todos os meninos de até dois anos (Mateus 2: 13), no início do ministério de Cristo, tentando-O (Mateus 4), com o apóstolo Pedro, ao tentar impedir a Cristo de ir à Cruz (Mateus 16: 23), quando os apóstolos foram estorvados em seu trabalho (I Tess. 2: 18), durante a grande tribulação (Apoc. 11: 7).

Imitação de Deus e Perversão da verdade. Ele criará uma trindade satânica (Apoc. 20: 10), é o pai da mentira, e tem filhos obedientes (João 8: 44). Ele imita as coisas profundas de Deus (mistério da piedade – I Timóteo 3: 16) criando o mistério da impiedade (II Tess. 2: 7), opondo-se a verdade (II Tess. 2: 4), criou e cria igrejas falsas, sinagogas de satanás, para opor-se a igreja verdadeira (Apoc. 2: 9 e 3: 9), operando sinais e prodígios de mentira, em contraste com os milagres de Cristo (II Tess. 2: 9), ele se apresenta como anjo de luz, em imitação àquele que é a luz do mundo (II Cor. 11: 14; João 8: 12), ele tem anjos ao seu serviço, assim como Cristo (Mateus 26: 53; Apoc. 12: 3-4), o próprio anticristo se autoproclamará deus (II Tess. 2: 4), ele tem seus mártires, que se dispõem a morrer em sua causa, imitando os eleitos, que morrem por seu testemunho (Apoc. 12: 11, Hebreus 11: 32-40), ele tem e ensina doutrina de demônios (I Timóteo 4: 1; João 7: 16) para confundir as doutrinas de Deus. Ele imita todas as coisas importantes, Deus (Satanás), Cristo (anticristo), o Espírito Santo (falso profeta), Sua Palavra, Seus apóstolos, Seus ministros e Sua igreja.

Como devemos agir com relação ao diabo?

1- Sem temor algum! O evangelho é a nossa segurança. II Timóteo 1: 7; Filipenses 1: 28; I João 3: 8; II Coríntios 10: 4.

2- Com vigilância! I Pedro 5: 9

3- Com sabedoria! Não devemos ignorar (voluntariamente) seus ardis (II Coríntios 2: 11). Não lhe dar lugar ou enfrentá-lo com nossas próprias armas.

4- Enfrentá-lo com toda a armadura de Deus (Efésios 6: 13-20), pois sem ela não podemos resisti-lo ou enfrentá-lo. Essa armadura se trata do verdadeiro evangelho.

5- Lembrar que Cristo já triunfou sobre o império de satanás. Hebreus 2: 14- 15; Col. 2: 15. Cristo já o derrotou com o Santo Evangelho.

Nossa vitória já é certa (Lucas 11: 21-23). O homem forte armado, satanás, que guardava este mundo, ao se assenhorear dele desde a queda de Adão, foi desarmado, pois a sua única arma é o pecado. Cristo o venceu, tomou suas armas, o depôs de seu trono e saqueou seus bens (almas dos homens) ao morrer na Cruz e resgatá-los dos seus pecados e da escravidão em que se encontravam.

A Derrota de Satanás e o Triunfo de Cristo

Apocalipse 12: 1-17 e 5: 1-14 – A Derrota de satanás e o Triunfo de Cristo. Uma forma condensada do livro de Apocalipse.

Um sinal no céu – nos mostra que o conteúdo é simbólico. Há aqui três quadros simbólicos, que representam coisas reais.

1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. 2 E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.

1- A Mulher - Esta mulher representa a nação de Israel (esposa de Jeová). Não é a igreja, pois ela não gerou a Cristo, também não é Maria, pois as coisas que são relatadas aqui não ocorreram com ela, são futuras, ela não fugiu para o deserto por três anos e meio nem foi tragada por um dilúvio de águas. Os judeus não estarão pregando o evangelho, mas os judeus ímpios serão mortos, enquanto um remanescente (144mil) será protegido e escondido por Deus.

2- O Filho - Quando nasce o seu filho (cap. 12 v.5, cap. 5), ele é arrebatado, sendo destinado a reger o mundo. Jesus Cristo!

3- O Dragão – (v.3, 9) um imitador de Deus, que caiu juntamente com um terço dos anjos. Satanás e sua tentativa de destruir a Cristo desde o seu nascimento (Antecipação e Oposição). Verso 15, ele tentará matar os judeus, mas não conseguirá, então sairá com grande ira a perseguir o remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo, ou seja, sua igreja.

A partir do verso 7 até ao 11 vemos a vitória de Cristo. Satanás perde toda a sua base legal de acusar os filhos de Deus (Romanos 8, Lucas 10: 18). Cristo compareceu ao céu e apresentou as evidências físicas de sua interseção pelos pecadores.

A grande ira do diabo (v.12 ao 17) por ser legalmente vencido, então passa a impedir e atrapalhar o trabalho dos salvos (evangelismo). Cristo, pela morte, venceu satanás, pagando o preço requerido pela justiça de Deus.

Há séculos que Israel estava esperando um Libertador, o seu Messias, que sem nenhuma dúvida é o Senhor Jesus Cristo. Jesus foi prometido desde o dia que Adão e Eva caíram em desgraça, trazendo a toda humanidade a pior doença do universo, que é o pecado. Jesus é a semente da mulher no capítulo três de Gênesis.

“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15).

Durante séculos esta promessa foi repetida pelos antigos profetas. Também os sacrifícios de animais indicavam que um dia o Messias seria sacrificado para pagar o pecado do homem.

Jesus nasceu neste mundo através desta mulher, ou seja, através da nação de Israel. Israel é esta mulher do capítulo 12 de Apocalipse.

João continuou olhando em sua visão, e eis que ele contemplou um grande dragão vermelho. Este dragão tinha sete cabeças e dez chifres. Sobre as suas cabeças sete diademas, ou coroas.

É importante saber que diadema significa coroa. Coroa é o símbolo de poder e autoridade do rei. Então, o dragão mencionado neste capítulo, terá autoridade e muito poder quando estiver reinando aqui na terra.

Este dragão é o Diabo que vai governar o mundo mediante o Anticristo. É bom lembrar também, que dragão com sete cabeças não existe, nunca existiu, e nunca existirá. É somente uma lenda inventada pelos homens. Na mitologia antiga, o dragão era a fera mais temível que existia na imaginação dos homens.

Deus usa este bicho imaginário para demonstrar o quão terrível é o Diabo. O Diabo é feio em seu caráter. Ele é maligno e perverso em sua natureza depravada.

No versículo quatro temos um pequeno relato do que aconteceu com Lúcifer, provavelmente antes da criação do homem e dos animais. Diz que o dragão levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra. Este acontecimento se deu na rebelião que houve no céu em tempos remotos, muito antes que o homem fosse criado. Estrelas referidas no versículo quatro são os anjos que se uniram ao Lúcifer ou Satanás para lutar contra Deus. Estes anjos caídos de sua posição original, em outras partes da Bíblia, são chamados de demônios ou espíritos imundos.

O apóstolo Pedro diz que o Diabo é o nosso adversário, e que ele anda bramando como leão em torno de nós para nos tragar, I Pedro 5:8. Ele e uma grande parte dos anjos caídos têm a terra como seu principal alvo de ataque contra a principal e mais nobre criação de Deus, que é o homem. No livro de Jó Satanás disse a Deus que estava passeando e rodeando a terra, Jó 1:7 e 2:2.

Este dragão estava esperando que a mulher desse à luz ao filho, para que pudesse matá-lo. Satanás sabia de toda a profecia divina. Ele conhecia o plano de Deus. Porém, ele era contra o divino plano do Todo-Poderoso, pois neste plano, além da salvação do homem, estava incluída a destruição do Diabo e de todo o seu reino. Por isso, tão logo Jesus nasceu, o Diabo tentou acabar com o Messias, por meio de Herodes. Veja Mateus 2:16.

No versículo cinco temos a informação de que a mulher deu à luz a um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro. Este mesmo filho foi arrebatado para Deus e seu trono.

Não há a menor dúvida de que este filho é o Senhor Jesus Cristo. Ele vai reinar sobre todas as nações da terra quando voltar a este mundo. Temos esta confirmação em várias passagens da Bíblia. Jeremias 23:5; Lucas 1:33. Foi o mesmo Jesus que retornou ao céu, junto ao Pai, e está assentado em seu trono. Veja Hebreus 12:2.

No versículo seis diz que a mulher, ou seja, Israel fugiu para o deserto para que fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. Estes dias significam três anos e meio. Então Israel será protegida por Deus durante estes três anos e meio.

Vimos que a mulher descrita no capítulo doze é a própria nação de Israel. Ela estava grávida e sofria para dar à luz um filho homem, Apocalipse 12:2.

Também João viu um dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre a cabeça dez diademas, ou seja, coroas. Quem usa coroa tem autoridade e poder. Então este dragão estava revestido de poder e autoridade, Apocalipse 12:3.

Notamos que este dragão é o próprio arquiinimigo de Deus, Satanás ou o Diabo, que desde os tempos remotos tem lutado para ser o senhor do universo. Este adversário de Deus conseguiu penetrar sorrateiramente no jardim do Éden, onde se encontrava a obra prima-prima de Deus, o homem e sua esposa, e ludibriou o casou, roubando assim o domínio deste planeta. Veja o que Satanás disse a Jesus Cristo em Lucas 4:6.

Entendemos que Satanás trouxe uma terça parte das estrelas do céu. Estrelas referidas aqui quer dizer anjos. Então 33% das criaturas angélicas foram lançadas na terra com a queda de Lúcifer. Lúcifer é o nome original de Satanás antes da sua queda.

Vimos que a mulher deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações, versículo 5. Este filho é Jesus Cristo. Pois Jesus foi arrebatado para Deus e seu trono quando foi morto pelos nossos pecados.

No final dos tempos vai haver uma perseguição implacável da parte de Satanás contra a mulher. Esta mulher que é a nação judaica vai ser protegida por três anos e meio. Mil duzentos e sessenta dias são os mesmos três anos e meio, versículo 6.

João viu uma guerra travada no céu. O dragão e a terça parte das estrelas, ou seja, anjos que seguiram Satanás em sua rebelião contra Deus, batalhavam contra o arcanjo Miguel e seus anjos, versículo 7.

No versículo oito é dito que o dragão e seus anjos foram definitivamente expulsos dos céus. Note que a palavra céu está no plural. É bem provável que Lúcifer era responsável por uma imensa região do universo.

A queda do dragão foi estrondosa. Ele foi expulso juntamente com todos os anjos que lhe seguiram, versículo 9. Jesus disse que a queda de Satanás do céu foi como um raio, Lucas 10:18.

João ouviu uma grande voz no céu, sem dúvida alguma de muitas criaturas angélicas, proclamando a vitória cabal de Cristo contra o poder satânico. Será o fim de Satanás e de todas as suas hostes malignas! Finalmente o reino eterno de Deus será estabelecido para todo o sempre, e as forças do mal serão extintas, versículo 10.

Uma retrospectiva da história é feita a partir do versículo 12. Expulso do céu, Satanás ficou furioso quando caiu na terra. O primeiro ataque desferido por Satanás na terra foi no jardim do Éden. Sua fúria não se desfez quando derrubou Adão e Eva. Ele continuou desferindo os seus golpes devastadores contra a humanidade. Ele está furioso principalmente contra os que servem a Deus. Adão e Eva não foram as suas únicas vítimas, mas os demais homens também foram atacados por este terrível agente do mal.

1. Depois de Adão e Eva, Caim foi manipulado pelo Diabo para odiar e matar Abel, Gênesis 4:8; I João 3:12.

2. Em seguida, sua vítima foi contra Lameque, Gênesis 4:23-23.

3. Nos dias de Noé, uma geração inteira foi atacada pelo inimigo, causando grande desgosto a Deus, o que levou a consumir os habitantes da terra através do dilúvio, Gênesis 6:1-13.

4. Tão logo terminou o dilúvio, o próprio Noé foi usado pelo adversário, quando ficou completamente nu em sua tenda, provocando um grave erro em Cão, seu filho menor, quando com deleite contemplou sua nudez, Gênesis 9:20-25.

5. Abraão e Sara foram enganados quando não creram nas promessas de Deus, de que seriam pais na velhice. Sara entregou a Abraão Agar, sua empregada, para que por meio dela, seu marido lhe pudesse dar um filho, Gênesis 16:1-4. Este procedimento de Sara causou muitos problemas para a família, Gênesis 16:4-9.

6. O inimigo continua fazendo suas vítimas nas gerações seguintes. Ele esteve no meio dos israelitas, quando estes ao sair do Egito, procuraram substituir Deus por um simples bezerro de ouro, Êxodo 32:4-20; Salmo 106:19.

7. Moisés não foi salvo do ataque do inimigo. Ele desobedeceu a Deus quando recebeu a ordenança para falar à rocha e bateu nela, Números 20:8-12; Deuteronômio 32:48-52.

8. Satanás provocou uma desastrosa derrota aos israelitas, quando por ocasião da tomada da famosa cidade de Jericó. Veja Josué 7:1-24 e Josué 22:20.

9. Nos dias dos Juízes, o maligno seduziu Sansão, usando a voluptuosa Dalila para lhe dar prazer, causando assim a sua própria morte, Juízes 16:4-31.

10. O rei Davi, a figura mais brilhante na história política de Israel, também sucumbiu diante da astúcia do Diabo, II Samuel 11:2-17; 12:9-12.

Falta espaço neste estudo para citar todas as atividades do inimigo, usando os mais brilhantes homens e mulheres para se vingar do Deus Todo-Poderoso. Salomão e muitos reis ao decorrer da história de Israel foram vítimas deste monstro do mal.

Porém, ele se sentiu frustrado quando tentou derrubar Jesus Cristo, o Filho do Deus altíssimo. Pela primeira vez ele não conseguiu consumar seu plano. Satanás tentou o Senhor Cristo no deserto, no pináculo do templo e no alto do monte, mas o Senhor Jesus resistiu todas as suas tentações. Veja Mateus 4:1-11; Lucas 4:1-13.

Jesus é o único que venceu as investidas deste anjo maquiavélico. Mas engana-se quem pensa que o Senhor Jesus sofreu estas tentações somente no início de seu ministério. Durante a vida terrena que Jesus viveu, ele foi tentado pelas forças malignas. Ele mesmo disse que seus discípulos tinham permanecido com ele em suas tentações, Lucas 22:28.

Também o autor da carta aos Hebreus disse que Jesus foi tentado em tudo, mas não caiu no pecados, Hebreus 4:15.

Por isso grande regozijo João viu no céu, pois a derrota de Satanás foi declarada pela vitória de Cristo ao morrer na cruz, Apocalipse 12:10.

Mas enquanto ele não for preso, a terra é advertida a se resguardar dos seus ataques, versículo 12. Ainda a mulher que é a nação de Israel será a sua principal vítima, versículo 13. Mas no final dos tempos, a mulher será milagrosamente protegida por um tempo, e tempos, e metade de um tempo (três anos e meio), fora do alcance de Satanás, versículo 14.

A serpente (Satanás) lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio (Talvez um grande exército em seu encalço), para que pela corrente a fizesse arrebatar, versículo 15. Às vezes muitas águas simbolizam na Bíblia multidões de pessoas. Veja Isaías 8:7; Jeremias 46:7-8; Apocalipse 17:15.

Contudo, mais uma vez, Deus protegeu a nação de Israel, destruindo o exército que o dragão mandara perseguir Israel, versículo 16.

E vendo que não podia acabar com Israel, o dragão ficou furioso, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo. Estes que guardam os mandamento de Deus, sem nenhuma dúvida é a Igreja de Jesus. A ela foi incumbida pregar o Evangelho a todas as nações. Veja Mateus 28:18-20.

A esta mesma Igreja Jesus disse que seria a sua testemunha a todos os povos da terra, Atos 1:8.

Apocalipse 5 – O dia em que Cristo ascendeu aos céus e se assentou a destra do trono de Deus.

Cristo abre o livro, o grande drama da redenção que culmina com o juízo final. Cristo é o único que pode abrir o livro e tudo gira em torno de sua obra redentora, derrotando satanás e resgatando os eleitos de Deus.

Cristo adorado e coroado rei do universo por todo universo pelos quatro seres, vinte quatro anciãos e pelos anjos.

Romanos 8: 37-39 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

Estudo das Palavras que Descrevem a Palavra Pecado






Estudo das Palavras que Descrevem a Palavra Pecado

Epistemologia

Epistemologia = Ciência ou teoria do conhecimento, o sentido primário das palavras em relação às escrituras. Aqui veremos a sua aplicação buscando a definição divina para a palavra pecado. Qualquer definição diferente ou distinta desta palavra é um grave pecado e sabemos que tal erro teve sua origem no jardim do Éden. Há três palavras no Grego que definem a palavra conhecimento:

ginosko (G1097 ginosko) chegar a saber, vir a conhecer, obter conhecimento, perceber, sentir.

eido (G1492 eido) perceber com os olhos, perceber com algum dos sentidos, discernir descobrir.

epistamai (G1987 epistamai) por atenção em, fixar os pensamentos, mudar a si mesmo ou a sua mente para, concentrar o pensamento em algo, estar familiarizado com, entender. É desta palavra que se origina o termo “Epistemologia”.

Portanto, faremos um estudo de um grupo de palavras encontradas nas escrituras que definem o pecado em suas várias formas. O objetivo de estudarmos tais palavras, em seu sentido original, é o de ressaltar a gravidade e conseqüências do pecado, seja ele de qualquer natureza ou forma.

Pecado = Qualquer obra, palavra ou desejo que contrarie a lei de Deus.

No livro de Gênesis (3: 4 -5) vemos satanás, a antiga serpente (Apoc. 12:9), tentando a mulher dizendo: “e sereis como Deus sabendo o bem e o mal”. Isto nada mais é do que levar o homem a pensar que ele mesmo é quem define o que é certo ou errado, ou seja, a definição do que é ou o que não é pecado passa a estar nas mãos dos homens.

Vemos isto acontecer desde aquela época até os nossos dias. Os evolucionistas não crêem que o pecado exista e dão nomes diferentes á ele como: Alcoolismo = Doença, Homossexualidade = Estilo Opcional de Vida, Adultério/Fornicação = Manifestação de amor, Mentira = Necessidade de Sobrevivência, Avareza = Economizar, Paixões Desordenadas = Necessidade de Afirmação e Egoísmo = Busca da Auto-Estima. Eles não consideram tais atos como sendo pecado, mas como desvio de conduta, traumas da infância, fraqueza, desfrutar a vida e até em alguns casos, como sendo “normal”, pois ninguém é perfeito. Porém, somente Deus é quem tem o direito de definir não somente o que é pecado, mas acerca de tudo que envolve a nossa existência, tal como: o bem e o mal, o homem, a Salvação, Deus, o futuro, a eternidade, o perdão, o inferno, a criação e a condenação etc...

A realidade destas coisas não muda, mesmo que o homem creia ou não. Ainda que as ciências humanas e a filosofia neguem, isto não muda a verdade de Deus.

Sl 51: 4 - Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.

Jo 8: 43 - Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.

Rom 3: 1-4 - Qual é pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas. Pois quê? Se alguns foram incrédulos, a sua incredulidade aniquilará a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, E venças quando fores julgado.

A queda do homem foi ocasionada pela mentira do diabo e a rejeição da verdade de Deus. Morrereis versus não Morrereis. Havia somente um pecado, um fruto proibido. Adão e Eva, depois da queda, começaram a dar uma definição distinta para as coisas, Gen. 3: 6 - E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Gen 3: 12 - Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.

No livro de Êxodo, cap 20, temos o decálogo ou os dez mandamentos, onde podemos ver a definição divina do que é o pecado, assim como no restante da Bíblia temos a aplicação desta lei de forma prática.

Vemos em Êxodo a lei moral e cerimonial, sendo que a cerimonial teve seu cumprimento em Cristo e por isso não estamos obrigados a guardar a lei neste sentido, ou seja, voltarmos a sacrificar animais, guardar o sábado e etc..

Entretanto, a lei moral permanece, pois reflete o caráter de Deus, e sendo Ele Santo, seu caráter é imutável.

Portanto, honrar pai e mãe, não matar, não adulterar, não furtar, não participar de falso testemunho e não cobiçar, fazem parte da lei moral de Deus e estará sempre em vigência. Assim como o Faraó considerava a religião dos Israelitas um produto da ociosidade (Êxodo 5: 14-19), cujo remédio era mais trabalho, assim o homem de hoje considera aqueles que baseiam suas vidas na Palavra de Deus como sendo pessoas irracionais e ignorantes.

Também devemos lembrar que não pode haver salvação sem que antes venha a convicção de pecado. Vemos Cristo aplicar a lei, de forma correta, ao levar primeiramente seus ouvintes a entenderem que eram pecadores (João 4: 16-18, Lucas 13: 1-5, Lucas 12: 13-20, Lucas 18: 18-23). Como alguém pode se arrepender se não leva em conta o que Deus pensa a respeito dos seus atos?

O grupo de palavras que estudaremos será este: Chata/hamartia , Avah, Rasha, Maal, Aven, Ashan, anomia, paraptoma, agnoema, hettema.

1- Chatá/hamartia (Strongs H2398/H266) é, literalmente, “perda da marca” “errar o alvo” Desviar-se do caminho. Refere-se a todos pecados cometidos contra a luz ou o conhecimento que já temos.

Os pecados cometidos contra o Evangelho são os mais sérios e receberão maior condenação (Jo 3: 19, Heb. 10: 28-29, II Ped. 2: 20-22). É o termo mais abrangente para se referir ao declínio moral ou perda do alvo do relacionamento correto com Deus. Refere-se ao pecado tanto na forma abstrata como na forma concreta, ao ato de pecar e ao pecado em sua realidade. É usado acerca do pecado como:

(a) princípio ou fonte de ação ou um elemento interior que produz atos (Rm 3: 9; 5: 12, 13, 20; 6: 1, 2: 7: 7), o abstrato pelo concreto: (Rm 7: 8, duas vezes, Rm 7: 9-11); em Rm 7: 13, “o pecado, para que se mostrasse pecado”, ou seja, “o pecado se tornou morte para mim, a fim de que se expusesse seu caráter odioso”; na última cláusula “o pecado se fizesse excessivamente maligno”, ou seja, pela santidade da lei, a verdadeira natureza do pecado foi projetada a manifestar-se na consciência.

(b) Um princípio ou poder governante, por exemplo, Rm 6:6 “(o corpo) do pecado”, aqui o “pecado é definido como um poder organizado que age através dos membros do corpo, embora o pecado se encontre na vontade (o corpo é o instrumento orgânico); na cláusula seguinte e em outras passagens, citadas a seguir, este princípio governante é personificado” (Rm 5: 21; 6: 12-14, 14, 17: 7: 11, 14, 17, 20, 25; 8: 2; I Cor. 15: 56; Hb 3: 13; 11: 25; 12:4, Tg 1: 15, segunda parte).

(c) Termo genérico (distinto dos termos específicos, como o nº 2, não obstante, as vezes, abrange o erro concreto, como por exemplo em João 8: 21, 34, 46; 9: 41; 15: 22-24; 19: 11); Em Rm 8: 3, “Deus enviando seu Filho em semelhança da [literalmente] carne do pecado”, a carne representa o corpo, o instrumento do “pecado” permanente [Jesus, o Filho preexistente de Deus, assumiu a carne humana, “da substância da virgem Maria”; a realidade da encarnação para Ele, sem mancha de pecado (quanto ao termo homoioma, “semelhança” = não implica necessariamente que o objeto em questão foi derivado do outro, da mesma maneira que dois homens podem ser parecidos, porém sem nenhum grau de parentesco. Cristo foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, sem a participação de José, desta forma Ele obteve um corpo humano, com natureza humana, porém sem pecado. Era necessário que Ele tomasse a forma humana para que pudesse morrer por nossos pecados, pois sendo Deus, ele não poderia morrer. (Col. 2: 9) Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. (Emanuel, Deus conosco).

Também em Filipenses 2: 5 a 8 – De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, (6) Que sendo (existindo sempre) em forma (essência – tudo que pertence a divindade) de Deus, não teve por usurpação (não levou em conta) ser igual a Deus. (7) Mas, esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; (8) E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

Devemos lembrar que sendo Deus e possuindo um corpo sem pecado (Hb. 4: 15), ninguém poderia matá-lo, embora os judeus incrédulos tentaram muitas vezes. (João 10: 17-18) Por isso o Pai me ama, porque dou minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.

Continuando ainda em Rom 8: 3, a expressão “pelo pecado”, ou seja, como oferta pelo pecado, “condenou o pecado na carne”, ou seja, Jesus tendo assumido a natureza humana, exceto o pecado, e tendo vivido uma vida sem pecado, morreu sob a condenação e julgamento devidos ao nosso “pecado” (Heb. 9: 26; 10: 6, 8, 18; 13: 11 I Jô 1: 7,8: 3: 4 (Na primeira parte, pois na segunda, pecado é definido como iniqüidade).

Em I João 3: 8 e 9 a tradução mais correta seria “praticar” ao invés de cometer, pois não é o cometimento de um ato que está em vista, mas a prática constante do pecado, conforme indicado pelo verbo “fazer”. O uso que o apóstolo Paulo faz do presente de poieo, “fazer”, expressa virtualmente o significado de prasso, “praticar”, o qual João não usa (não é raro neste sentido nas Epístolas de Paulo, por exemplo, Rom 1: 32; 2: 1; Gl 5: 21; Fl 4: 9) em I Pedro 4: 1 (singular nos melhores textos, literalmente, “já cessou do pecado”, ou seja, a fé, que nos leva a obediência á Cristo, que padeceu na carne por nossos pecados, nos leva também a não desejarmos mais viver na carne, mas mortificarmos nosso velho homem (I Pedro 4: 2).

As vezes a palavra é usada como virtualmente equivalente a uma condição de pecado (I João 1: 29 “o pecado, não “os pecados do mundo” ou como em I Co 15: 17, que nos dá a idéia de uma trajetória de pecado caracterizada por atos contínuos (Ex: I Tes 2: 16).

Em I João 5: 16 (segunda parte) a melhor tradução seria: “há pecado para a morte”, não um ato especial de pecado, mas o estado ou condição que produz atos; em I João 5: 17, “toda iniqüidade é pecado”, não é uma definição de pecado como em (I João 3: 4), mas dá uma especificação do termo em seu sentido genérico.

(d) Uma ação pecadora, um ato de pecado (Mt 12: 31; At 7: 60, Tg 1: 15 (primeira parte) Tg 2: 9; 4: 17; 5: 15, 20; I João 15: 16 (primeira parte).

Notas: Foi predito que Jesus, sob todos os aspectos não tinha pecado (II Cor 5: 21, I João 3: 5, Jô 14: 30, João 8:46, Hb 4: 15, I Pedro 2: 22.

Em Hebreus 9: 28 (segunda parte) a referência é uma oferta de pecado

Em II Co 5: 21, a frase “o fez pecado” indica que Deus tratou com Jesus como Ele tem que lidar com o pecado (pois Deus não esconde o pecado debaixo do tapete) e que Jesus cumpriu o que estava simbolizado na oferta pela culpa.

Portanto, não alcançar a norma, errar o alvo é o que lemos em Romanos 3: 23: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (glória = soma dos seus atributos, caráter). O homem, pela sua queda, nunca poderá alcançar a norma de Deus, que exige a perfeição, pois Deus exige amor e justiça perfeitos. Ninguém, exceto Deus, pode ser justo e amoroso a cada segundo, minuto, mês, ano, década ou eternamente, pois falhamos o tempo todo.

Sendo que Deus não rebaixa as suas exigências, no final, o homem perderá tudo, ou seja: a felicidade, a vida eterna e o próprio Deus.

Remédio: A justiça perfeita de Cristo creditada a nossa conta.

2- Avah (Perversão, o que está Torcido, dobrado Strongs H5753)

É a perversão da natureza humana. Vemos no Velho Testamento Jeová se queixar dos Israelitas por estarem numa condição torcida com relação a Sua lei.

Isaías 1: 4 Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao SENHOR, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás.

O pecado perverteu a natureza humana e sua personalidade (Mente, Emoções e Vontade)

Natureza Humana - Romanos Cap.3 e 6

O Corpo Humano - Depravado, não em si, mas como instrumento do pecado.O pecado aproveita o corpo humano para convertê-lo em instrumento de iniqüidade. Mc 7:21; Ef 4:22

No coração do homem habita uma série de pecados que se manifestam em seus membros e faculdades, deixando assim a vontade humana escravizada pelo pecado (I Cor. 2: 14).

O homem rejeita a Deus e a verdadeira Bem-aventurança (SL 73: 22, 49: 20).

Em sentido moral, o pecado reduziu a raça humana a bestas, animais irracionais, bestas ignorantes. Vivem para o temporal, não pensam em Deus, eternidade, inferno, pecado... Buscam em sua sensualidade, o prazer carnal, satisfazer seus desejos e sentidos (Judas 10).

A ignorância para os animais não é pecado. Eles vivem para satisfazer seus instintos, porém viver assim, é um grave pecado para os homens.

Vemos o exemplo disto na parábola do filho pródigo (Lucas 15: 11-32), onde o encontramos “comendo com os porcos”, se portando de modo bruto e irracional.

Podemos ver nele o que vemos em muitos homens: Enfermidade mental, Loucura Espiritual e Demência. Mas, E, tornando em si, - Estava fora de si, agindo de forma ilógica.

Isaías 19: 14 O SENHOR derramou no meio dele um perverso espírito; e eles fizeram errar o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando se revolve no seu vómito.

Jeremias 3: 21 Nos lugares altos se ouviu uma voz, pranto e súplicas dos filhos de Israel; porquanto perverteram o seu caminho, e se esqueceram do SENHOR seu Deus.

Provérbios 12: 8 Cada qual será louvado segundo o seu entendimento, mas o perverso de coração estará em desprezo.

Provérbios 6: 12- 19 O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida. Acena com os olhos, fala com os pés e faz sinais com os dedos. Há no seu coração perversidade, todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas. Por isso a sua destruição virá repentinamente; subitamente será quebrantado, sem que haja cura. Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.

Podemos comparar esta palavra com uma chave que não entra no cadeado por estar torcida. Joh 6: 70 - Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é um diabo. 1Tim 1:8-14 - Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, Para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina, Conforme o evangelho da glória de Deus bem-aventurado, que me foi confiado. E dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus Senhor nosso, porque me teve por fiel, pondo-me no ministério; A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade. E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo.

Esta palavra define bem o resultado ou efeito do pecado na natureza humana. O pecado sempre resulta na perversão, desequilibro moral e espiritual e a distorção da imagem de Deus no homem. Podemos constatar isso, após a queda do homem, quando sua natureza foi totalmente afetada (passou a se esconder de Deus) e seu corpo passou a sofrer debilidades com a condenação da morte. Também podemos notar como o pecado não pode dar satisfação plena e duradoura ao homem. Quatro provas desta verdade:

A própria perversão mostra que o homem segue de um pecado para o outro e se degenerando cada vez mais. Gen 6: 5 - E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Rom 1:18-32 - Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

1- O uso de estímulos artificiais.

O crescimento assustador das drogas e do álcool para apagar suas consciências e os conduzirem a escravidão. II Pe 2: 19 - Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.

2- Demência Espiritual.

Ef. 4:18-19 - Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo,

Rom 1:21-22 - Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.

3- O pecado é contra a verdadeira felicidade.

Seu resultado final é sempre trágico. Prov. 23:29-35 - Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado.Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá. Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? aí então beberei outra vez.

Remédio: A única coisa que pode sanar, alinhar, endireitar, corrigir o entendimento é a Palavra de Deus. Aos olhos de Deus, todo pecador está fora de si, numa espécie ou classe de loucura espiritual. II Cor. 4: 1-7 e I Cor. 2; 14.

3- Rasha (Confusão, desordem, alvoroço, caos - Strongs H7561)

O pecado por si só é desordem, confusão e vergonha. Dan 12:2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. O caos que vemos no mundo é causado pelo pecado e, portanto, se Deus não exercesse Seu poder restritor ou colocasse limites, este mundo seria uma fossa insuportável. O poder corruptível do pecado é tão grande, que só o poder restritivo de Deus, através do Espírito Santo, é que pode manter este mundo ainda habitável. O fato de o governo civil, a família, a adoração pública e um certo grau de segurança ainda existirem, deve ser atribuído a graça comum de Deus. A moralidade e honestidade serem encontradas entre os descrentes, revela que Deus restringe o homem quanto a prática de toda a sua depravação. Mat 24:22 E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.

1Ti 2:1-2 Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecaçöes, oraçöes, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; 2 Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;

Gen 20:6 Ao que Deus lhe respondeu em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la;

Este poder de restrição de Deus é revelado pelo fato de Ele “endurecer” os corações ou entregar os homens a sua própria iniqüidade. Deus não é o autor do pecado (Tiago 1: 13), sendo assim, essa expressão deve significar que Deus retirou as restrições que antes impediam estes indivíduos de pecarem (Êxodo 10: 1; Salmos 105: 25, I Samuel 2: 25; Romanos 1: 24, 26, 28). A ação de Deus de tirar as restrições pode incluir a permissão de eventos que revelam a depravação do homem, ou a remoção da consciência e o medo da retribuição. O poder restritivo do Espírito Santo é uma benção que não devemos esquecer de agradecer a Deus. Os descrentes que se orgulham da sua moralidade e cultura exterior, pouco sabem das profundezas de depravação que está guardada em seus corações. É, de fato, uma verdade gloriosa Deus restringir todo w qualquer pecado que não venha a contribuir, no final, para a Sua glória. Sl 76:10 Certamente a cólera do homem redundará em teu louvor; o restante da cólera tu o restringirás. (Ron Crisp). Miséria, falta de paz, corrupção, intrigas e toda espécie de pecado reside na personalidade humana, que está em desordem no mais profundo do seu ser. Todos problemas psicológicos, emocionais e espirituais são fruto deste caos ou desordem.

Isa 57:20-21 Mas os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas águas lançam de si lama e lodo. Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus.

Rom 3:16-17 Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. 16 Em seus caminhos há destruição e miséria.

Remédio: Uma mente sã, capaz de entender e aceitar o que Deus diz, para assim ter paz , domínio próprio e disciplina. Só podemos obtê-la pela conversão á Cristo.

Rom 8:19-25 Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.

4- Maal (Strongs H4604) Infidelidade, traição, deslealdade (de forma secreta) hipocrisia, adultério espiritual, desconfiança em Deus.

Lev. 6: 2 Quando alguma pessoa pecar, e transgredir contra o SENHOR, e negar ao seu próximo o que lhe deu em guarda, ou o que deixou na sua mão, ou o roubo, ou o que reteve violentamente ao seu próximo.

Lev. 26: 40 Então confessarão a sua iniqüidade, e a iniqüidade de seus pais, com as suas transgressões, com que transgrediram contra mim; como também eles andaram contrariamente para comigo.

Num. 31: 16 Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgredir contra o SENHOR no caso de Peor; por isso houve aquela praga entre a congregação do SENHOR.

II Cron. 33: 19 E a sua oração, e como Deus se aplacou para com ele, e todo o seu pecado, e a sua transgressão, e os lugares onde edificou altos, e pós bosques e imagens de escultura, antes que se humilhasse, eis que estão escritos nos livros dos videntes.

Ezeq. 15: 8 E tornarei a terra em desolação, porquanto grandemente transgrediram, diz o Senhor DEUS.

Ezeq. 39: 26 E levarão sobre si a sua vergonha, e toda a sua rebeldia, com que se rebelaram contra mim, quando eles habitarem seguros na sua terra, sem haver quem os espante.

Todos os homens são adúlteros espirituais (Tiago 4: 4) e estão em inimizade contra Deus (Rom. 8: 6-7). Se os homens pudessem matar a Deus, o fariam, como tentaram fazê-lo com Cristo (Mat. 2: 16, 26: 4, Mar. 11:18, Luc. 18: 33, João 7: 19-25, 8: 37-40, João 12: 9-11).

Atos 3: 13-15 O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto. Mas vós negastes o Santo e o Justo, e pedistes que se vos desse um homem homicida. E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

Remédio: Obediência ao Evangelho

5- Aven (Strongs H205) Vaidade, aquilo em que não há proveito, ilusório. (Palha) - Efésios 4: 17 E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza.

Jó 15: 35 Concebem a malícia, e dão à luz a iniqüidade, e o seu ventre prepara enganos.

Zacarias 10: 2 Porque os ídolos têm falado vaidade, e os adivinhos têm visto mentira, e contam sonhos falsos; com vaidade consolam, por isso seguem o seu caminho como ovelhas; estão aflitos, porque não há pastor.

Provérbios 22: 8 O que semear a perversidade segará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto.

Isaías 41: 29 Eis que todos são vaidade; as suas obras não são coisa alguma; as suas imagens de fundição são vento e confusão.

O pecado só pode dar ao homem prazer momentâneo (Heb. 11: 25), mas no final, tudo se perderá e acabará como a palha. Bens, saúde e poder são coisas transitórias na vida de todo homem, como nos ensina o livro de Eclesiastes (Ecles 1: 1-3, 2: 1-26), vaidade tudo vaidade. A nossa vida carece de sentido ou valor quando buscamos dar sentido a nossa existência fora da pessoa e comunhão de Deus.

Jó 21: 17 -18 Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus na sua ira lhes reparte dores! Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.

Salmo 1: 4 Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.

Isaías 5: 24 Por isso, como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.

Isaías 29: 5 E a multidão dos teus inimigos será como o pó miúdo, e a multidão dos tiranos como a pragana que passa, e num momento repentino isso acontecerá.

Isaías 33: 11 Concebestes palha, dareis à luz restolho; e o vosso espírito vos devorará como o fogo.

Jeremias 23:28 O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o SENHOR.

Oséias 13: 1- 3 Quando Efraim falava, tremia-se; foi exaltado em Israel; mas ele se fez culpado em Baal, e morreu. E agora multiplicaram pecados, e da sua prata fizeram uma imagem de fundição, ídolos segundo o seu entendimento, todos obra de artífices, dos quais dizem: Os homens que sacrificam beijem os bezerros. Por isso serão como a nuvem da manhã, e como o orvalho da madrugada, que cedo passa; como folhelho que a tempestade lança da eira, e como a fumaça da chaminé.

Mateus 3: 12 Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.

6- Ashan (Strongs H817) Culpa ocasionada pela ignorância. Aquilo que sabemos e não fazemos é omissão, porém a ignorância não nos isenta da responsabilidade daquilo que deveríamos saber – Mateus 22: 29 - Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. È, em certo sentido, o pecado principal que domina o nosso mundo. Eva cometeu este pecado, pois não conhecia ou manifestou ignorância do que exatamente significava “morrerás”.

Levítico 5: 17 E, se alguma pessoa pecar, e fizer, contra algum dos mandamentos do SENHOR, aquilo que não se deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo será ela culpada, e levará a sua iniqüidade;

Atos17: 30 Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;

Gênesis 26: 10 E disse Abimeleque: Que é isto que nos fizeste? Facilmente se teria deitado alguém deste povo com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um delito.

João 4: 22 Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.

Atos 17: 23 Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.

Remédio: Conhecer as Escrituras (Provérbios 1: 20 – 33)

7- Aval (Strongs H5765) Injustiça, desvio do que é correto e ético. A falta de amor é a causa deste pecado (Mateus 24: 12). Quem não conhece a Deus não pode amar verdadeira e genuinamente aos outros. Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro (I João 4: 7-21, I Cor. 13: 4-7).

Levítico 19: 15; 35 Não farás injustiça no juízo; não respeitarás o pobre, nem honrarás o poderoso; com justiça julgarás o teu próximo. 35 Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida.

Salmo 82: 2 Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá.)

Salmo 43: 1 Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação ímpia. Livra-me do homem fraudulento e injusto.

Provérbios 29: 27 Abominação é, para os justos, o homem iníquo; mas abominação é para o iníquo o de retos caminhos.

Deuteronômio 25: 13-16 Na tua bolsa não terás pesos diversos, um grande e um pequeno. Na tua casa não terás dois tipos de efa, um grande e um pequeno. Peso inteiro e justo terás; efa inteiro e justo terás; para que se prolonguem os teus dias na terra que te dará o SENHOR teu Deus. Porque abominação é ao SENHOR teu Deus todo aquele que faz isto, todo aquele que fizer injustiça.

Salmo 71: 4 Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel.

Salmo 92: 15 Para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha e nele não há injustiça.

Remédio: Conversão a Deus. Efésios 4: 15-24-32

8- Parabasis (Strongs G3847) Violação, transgressão dos limites. Entrar em propriedade alheia ou privada sem autorização. Refere-se ao ato de não tocar, não entrar ou pisar aonde não nos é permitido.Vemos Adão e Eva cometerem este pecado ao transgredirem os limites a eles impostos no Éden. Para que a transgressão ocorra, deverá haver alguma coisa a se transgredir. O pecado ocorreu desde Adão até Moisés, fato este atestado pela morte. Aquelas pessoas que viveram entre a lei dada no paraíso (Gen. 2: 16-17) e a lei entregue no Sinai , pecaram, porém não á semelhança do pecado de Adão. Com a entrega da Lei no Monte Sinai, pela primeira vez houve a possibilidade de se transgredir a lei – Romanos 4: 15 - Porque a lei opera a ira. Porque onde não há lei também não há transgressão.

É cometer alguma ação que se mostra excessiva ou extravagante. É como invadir a linha ou limite. Em certo sentido, “Parabasis” é a transgressão de um mandamento dado ou entregue e, portanto, é mais sério do que “Hamartia”.

Todo transgressor é realmente um pecador, pois peca com conhecimento da lei, porém, nem todo pecador é um transgressor, pois alguns pecam sem ter conhecimento da lei “Porque onde não há lei também não há transgressão”. No primeiro caso há a “desobediência explícita” enquanto no segundo, a “desobediência implícita”.

Exemplo de Balaão: Números 22: 18 - Então Balaão respondeu, e disse aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do SENHOR meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande.

Eva estava confundida pela sua ignorância a respeito da morte e todas as suas implicações e veio a cair em transgressão.

I Timóteo 2: 14 - E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.

Romanos 5: 14 - No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.

A liberdade que a serpente disse que Eva teria (Gen. 3: 5-6) ao poder decidir entre o bem e o mal, era na verdade uma transgressão que a levou a escravidão. A liberdade que satanás oferece ao homem, em detrimento da palavra de Deus e obediência a Sua vontade, faz dele um escravo do pecado.

II Coríntios 3: 17 - Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

Gálatas 5: 13 - Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.

I Pedro 2: 16 - Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus.

Romanos 6: 14- 17 - Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Pois que? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coraçäo à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.

Remédio: Liberdade verdadeira e Santificação.

9- Anomia - (Strongs G458) – Libertinagem – Sem Lei

Antinomianismo – Viver sem estar debaixo de nenhuma lei.

Todo homem é um antinomiano por natureza. Na verdade, todo pecado é em última instância, se colocar contra a lei de Deus.

Geralmente esta palavra é traduzida como “iniqüidade” e uma vez como “maldade”.

Anomia está em contraste com “dikaiosyne- justiça” e é usada com “anarquia”.

Anomos é utilizado negativamente pelo menos uma vez no Novo Testamento para se referir à pessoa que vive sem lei ou para quem a lei não tenha sido dada.

I Coríntios 9 : 21 Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei.

Em outro lugar, Anomia é usada para descrever o maior inimigo da lei, o homem do pecado – II Tessalonicenses 2: 8 - E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda. Aqui Anomia não se refere a alguém que vive sem lei, mas àquele que age contrário a lei, como também no caso de “Paranomia - Strongs G3892” que ocorre somente em II Pedro 2: 16 - Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta).

E em Atos 23: 3 “Paranomein - Strongs G3891” - Então Paulo lhe disse: Deus te ferirá, parede branqueada; tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir?

Mateus 7: 23 - E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

Romanos 6: 19 - Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação.

II Coríntios 6: 14 - Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?

Hebreus 10: 17 - E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades.

I João 3: 4 - Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade.

Todo homem que comete pecado (Hamartia) transgride também a lei (Anomia) porque pecado (Hamartia) é a transgressão da lei (Anomia).

Concluímos assim que onde não há lei (Romanos 5: 13) pode haver “hamartia” ou “adikia Strongs G93 injustiça” , mas não “anomia” que é o erro cometido contra a lei adotada ou o desprezo pela lei e a permissividade moral pela qual a lei é violada.

Assim, os Gentios que não tem a lei (Romanos 2: 14) são culpados de pecado, porém não podem ser acusados de “anomia” pois pecam sem ter conhecimento da lei. Porém, atrás da lei de Moisés, que os Gentios nunca tiveram, havia outra lei, a lei original e a revelação da justiça de Deus, escrita nos corações de todos os homens (Romanos 2: 14-15). Sendo que esta lei não está completamente removida do coração humano, todo pecado, mesmo aquele cometido pelo mais ignorante, cruel e obscurecido selvagem, deve ser, num sentido secundário, considerado como “anomia”, pois é a violação da mais antiga, embora parcial, lei de Deus.

Apesar dos Gentios não terem recebido a lei como os Judeus, não podem se desculpar dos seus pecados, pois pecam contra o que a sua própria natureza ensina e a consciência censura.

Remédio: Arrependimento. Mudança de mente, emoções e vontade acerca do pecado.

Por que Quatro Evangelhos?

Embora a crença na inspiração das Santas Escrituras seja um fato aceito e irrefutável entre os verdadeiros salvos, são poucos os que se preocupam em investigar mais a fundo as belezas e também a própria harmonia existente entre os 66 livros que compõem o Velho e o Novo Testamento.

Cremos que o Velho Testamento contém o Novo e o Novo Testamento revela o Velho. Por isso, nas Escrituras, tudo é importante. Nós não podemos ler ou interpretar as Escrituras como faríamos com qualquer outro livro, pois nenhum livro se assemelha às Escrituras.

A sublimidade das Escrituras com relação á outros livros é incomparável, assim como Jesus Cristo (o homem) o é entre os homens.

Neste estudo, não iremos abordar os quatro evangelhos, mas apenas um, o de Marcos. Creio que será o suficiente para instigar aqueles cristãos desejosos de conhecer melhor a Cristo, e as suas virtudes, a garimparem este terreno repleto de pedras preciosas.

Por que quatro evangelhos? Talvez esta pergunta não tenha ocorrido ainda na mente de muitos, porém, espero que nunca o seja por mera incredulidade. O objetivo peculiar de cada um dos evangelhos é raramente percebido, mesmo por aqueles que já estão familiarizados com o conteúdo de cada um deles.

È verdade que cada um dos quatro evangelhos tem muita coisa em comum, pois cada um deles trata com o mesmo período da história, com os milagres de Cristo, sua morte e ressurreição. Porém, embora os quatro evangelistas tenham muito em comum, cada um tem sua própria peculiaridade, e em observar suas diferenças, nuances, é que conseguimos entender o significado e enxergar escopo, apreciando assim as suas diferenças.

Na leitura cuidadosa dos quatro evangelhos logo fica evidente que nenhum deles contém uma biografia completa do ministério terreno de Cristo. Há períodos de Sua vida (Cristo) que nenhum dos evangelistas professa ter coberto. Após o relato de Seu nascimento, nada mais é dito sobre Ele, até atingir a idade de doze anos, aonde um breve relato é feito por Lucas sobre Sua ida ao templo e a sujeição aos pais (Lucas 2:41-52).

Até mesmo com relação ao Seu ministério público, o que temos são fragmentos, pois os evangelistas selecionaram apenas algumas porções de Seus ensinos e detalham apenas uns poucos milagres. Isto fica claro na declaração de João.

João 21:25, “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.”

Se os evangelhos não são uma Biografia completa de Cristo, o que eles são? A primeira resposta deve ser: Quatro livros inspirados, totalmente inspirados por Deus! Quatro livros escritos por homens movidos pelo Espírito Santo; livros que são verdadeiros e perfeitos.

A segunda resposta seria: Os quatro evangelhos são completos em si mesmos, escritos com distintos propósitos, sendo que tudo o que foi incluído em suas páginas, tanto aquilo que não o foi, fazem parte daquilo para o qual eles foram estritamente subordinados, ou seja, nada de relevante e pertinente ao tema e característica de cada evangelho foi deixado de fora.

Por que Quatro Evangelhos?

Porque um ou dois não seriam suficientes para nos dar uma apresentação perfeita da glória e excelência do Nosso abençoado Senhor.

Os quatro evangelhos retratam a pessoa e a obra de nosso Salvador de uma forma distinta, a fim de ilustrar o propósito de cada evangelista, assim como faríamos se quiséssemos escrever um livro sobre um personagem importante, mas tivéssemos que abordar vários aspectos do seu caráter. Quatro escritores se empenhariam em obter material específico que os ajudassem a detalhar, o mais fiel possível, o caráter deste personagem, ou seja: sua vida doméstica, religiosa, profissional e também seu lazer. Num primeiro momento, isto seria visto como quatro biografias, embora estivéssemos falando do mesmo homem, visto em diferentes áreas do seu relacionamento. Portanto, cada escritor se restringiria a detalhar aquilo que é relevante para sua parte da biografia, por exemplo:os detalhes da vida doméstica não são relevantes para o escritor que detalha a vida profissional, assim como o escritor que detalha seu lazer, obter informações sobre sua vida religiosa.

O exemplo acima serve para ilustrar o que temos nos quatro evangelhos.

Em Mateus, Cristo é apresentado como Filho de Davi, o Rei dos Judeus, e tudo em sua narrativa é centrado nesta verdade. Isto explica porque o primeiro Evangelho começa descrevendo a realeza da genealogia de Cristo, e porque no segundo capítulo é mencionada a vinda dos magos do oriente perguntando: Onde está aquele que é nascido rei dos Judeus? (Mateus 2:1), como também nos capítulos 5 até aos 7, temos o Sermão da Montanha, que na verdade, se trata de um manifesto real, contendo a enunciação das leis do Seu Reino.

Em Marcos, Cristo é retratado como Servo de Jeová, como um que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. Tudo neste segundo evangelho contribui para este tema central e tudo o que não condiz com este tema é excluído. Isto explica a razão de não termos o relato de nenhuma genealogia neste evangelho e porque Cristo já é introduzido no início do seu ministério público (nada nos é dito a respeito de sua vida anterior), e porque há mais milagres (obras de serviço) detalhados aqui do que em outro evangelho.

Em Lucas, Cristo é declarado Filho do Homem, estando ligado, porém contrastado com os filhos dos homens. Tudo em sua narrativa serve para ilustrar isto.

Isto explica porque o terceiro evangelho traça a Sua genealogia de volta a Adão, o primeiro homem (ao invés de Abraão, como em Mateus), porque como homem perfeito Ele é visto freqüentemente em oração, e porque os anjos são vistos ministrando para Ele, ao invés de serem comandados por Ele, como visto em Mateus.

Em João, Cristo é revelado como Filho de Deus, e tudo neste quarto evangelho tem a finalidade de ilustrar e demonstrar este relacionamento divino. Isto explica porque na abertura do primeiro versículo nós somos levados de volta a um ponto antes do tempo se iniciar, onde Cristo é retratado como o Verbo “no Princípio”, com Deus e Ele mesmo sendo expressamente declarado ser Deus. Porque nós temos aqui muitos dos seus títulos, como: O Unigênito do Pai, O Cordeiro de Deus, A Luz do Mundo etc.; Porque nos é dito que a oração deve ser feita em seu nome (João 14:13-14); Porque o Espírito Santo seria enviado pelo Filho tanto quanto pelo Pai (João 14:26, 16:7).

É extraordinário notar que as quatro apresentações de Cristo nos evangelhos foram indicadas de maneira muito específica através do Velho Testamento.

Em Jeremias 23:5 Lemos: Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Este verso cai como uma luva no Evangelho de Mateus.

Em Zacarias 3:8 Lemos: Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens portentosos; eis que eu farei vir o meu servo, o RENOVO. Este verso poderia ser o título do segundo Evangelho.

Em Zacarias 6:12 Lemos: E fala-lhe, dizendo:Assim diz o SENHOR dos Exércitos:Eis aqui o homem cujo nome é RENOVO; ele brotará do seu lugar, e edificará o templo do SENHOR. Quão apropriadamente este verso se encaixa com a descrição de Lucas.

Em Isaías 4:2 Lemos: Naquele dia o renovo do SENHOR será cheio de beleza e de glória; e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel.

Compare este versículo com João 1:14: E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Em Êxodo 26:31 e 32 o Véu, composto de quatro cores e sustentado sobre quatro colunas: Depois farás um véu de azul, e púrpura, e carmesim, e de linho fino torcido; com querubins de obra prima se fará. E colocá-lo-ás sobre quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro; seus colchetes serão de ouro, sobre quatro bases de prata.

Em Hebreus 10:19 e 20 Lemos: Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,

Os quatro pilares de madeira recoberta de ouro representam a humanidade e divindade de Cristo, que são perfeitamente retratadas nos Evangelhos.

João 1:14: E o Verbo se fez carne, e habitou (Tabernaculou) entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Compare Ezequiel 10:9 a 14 – com Apocalipse 4:6-9

Ezequiel 10:9 a 14: Então olhei, e eis quatro rodas junto aos querubins, uma roda junto a um querubim, e outra roda junto a outro querubim; e o aspecto das rodas era como a cor da pedra de berilo. E, quanto ao seu aspecto, as quatro tinham uma mesma semelhança; como se estivesse uma roda no meio de outra roda. Andando estes, andavam para os quatro lados deles; não se viravam quando andavam, mas para o lugar para onde olhava a cabeça, para esse seguiam; não se viravam quando andavam. E todo o seu corpo, as suas costas, as suas mãos, as suas asas e as rodas, as rodas que os quatro tinham, estavam cheias de olhos ao redor. E, quanto às rodas, ouvindo eu, se lhes gritava:Roda! E cada um tinha quatro rostos; o rosto do primeiro era rosto de querubim, e o rosto do segundo, rosto de homem, e do terceiro era rosto de leão, e do quarto, rosto de águia.

Apocalipse 4:6-9: E havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás. E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando. E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo:Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir. E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre.

Os quatro animais descritos em apocalipse (ou querubins) juntamente com a passagem de Ezequiel, nos descrevem o caráter de Cristo retratado nos quatro Evangelhos. Leão, Bezerro, Rosto como de Homem e Águia.

1. Leão – Rei dos animais – é ideal para retratar a realeza de Cristo, assim como o Evangelho de Mateus, Filho de Davi, Rei dos Judeus – Cristo é chamado de o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi (Apoc. 5:5).

2. Bezerro ou Boi Jovem - Este animal representa muito adequadamente a Cristo, assim como Ele é representado no segundo Evangelho. Pois o boi era o principal animal utilizado, pela nação de Israel, no serviço. Assim Cristo se fez servo de Jeová em nosso favor.

3. Rosto de Homem – Este animal corresponde ao terceiro Evangelho onde a humanidade de Cristo está em evidência.

4. Águia Voando – Quão significativo é isto! Os primeiros animais, Leão, Bezerro, Rosto de homem, todos pertencem a terra, assim como os três primeiros evangelhos enfatizam a Cristo no seu relacionamento terreno, mas este quarto querubim, está acima da terra e contemplando os céus. A Águia é um pássaro que se eleva ao ponto mais alto, simbolizando assim o caráter de Cristo descrito no Evangelho de João, como Filho de Deus.

Assim também podemos contemplar a sabedoria de Deus na seleção dos quatro escritores dos evangelhos. Em cada um deles podemos ver a aptidão e peculiaridade para cumprimento adequado de suas tarefas.

Mateus é o único entre os quatro escritores dos Evangelhos que apresenta Cristo em um relacionamento “oficial”, ou seja, como o Messias e Rei de Israel. Ele era o único dos quatro que ocupava uma posição oficial (Mateus 9:9; 10:1-3), pois Lucas era médico e João, pescador. Mateus era um cobrador de impostos trabalhando para os Romanos.

Mateus apresenta Cristo em conexão com o reino, como alguém que possui um título para reinar sobre Israel. Quão apropriado era para aquele que ocupava uma posição oficial, acostumado a olhar para um vasto império, receber esta tarefa. Os Romanos designavam oficiais entre os próprios Judeus, para cobrarem impostos de seus compatriotas, por isso eles eram mais odiados do que os próprios Romanos.

Sendo assim, ele entendia muito bem o que era ser odiado sem causa, desprezado e rejeitado. Finalmente, se Deus apontou este homem, cuja chamada o ligava aos Romanos, temos então uma evidência clara da graça de Deus alcançando aos desprezados gentios.

O Evangelho de Marcos coloca diante de nós o Servo de Jeová, o trabalhador perfeito. O instrumento escolhido para escrever este segundo Evangelho desempenhava uma função que o capacitava para tal tarefa, pois ele não era um apóstolo, mas antes, um servo de um dos apóstolos. II Timóteo 4:11: Só Lucas está comigo. Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério. Sendo assim, aquele que retratou nosso Senhor como Servo de Deus, era um que pessoalmente ministrava á outros!

O Evangelho de Lucas trata com a Humanidade de nosso Senhor, apresentando-o como Filho do Homem, relacionado com os homens, porém em profundo contraste com os mesmos.

Este Evangelho é um dos que apresenta o relato mais completo da nascimento virginal de Cristo. Também revela mais completamente do que outros o estado depravado e caído da natureza humana. É o Evangelho mais “internacional” em seu escopo do que os outros três, sendo maiormente dirigido aos Gentios do que aos Judeus.

Observe o quão apropriado foi a escolha de Lucas para escrever este Evangelho. Ele não era pescador e nem cobrador de impostos, mas um médico (Colossenses. 4:14), e como tal, um estudante da natureza humana e um que sabia diagnosticar a estrutura humana. Além de que, há uma boa razão para acreditarmos que Lucas não era Judeu, mas Gentio, apresentando Cristo não como “Filho de Davi”, mas como “Filho do Homem.”

O Evangelho de João apresenta Cristo num caráter mais íntimo que todos os outros, retratando-o num relacionamento Divino, mostrando que Ele era o Filho de Deus. Esta tarefa exigia o chamado de um homem com alto grau de espiritualidade e também que fosse intimo em seu relacionamento com nosso Senhor, alguém dotado de um incomum discernimento espiritual. Certamente João, que estava mais próximo do Salvador do que os outros doze, e era o discípulo amado, foi bem escolhido. Quão apropriado era, para aquele que se reclinava no seio de Jesus, ser o instrumento para retratá-lo como “O Unigênito Filho de Deus”, que está no seio do Pai! Assim, podemos admirar e entender a multiforme sabedoria de Deus em equipar estes quatro Evangelistas neste trabalho tão honroso.

Ao fecharmos esta introdução, mais uma vez voltamos á questão: Porque quatro Evangelhos? Um estudo mais apurado das Escrituras revela o fato de que alguns números terem especial sentido ou significado, como por exemplo:

• 3 = Manifestação

• 4 = Número da terra

• 6 = Número do Homem

• 7 = Perfeição

• 8 = Novo Começo

O número quatro é assim visto pelo fato de:

1. A terra ter quatro pontos cardeais – Norte, Sul, Leste e Oeste

2. Termos quatro estações no ano – Primavera, Verão, Outono e Inverno

3. Serem quatro os elementos da Natureza – Fogo, Água, Terra e Ar

4. Houve quatro Impérios Mundiais – Babilônia, Medos e Persas, Gregos e Romanos

5. As Escrituras dividem os habitantes da terra em quatro classes – tribo, língua, povo, e nação

Apocalipse 5:9: E cantavam um novo cântico, dizendo:Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação.

Na parábola do semeador, Cristo descreve os tipos de terreno em que as sementes caem como sendo quatro tipos de solo.

Lucas 8:4-7: E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo de todas as cidades ter com ele, disse por parábola: Um semeador saiu a semear a sua semente e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram; E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade; E outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram; E outra caiu em boa terra, e, nascida, produziu fruto, a cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava:Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

O Evangelho de Marcos – Cristo – Servo

Fazemos durante este estudo umas poucas comparações entre Marcos e os outros Evangelhos a fim de percebermos as diferenças já mencionas acima. Façamos então uma Breve comparação entre Mateus e Marcos.

Mateus tem 28 capítulos - Marcos tem 16 capítulos

Mateus contém o relato de muitas Parábolas - Marcos contém o relato de poucas Parábolas

Mateus apresenta Cristo como Filho de Davi - Marcos Apresenta Cristo como Servo Perfeito de Jeová

Mateus foi escrito aos Judeus (Não exclusivamente) - Marcos foi escrito aos servos e trabalhadores cristãos

Mateus mostra a realeza da dignidade e autoridade de Cristo - Marcos mostra sua Mansidão e Servicitude

Coisas Omitidas no Evangelho de Marcos

1. A genealogia de Cristo

2. A concepção Miraculosa de Cristo e Seu nascimento

3. O Sermão do Monte (que retratam um Rei e as leis do seu Reino) – Um servo não tem reino

4. Marcos relata quatro Parábolas, enquanto Mateus quatorze.

Não aparece em Marcos as seguintes Parábolas:

o O senhor assalariando empregados para a sua vinha

o As bodas do Filho do Rei

o A Parábola dos talentos – servo não tem recompensa

5. Não vemos nenhuma ordem de Cristo aos seus anjos, apenas os vemos ministrando á Ele. Marcos 1:13 E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam.

6. Não aparece a expressão “Ai de vós” Mateus 23:13, pois a um servo não convém julgar ou exercer juízo, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor (II Timóteo 2:24).

Por isso em Mateus 21:12-17 vemos Jesus expulsando os cambistas, enquanto Marcos 11:11, não descreve este incidente.

7. Ele (Cristo) não é declarado Rei, salvo de forma indireta.

Em Mateus ele é chamado de Emanuel (Mateus 21:9) - E a multidão que ia adiante, e a que seguia, clamava, dizendo:Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!

Apenas “uma vez”, no Evangelho de Marcos, Ele é declarado Filho de Davi. Marcos 11:9-10: E aqueles que iam adiante, e os que seguiam, clamavam, dizendo: Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor; Bendito o reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.

Compare:

Mateus 16:28 com Marcos 9:1

Mateus 16:28 - Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.

Marcos 9:1 - Dizia-lhes também:Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte sem que vejam chegado o reino de Deus com poder.

Em Mateus 8:25 Ele é Chamado de Senhor - Em Marcos 4:38 Ele é chamado de Mestre

Em Mateus 16:22 Pedro o repreende, mas o chama de Senhor - Em Marcos 8:32 Pedro o repreende, mas não o chama de Senhor

Em Mateus 26:22 No anúncio da traição aparece a palavra “Senhor” - Em Marcos 14:19 No anúncio da traição não aparece a palavra “Senhor”

8. Seus sofrimentos - Marcos 14:34: E disse-lhes:A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai. São poucos os relatos e circunstâncias descritas em Marcos referentes ao Seu sofrimento, pois um servo só tem a Deus á quem recorrer.

Não vemos Pilatos declarando-o inocente. Não vemos a esposa de Pilatos aconselhando-o a não se envolver no julgamento do “Homem Justo”. Mateus 27:19: E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer:Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele.

Não vemos Judas declarando (Mateus 27:4) que traíra o sangue inocente.

Não vemos as mulheres chorando por Ele no local da execução (Lucas 23:27)

As palavras do ladrão arrependido são omitidas, compare:

Lucas 23:41-42:E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus:Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.

Marcos 15:27-28 - E crucificaram com ele dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda. E cumprindo-se a escritura que diz:E com os malfeitores foi contado.

As Palavras “Está consumado” – João 19:30 são omitidas, pois um servo não dá o seu trabalho por encerrado! É o seu Senhor quem define a hora que ele deve encerrar o seu trabalho.

Características do Evangelho de Marcos

1- A introdução dos Evangelhos de Mateus, Lucas e João é longa, enquanto no Evangelho de Marcos ela é totalmente diferente.

Mateus relata de Cristo: Sua Genealogia, nascimento, visita e homenagem dos sábios, a fuga para o Egito, Seu Batismo e tentação. Somente entra no ministério público de Cristo a partir do capítulo 14.

Marcos apresenta um breve relato do seu Batismo e tentação, passando a relatar Seu ministério público a partir do versículo 14. Seus trinta anos de vida se passam em silêncio.

Marcos apresenta-o realmente como Servo.

2- Marcos inicia com “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” – não começa com “Evangelho do Reino”. A palavra evangelho aparece 12 vezes nos quatro evangelhos, sendo que oito delas aparecem somente em Marcos.

Cabe ao servo levar as Boas Novas!! I Coríntios 9:16-19.

3- A palavra “EUTHEOS" (Logo, imediatamente) é mencionada freqüentemente, demonstrando sua prontidão e urgência em servir e cumprir sua missão.

Marcos 1:10, 12, 19 a 21, 29, 31, 43 – Ele estava ocupado com os negócios de seu Pai.

Efésios 5:15-17; Colossenses 4:6.

4- Também vemos com freqüência a palavra “E” (Kai): Capítulos 2, 3, 4, e 5 – Uma conjunção que liga as partes de um discurso. Seu serviço era completo, perfeito e sem interrupções. Mostra a continuidade do seu trabalho. Não se cansava de fazer o bem. Servia a tempo e fora de tempo. II Timóteo 4:1-5, Hebreus 13:16, Tiago 4:17, Tito 3:14, Gálatas 6:9-10.

5- Marcos relata mais milagres do que Mateus, pois serviço consiste mais em obras do que em discurso.

A primeira Parábola é a do Semeador. Marcos 4:3-20 - Salvador indo adiante com a Palavra.

A segunda Parábola é a da Semente que é lançada, cresce e é colhido então seu fruto. Marcos 4:26-29.

A terceira Parábola é a do Grão de Mostarda. Marcos 4:30-32.

A quarta Parábola é a dos Vinhateiros que maltratam os servos do Senhor da vinha e acabam por matar seu filho.

Todas falam de servir! As três primeiras mostram o trabalho e serviço de semear, enquanto a última, o de colher.

6- No Evangelho de Marcos as mãos de Cristo são frequentemente mencionadas, retratando Seu serviço. Marcos 1:31,41; 5:41; 7:32; 8:22-25; 9:27; João 10:28. Mostra que os Salvos estão em Suas mãos

7- Marcos também menciona “os olhos” do Servo Perfeito - Sempre atentos! Marcos 3:5, 34-35; 8:33; 10:21; 11:11 ---- Provérbios 29:7

A Maneira como Cristo Servia

1. Sem nenhuma ostentação - Marcos 1:36-38. Não desejava ser um ídolo popular. Quando somos bem recebidos e nós tornamos o centro das atenções, desejamos permanecer ali.

Marcos 1:37-38 - “Todos te buscavam” - Cristo Responde:Vamos às aldeias vizinhas. Vs 44 - Não digas nada a ninguém. João 5:41 - Eu não recebo glória dos homens.

Quando começamos a receber “honra” pelo que Deus tem feito através de nós, talvez seja tempo de sairmos ou mudarmos para outro lugar. Por isso vemos Cristo nas casas, ou de casa em casa. Marcos 1:45; 3:20; 7:17- 36; 8:26; 9:28- 33. O servo não se exalta pelo que faz!

2- Cristo servia com grande compaixão.

A. Compare Marcos 1:30-31 com Lucas 4:38-39 (Sogra de Pedro). E chegando-se a ela, tomou-a pela mão e levantou-a.

B- Compare Marcos 9:27 com Lucas 9:42 (Menino Possesso). Tomando-o pela mão, o ergueu.

C- Compare Marcos 9:36 e 10:13-16 com Mateus 18:2 e 19:13-15 (Criança). Tomando-o nos seus braços.

3- Cristo enfrentou Grande Oposição. Marcos 2:6-7; 16; 24 - 3:2; 6; 22 - 5:17; 40 - 6:3; 5 - 7:1-2 - 8:11 - 10:2 - 11:18; 27-28 - 12:13; 18; 28 - 14:1.

Os servos de Cristo também encontrarão oposição. É um sinal de que estão trabalhando!

4. Cristo serviu com muito Sacrifício. Marcos 3:20 - 4:35-38 - 6:31 - Atos 20:24

5. Cristo serviu de uma maneira Organizada. Marcos 6:7, 39-40. I Coríntios 14:33

6. Cristo serviu com Prontidão de Amor. Marcos 1:41 - 6:34 - 8:1 - 10:21

7. O Serviço de Cristo era precedido de Oração. Marcos 1:35

Marcos 16:20 - Últimas palavras sobre o servo: Cooperando - I Cor. 15:58

Nota: Extraído do Livro “Why Four Gospels” A.W.Pink

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Venezuela e o Irã estão juntos organizando e preparando mísseis balísticos de alcance médio na Venezuela, que serão capazes de atingir cidades dos EUA






Os israelenses podem ser desculpados por terem ficado surpresos quando o Brasil e a Argentina anunciaram inesperadamente o reconhecimento de um Estado palestino independente com sua capital na mesma cidade da capital de Israel. Os israelenses podem ser perdoados por serem apanhados de surpresa pela mudança desses países e também pela perspectiva de que o Uruguai, e talvez o Paraguai, o Chile, o Peru, o Equador e El Salvador seguirão os passos deles, porque a mídia israelense fracassou em relatar a respeito destas tendências na América Latina.

E isso não é nada surpreendente. A mídia falha em relatar sobre quase todas as tendências que estão causando impacto no mundo. Por exemplo, quando o governo turco enviou apoiadores do Hamas para desafiarem o bloqueio marítimo das FDI [Forças de Defesa de Israel] à costa marítima de Gaza, controlada pelo Hamas, a mídia foi surpreendida porque a Turquia, aliada de Israel, subitamente passou a ser aliada do Hamas e inimiga de Israel.

O fracasso da mídia em relatar a respeito da gradativa transformação da Turquia em um Estado supremacista islâmico fez com que a mídia tratasse o que era o clímax de uma tendência como se fosse algo novo e chocante.

O mesmo está acontecendo agora com a América Latina.

Enquanto que, com relação à Turquia, a mídia falhou apenas em relatar sobre o significado de uma tendência singular de islamização da sociedade turca, ela tem consistentemente ignorado a importância para Israel de três tendências que tornavam o apoio da América Latina aos palestinos contra Israel iminentemente previsível.

Essas tendências são a ascensão de Hugo Chávez, a influência regional da aliança Venezuela-Irã, e a covardia da política externa americana em relação à América Latina e ao Oriente Médio. Quando consideradas como um todo, elas explicam por que os países latino-americanos estão alinhados para apoiar os palestinos. Mais importante ainda é que elas nos dizem algo sobre como Israel deveria estar agindo.

Durante a última década, o ditador venezuelano Hugo Chávez herdou o manto de Fidel Castro como o cabeça do clube latino-americano anti-americanista. Ele tem usado a riqueza do petróleo da Venezuela, dinheiro de drogas e outras fortunas ilícitas para arrastar países vizinhos para dentro de sua órbita e para longe dos Estados Unidos. O círculo de influência de Chávez agora inclui Cuba e Nicarágua, Bolívia, Uruguai e Equador, bem como Brasil, Paraguai, Argentina e Peru. Democracias como a Colômbia e o Chile também já estão dando passos na direção anti-americanista de Chávez.

A escolha do Irã por parte de Chávez não é nenhuma casualidade, embora parecesse assim para alguns quando a aliança inicial surgiu por volta de 2004. As pegadas do Irã na América Latina vêm crescendo gradativamente. Tendo início nos anos 1980, o Irã começou a fazer da América Latina uma base avançada de operações contra os EUA e o Ocidente. Ele usou agentes do Hezb’allah (Partido de Alá) e da Guarda Revolucionária e outros recursos de inteligência e terrorismo ao longo de uma área praticamente desgovernada da tríplice fronteira entre a Argentina, o Brasil e o Paraguai. Essa base, por sua vez, capacitou o Irã a cometer os atentados contra alvos israelenses e judeus em Buenos Aires no início dos anos 1990.

A presenca do Irã no continente permitiu que ele tirasse vantagem da consolidação do poder de Chávez. Desde que subiu ao poder em 2005, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad vem desenvolvendo alianças estratégicas com a Venezuela e com a Nicarágua.

Com a assistência de Chávez, Teerã está expandindo sua rede de alianças por toda a América Latina às custas dos EUA e de Israel.

À primeira vista, Chávez e Ahmadinejad são uma dupla estranha: um é marxista e o outro é jihadista-messiânico. Mas, após uma observação mais detalhada, tudo faz perfeito sentido. Eles compartilham das mesmas obsessões de ódio aos EUA e de amor pelo poder.

Chávez tem demonstrado sua dedicação em manter o poder destroçando seus oponentes, tomando o controle do Judiciário e da mídia, forçando emendas à constituição e cometendo repetidas fraudes nas eleições.

Enquanto isso, a campanha de sabotagem do WikiLeaks contra os EUA nos deu um relato em primeira mão sobre a magnitude da fraude eleitoral de Ahmadinejad.

Uma mensagem da Embaixada dos EUA no Turcmenistão, datada de 15 de junho de 2009, ou seja, três dias depois que Ahmadinejad roubou as eleições presidenciais iranianas, relata sobre uma conversação com uma fonte iraniana a respeito dos verdadeiros resultados das eleições. A fonte iraniana se referiu a elas como “um golpe de Estado”.

O regime declarou Ahmadinejad vencedor com 63% dos votos. De acordo com a fonte iraniana, ele recebeu menos que um quinto desse número. A mensagem foi expressa nos seguintes termos: “Baseados nos cálculos de observadores da campanha de Mousavi [o oponente Mir Houssain] que estavam presentes nas seções eleitorais em todo o país e que testemunharam a contagem dos votos, Mousavi recebeu aproximadamente 26 milhões (ou 61%) dos 42 milhões de votos depositados nas urnas na eleição da sexta-feira, seguido de Mehdi Karroubi (entre 10 e 12 milhões). (...) Ahmadinejad recebeu ‘no máximo de 4 a 5 milhões de votos’, sendo que os restantes foram dados a Mohsen Rezai”.

Não existe a possibilidade de ficar em cima do muro no confronto entre Irã e Israel. Os países da América Latina que defendem o Irã sempre o fazem em detrimento de suas relações com Israel. A Bolívia e a Venezuela cortaram suas relações diplomáticas com Israel em janeiro de 2009, depois de se colocarem ao lado do Hamas na Operação Chumbo Moldado. Em comentários feitos no site Hudson New York, Ricardo Udler, presidente da pequena comunidade judaica boliviana, disse que existe uma correlação direta entre o crescente relacionamento entre a Bolívia e o Irã e sua animosidade com relação a Israel. Nas palavras dele: “Cada vez que um funcionário iraniano chega à Bolívia, surgem comentários negativos contra o Estado de Israel e, logo a seguir, as autoridades bolivianas expedem um comunicado contra o Estado judeu”.

Udler também admoestou que “há informações de agências internacionais que indicam que o urânio da Bolívia e da Venezuela está sendo embarcado para o Irã”.

Isso aconteceu em outubro. Com o Irã parece que, se você está junto com ele por um centímetro, também estará junto por um quilômetro. Agora vimos que a Venezuela e o Irã estão juntos organizando e preparando mísseis balísticos de alcance médio na Venezuela, que serão capazes de atingir cidades americanas.

Não há nenhuma dúvida de que a aliança Venezuela-Irã e sua força crescente na América Latina podem ir bem longe para explicar a súbita urgência da América do Sul em reconhecer a “Palestina”. Mas há ainda mais a ser contado nessa história.

A tendência final que a mídia em Israel falhou em noticiar é o impacto que a política externa dos EUA na América do Sul e igualmente no Oriente Médio tem tido nas posições de nações como o Brasil e a Argentina com relação a Israel. Durante o governo Bush, a política dos EUA para a América Latina era um punhado incoerente de contradições. Por um lado, os EUA fracassaram em dar apoio aos oponentes de Chávez para derrubá-lo do poder quando tiveram a oportunidade em 2004. Os EUA falharam de forma semelhante por não apoiarem os democratas da Nicarágua em sua luta eleitoral contra o líder sandinista Daniel Ortega nas eleições de 2007. Por outro lado, os EUA promoveram, sim, fortes alianças com a Colômbia e com o Chile.

No governo Obama, a política americana para a América Latina tem se tornado mais direta. Os EUA deram as costas a seus aliados e estão dispostos a se humilhar para agradar seus adversários.

Em abril de 2009, o presidente americano Barack Obama ficou sentado durante 50 minutos ouvindo um violento discurso de Ortega na Cúpula das Américas. Depois ele foi atrás de Chávez para uma “sessão de fotos”. Em seu próprio discurso, Obama se distanciou da história dos EUA, dizendo: “Às vezes temos estado desengajados, e às vezes buscamos ditar nossos termos. Mas eu solicito a vocês que busquemos uma parceria de igualdade. Não existe um parceiro sênior e um parceiro júnior em nossos relacionamentos”.

Infelizmente, a tentativa de apaziguamento de Obama não fez bem algum. Em novembro de 2010 houve um incidente na fronteira entre a Nicarágua e a Costa Rica ao longo do rio San Juan. As forças de Ortega estão desobstruindo o rio como parte do projeto patrocinado pelo Irã para construírem um canal na Nicarágua, que seria rival do Canal do Panamá.

Até mesmo o embaixador de Obama em Manágua admite que Ortega permanece profundamente hostil aos EUA. Em uma mensagem de fevereiro de 2010, ilicitamente publicada pelo WikiLeaks, o embaixador Robert Callahan afirmou que a ofensiva de Ortega contra os EUA mostrava a “improbabilidade de prognosticar um Ortega novo e amistoso com quem poderemos trabalhar a longo prazo”.

Não foi simplesmente a recusa dos EUA em defender-se contra figuras como Chávez que fez com o [ex-]presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, se alinhassem com Chávez e com o Irã.

Eles também responderam aos sinais dos EUA em relação ao Irã e Israel.

A política de Obama de se envolver com o Irã e de aprová-lo não tem nenhuma chance de impedi-lo de obter armas nucleares. E exatamente como os árabes e os europeus, os sul-americanos sabem disso. Não há sombra de dúvida de que, ao menos em parte, o motivo de Lula assinar um acordo nuclear com Ahmadinejad e com Reccip Erdogan, da Turquia, na primavera passada, foi sua certeza de que os EUA não têm nenhuma intenção de impedir o Irã de obter armas nucleares.

Da persectiva de Lula, não existe motivo para participar da farsa americana de impedir o Irã de se tornar uma potência nuclear. Ele pode muito bem estar do lado vencedor. E, como Obama não se importa se o Irã vai vencer, ele vencerá.


Atentado contra a AMIA (Asociación Mutual Israelita Argentina) em Buenos Aires, no ano de 1994, onde morreram 85 pessoas e 300 ficaram feridas.
As mesmas regras se aplicam a Israel. Como os americanos, os árabes, os asiáticos e todo o mundo mais, os latino-americanos já observaram claramente que o único objetivo consistente da política externa de Obama é que ele quer forçar Israel a aceitar o hostil Estado palestino e a entregar todas as terras que controla desde 1967 para tipos como o chefe da OLP, Mahmoud Abbas, e para o ditador da Síria, Bashar Assad. Eles vêem que Obama se recusou a excluir a possibilidade de reconhecer o Estado palestino, mesmo que esse Estado seja proclamado sem que haja um tratado de paz com Israel. Isso significa que Obama não quer se comprometer a não reconhecer um Estado palestino que estará, de fato, em estado de guerra contra Israel.

A impressão de que Obama está completamente comprometido com a causa palestina foi reforçada, em vez de ser enfraquecida, pelo cancelamento do acordo Netanyahu-Clinton referente à proibição das construções de Israel na Judéia, em Samaria e em Jerusalém. O acordo era que Israel proibisse construções de judeus por um prazo adicional de 90 dias, em troca de uma garantia de que os EUA não solicitariam nenhuma outra futura proibição; apoiariam Israel no Conselho de Segurança da ONU por um tempo limitado, contra uma pressão palestina de declarar a independência sem que haja paz; e venderiam a Israel adicionalmente 20 jatos de combate F-35 em algum momento no futuro.

O acordo ruiu porque Obama não estava disposto a firmar esses compromissos por escrito, por insignificantes que pudessem ser. Isto quer dizer que o acordo caiu porque Obama não teria o menor compromisso de manter a aliança dos EUA com Israel.

Essa política sinaliza a países como o Brasil, a Argentina e o Uruguai que eles podem muito bem se unir a Chávez e ao Irã e voltar suas costas para Israel. Ninguém vai agradecer-lhes se ficarem atrás dos EUA em suas políticas pró-Irã e anti-Israel. Ao se moverem à frente dos EUA, eles obtêm os créditos devidos àqueles que metem seu dedo nos olhos de Washington.

Quando entendemos as tendências que levaram ao ato hostil da América Latina contra Israel, percebemos duas coisas. Primeiramente que, embora Israel poderia ter encontrado uma forma de atrasar a ação, provavelmente não poderia tê-la impedido. Em segundo lugar, dada a trajetória da política dos EUA, fica novamente óbvio que o único em quem Israel pode confiar para defender seus interesses – contra o Irã e igualmente contra os palestinos – é o próprio Israel. (Caroline Glick – www.carolineglick.com)

Do ponto de vista humano, a análise da autora é correta e clara: as nações, inclusive os EUA, não são confiáveis e todas se voltarão contra Israel. Só a conclusão final não é verdadeira: ao invés de confiar apenas em si mesmo, Israel deve esperar exclusivamente em Deus. Ele diz: “congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a minha terra entre si” (Jl 3.2). “Esperai-me, pois, a mim, diz o Senhor, no dia em que eu me levantar para o despojo; porque a minha resolução é ajuntar as nações e congregar os reinos, para sobre eles fazer cair a minha maldição e todo o furor da minha ira...” (Sf 3.8).